22/05/2011

Lost 1 ano depois: O Fim!



Como o tempo passa rápido. Para quem viveu Lost (mas não perdido) intensamente por seis anos, a lembrança da grande expectativa que cercava o dia da exibição do último episódio da série ainda deve estar viva na memória. Naquele domingo, mesmo para os que já não curtiam a série como antes, era impossível ficar indiferente ou não se flagrar olhando no relógio a todo instante à espera do momento derradeiro que marcaria a despedida daquele inesquecível grupo de personagens e suas histórias maravilhosas. Lost não foi uma série perfeita (que série foi/é?), mas passado um ano desde seu fim, a certeza de que testemunhei e fiz parte da experiência televisiva mais significativa de todos os tempos só não é maior que a saudade que tenho dela e do que ela respresentou para mim.

Lost foi aonde nenhuma outra produção jamais tentara ir. Como produção mainstream da tv aberta americana, a série ousou explorar, através das mais diversas alegorias, questões que no mundo real não tem respostas definitivas. Assim, quando em dado momento da última temporada o Homem de Preto diz que a pergunta que todos aqueles personagens deveriam fazer era ‘Por que vocês estão nessa ilha?’, encarávamos, numa sútil metáfora, aquela que é justamente a maior dúvida do ser humano, ‘Por que estamos aqui?’

Os roteiristas de Lost obviamente não responderam essa e outras questões existenciais que tomaram forma ao longo da série, mas apontavam, episódio após episódio, que tipo de perguntas deveríamos fazer para que nós mesmos encontrássemos essas resoluções. Nisso, à medida em que acompanhávamos os dilemas morais que se desenvolviam nas muitas reviravoltas da história, pudemos sempre encarar a oportunidade de nos perguntar, ‘Como eu reagiria nessa situação?’. E nesse sentido, como nenhuma outra, Lost nos fez questionar as noções que temos de certo e errado, e talvez até mesmo reavaliar opiniões ou coisas em nossas vidas que tínhamos como verdades absolutas.

Vida, morte, renascimento, esperança, redenção, raiva, tristeza, dúvidas, solidão, ganância, vingança, compreensão, união e amor. Lost falou disso tudo e sobretudo sobre a dicotomia entre o instinto de preservação individual e o de aceitar o sacrifício por algo maior ou alguém. Ao colocar vários de seus temas em oposição – preto/branco, bom/mau, certo/errado, destino/livre arbítrio – Lost nunca se furtou em apresentar argumentos para ambos os lados corroborando a ideia de que a verdade quase sempre se encontra em algum ponto no meio do caminho e que não existem respostas fáceis para grandes questões.

Celebrando o primeiro aniversário do fim da série, o Dude, We Are Lost! encerra, de forma oficial, suas atividades. Com mais de 10 milhões de page views e quase 51 mil comentários distribuídos em 2390 posts ao longo de seis anos, o blog seguirá vivo como referência para os que ainda irão descobrir (ou quem sabe redescobrir) a série que marcou época como uma das maiores e melhores de todos os tempos da tv. A saudade e a gratidão por tudo de bom que Lost representou para mim (e para muitos de vocês, acredito) será sempre grande, mas um ano depois, como diria Christian Shephard, é hora de lembrar e seguir em frente...