Crossover do Arrowverse introduz importante evento das HQs

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Como leitor ocasional delas, jamais me atreveria a dizer que sou especialista em HQs, mas imagino que todo mundo que tenha, assim como eu, um mínimo de conhecimento desse segmento de mídia e conheça um pouco do vasto universo explorado pelas muitas histórias de super-heróis, certamente já deve ter lido ou pelo menos ouvido falar em Crise nas Infinitas Terras, um dos maiores e mais famosos arcos já publicados pela DC Comics.

A história é reconhecidamente uma das mais complexas do selo e por isso mesmo, umas das poucas que ainda não havia ganhado qualquer tipo de adaptação ao longo dos mais de trinta anos desde sua publicação. Isso, contudo, está prestes a mudar graças aos (corajosos) produtores do chamado Arrowverse, o conjunto de séries da DC capitaneadas por Arrow, The Flash e Supergirl (e que ainda conta com a ótima e divertidíssima Legends of Tomorrow).

E se o crossover dessas séries já virou um evento anual marcante, o desse ano em específico foi especial, porque além de todo fan service  – como a aparição do Flash da série da década de 90; da bem sacada referência sonora à popular série Smallville ou mesmo nas menções explícitas à existência do Batman no mesmo universo de Arrow e Flash através da boa apresentação de Ruby Rose como Batwoman (que irá ganhar sua própria série em 2019) -, o episódio triplo serviu, dentre outras coisas, como um grande aperitivo do que poderemos ver na futura adaptação de Crise nas Infinitas Terras que ganhará vida no próximo crossover.

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Em Elseworlds, título oficial da aventura que reuniu os principais heróis do Arrowverse este ano, Oliver Queen e Barry Allen tem suas identidades trocadas depois que o Monitor (um importante personagem do Multiverso da DC nas HQs) dá um livro que permite a John Deegan, um cientista do Asilo Arkham (onde mais referências ao universo do homem morcego aparecem aos montes), alterar a realidade. A partir daí, à medida em que precisa tentar reverter o que aconteceu e lidar com as muitas diferenças de suas personalidades (Oliver obrigado a ser mais amigão da galera como Flash ao passo que Barry tem que lidar com o lado sombrio do arqueiro) a dupla vai até a Terra 38. Lá, eles pedem ajuda à Supergirl e conhecem o Superman e sua namorada Lois Lane, que aqui surgem emulando de forma bem divertida a mesma dinâmica dos personagens na série Lois & Clark.

Dali em diante, entre uma sequência de ação e outra (como na que o grupo precisa enfrentar a versão ciborgue do Amazo, outro vilão das HQs que dá as caras aqui), algumas boas risadas surgem por conta da forma desajeitada com que Oliver e Barry lidam com suas “novas” habilidades  – é bem curioso ver o desconforto de Oliver tendo que abraçar alguém e Barry soltando um estranho “fulano, You have failed this city” -, e pelas curiosas versões diferentes de outros personagens que surgem na trama  como Cisco encarnando um chefão mafioso, por exemplo.  

Assim, quando o clímax do crossover ocorre com o time encarando uma realidade onde o cientista John Deegan (feito pelo sempre excelente Jeremy Davies, o Daniel Faraday de Lost) virou um Superman bizarro, a sementinha do que poderá ser o crossover de 2019 já está plantada. E com ela a dúvida sobre as consequências do acordo que Oliver Queen fez com o Monitor para que o grupo conseguisse derrotar o vilão da vez. Será que a próxima temporada trará a aposentadoria forçada do personagem que deu início ao Arrowverse?

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