30/04/2010

Um adeus a Lost em vídeo


Vídeo por DJC Productions

Quando vi esse vídeo no The ODI não tive dúvidas, era obrigação dividí-lo com vocês que visitam o blog diariamente e estão tão ansiosos quanto eu pelos últimos episódios que marcarão nossa despedida definitiva de Lost.

Dudecast 51ª edição - SPOILERS da reta final da 6ª temporada de Lost


Imagem criada por André Betschart

Na 51ª edição do Dudecast, a repercussão de vários spoilers referentes aos 4 últimos episódios de Lost. Dentre os assuntos, falo das reaparições, mortes de personagens e de revelações que envolvem dentre outras coisas, a identidade dos esqueletos de Adão e Eva, ou seja, é coisa para caramba que nos ajuda a ter uma certeza: o encerramento da série promete e muito!

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Agora, quer fugir dos Spoilers?

Então a dica é conferir o podcast do ótimo Box de Séries onde conversei com Caio Fochetto, Ana Emílio e Érika Ribeiro sobre algumas das questões mais controversas da trajetória de Lost a partir de mensagens enviadas por outros blogueiros amantes de séries.

Quer mais? Então visite o Legendado, pois o podcast sobre várias outras séries e Lost, claro, que contou com a minha participação numa conversa com a Cláudia Croitor e com o Bruno Tapajós já está no ar. Será que rolou barraco? :p

Atualização: Mais um divertido podcast sobre Lost com a nossa participação está no ar lá no Cumê Camão. Cortesia do Marcelo Salgado. Confiram.

28/04/2010

Vazamento, bastidores... SPOILERS da reta final de Lost.

A expectativa exagerada é um grande mal, eu sei, mas como evitá-la quando pessoas que já tiveram acesso ao 90% do roteiro de ‘The End” dizem que o Series Finale de Lost é excelente?

Sim, é verdade que a opinião de alguns poucos que sequer viram o episódio pronto não necessariamente vá refletir o que veremos na tela, mas não deixa de ser um bom sinal, certo? Pois é, consultando oito fontes diferentes que só não tiverema acesso ao último ato de ‘The End’ (aquele que envolve cenas secretas que supostamente apenas os produtores/roteiristas e os atores envolvidos na gravação tem conhecimento), o DarkUFO apontou que na média, a parte 1 do episódio duplo tem nota 9.3 ao passo que a parte 2 recebe nota 9.7. Com isso, boa sorte para nós na missão de segurar a ansiedade.

E por falar em ‘The End’, cenas secretas e etc, que tal dar uma atualizada nos spoilers dessa reta final que surgiram ao longo dos últimos dias? Resista ou renda-se à tentação!

Leia mais... Ou não

    Dois retornos confirmados

    Falando ao fan site de Elizabeth Mitchell, uma fã contou que viu a atriz no final de março gravando uma cena de Lost no Havaí. Até aí nada demais, afinal já sabíamos que Juliet voltaria a aparecer antes do fim da série. Curioso mesmo é a descrição de que Juliet aparecerá usando uma flor amarela no cabelo, que pode fazer ou não alusão àquela que Sawyer, então como LaFleur, deu a ela em 1977. Aliás, especulando um pouco, será que dá para arriscar o palpite de que a tal flor possa ser o gatilho que fará com que os dois personagens tenham um flash de seu envolvimento na realidade da ilha?

    Outra que voltará a dar as caras na série antes do encerramente é a ruiva Rebecca Mader, que voltará a interpretar Charlotte. O contexto da nova aparição da personagem não se sabe, mas não é nenhum exagero imaginar que seja um (re)encontro com Daniel na paralela, concorda?

    Ameaça e promessa para a reta final da série

    Se você acompanha os posts de spoilers com regularidade aqui no Dude, sabe que veremos muitas mortes nesses últimos episódios da série. O próximo por exemplo, que é o 14, deve trazer pelo menos 2, contudo, segundo a colunista do E! Online, Kristin dos Santos, as eventuais lágrimas de tristeza de agora podem se transformar em felicidade e satisfação com o encerramento definitivo da história no dia 23 de maio.

    Call sheet vazado: fato ou jogada da ABC?

    A essa altura do campeonato, provavelmente você já sabe que um call sheet supostamente contendo algumas das últimas cenas da série parece ter vazado, né? Quem deu o furo foi o site Gawker, e embora a ABC confirme que o documento é quente, deixa no ar a dúvida se as tais cenas são verdadeiras, isto é, foram gravadas, ou se não passam de uma estratégia da emissora para despistar os caçadores de spoilers.

    Sem contexto, obviamente não dá para fazer grandes análises, mas o sempre competente amigo Carlos Alexandre Monteiro do Lost in Lost elencou todas as cenas especulando um pouco sobre as sequências que mostrariam Desmond, Jack, Locke (muito provavelmente o falso), Hurley e Ben em sets com quedas d’água, uma caverna iluminada e inundando e até tremores de terra.

    Como eu disse, é difícil afirmar qualquer coisa sem saber o contexto das cenas, mas como bem apontou o CA em seus comentários, a situação poderia, quem sabe, indicar eventos parecidos nas duas realidades exploradas e/ou uma última movimentação da ilha. Será?

    Bastidores das últimas gravações

    Enquanto esperamos pela exibição de ‘The End’no dia 23 de maio (ou 25, caso você vá assistir no AXN), elenco e produção já se despediram de Lost no Havaí, quando no último dia 24 de abril comemoraram o fim das gravações e do trabalho de seis anos. Dá para imaginar a emoção dos caras?

    Nesse panorama, enquanto seguimos na espera, não faz mal saber de alguns detalhes dos bastidores dessas últimas filmagens, certo? E para tal, nada melhor do que recorrer ao The Transmission, podcast do havaiano Ryan Ozawa, que contou algumas coisas bem interessantes.

    - No fim de semana dos dias 17 e 18 de abril, uma grande cena gravada numa igreja, envolveu 19 personagens (dentre eles Locke, Jack, Ben, Hurley, Kate, Desmond e outros). Não se sabe exatamente o que foi gravado, mas especula-se que tenha sido um casamento (já que alguns fãs dizem ter visto uma mulher vestida de noiva) ou um funeral.

    - Já a 2ª feira, 19, marcou a gravação de uma cena com 3 atores desconhecidos por nós usando roupas da década de 70 dentro de uma remodelada jaula do urso polar. Quem conseguiu ver a gravação, disse que havia um dos homens parecia ter parte do braço faltando. Hum... Curioso no entanto, é que Ryan acredita que a tal cena faça parte de algum material extra do futuro DVD/Blu Ray da 6ª temporada.

    - Na 3ª, 20, cenas que supostamente estariam sendo regravadas, foram feitas no set do penhasco que leva à caverna dos números. Nelas estavam Jack, Ben e Hurley. Nesse mesmo dia, só que mais tarde, claro, Jack, Kate e Hurley teriam gravado cenas no cenário que marcou a reaparição dos personagens no presente da ilha conforme vimos em ‘LA X’.

    - Na 5ª feira, 22, os trabalhos se concentraram no estúdio quando um set de caverna foi erguido para aguentar uma inundação que seria feita com auxílio de caminhões. Também no estúdio Diamond Head, uma grande estrutura foi erguida para representar uma queda d’água. Caverna, queda d’água... Será que a tal call sheet vazada é mesmo quente, afinal? Bom, o que se sabe é que no dia seguinte, 23 de abril, Desmond, Ben, Locke e Hurley foram vistos trabalhando até bem tarde da noite em gravações nesses dois sets.

    - E para encerrar, Ryan Ozawa conta que o avião Ajira parece ter sido mudado de posição, como se tivesse sido erguido para parecer em posição de voo. Hum...

    ***

    É informação para caramba, mas ainda assim confesso que continuo no escuro e cada vez mais empolgado e curioso para ver o desfecho de tudo, e você?

Untangled Especial "Locked & Loaded"



Na semana sem episódio inédito, a ABC liberou um novo Untangled resumindo musicalmente a trajetória de Locke e do que hoje vemos na ilha como o falso Locke.

Novo Promo + 2 Sneak Peeks do ep. 6x14 "The Candidate" (Legendados)

**** Atualizado em 29/04 com mais um Sneak Peek ****



Na madrugada de hoje, o The ODI disponibilizou um novo vídeo promo do episódio 6x14 "The Candidate" enquanto a ABC liberou no site oficial o primeiro Sneak Peek que você confere abaixo. De curioso mesmo, o fato que o promo abre mão de algumas imagens para construir o suspense em torno de gritos e apelos desesperados. Quem grita o que e por quê? Eu reconheci as vozes do Sawyer, Kate, Claire e Sun que fala algo que não consegui entender de jeito nenhum. Alguém se arrisca?

    Sneak Peek 1

    Sneak Peek 2

27/04/2010

Mini sinopse do ep. 6x15 “Across the Sea”

O DarkUFO teve acesso à brevíssima sinopse do ante-penúltimo episódio da série. Não há nenhum spoiler, mas se você ainda quiser se manter no escuro, já sabe o que não deve fazer, certo?

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    As motivações do falso Locke são finalmente explicadas.

    Escrito pelos produtores Carlton Cuse e Damon Lindelof, é essa a mini sinopse do episódio que promete finalmente desvendar todo mistério por trás da origem de Jacob e do homem de preto, bem como das cirscunstâncias que construíram a rixa entre os dois.

    Na lista de atores convidados, temos os seguintes nomes: Mark Pellegrino como Jacob, Titus Welliver como homem de preto, Allison Janney como mulher, Kenton Duty como garoto adolescente, Ryan Bradford como garoto vestido de preto, Lela Loren como Claudia e Ivo Nandi como o caçador mais velho.

    Não que vocês precisem disso, mas só para aguçar ainda mais a curiosidade, vale dizer que o jovem ator Kenton Duty é o garoto que aparece loiro no episódio “The Substitute” e moreno em “Everybody Loves Hugo” irritando o falso Locke.

    Promete, não?

AXN exibirá Series Finale de Lost no dia 25 de maio!

Depois de amargar intervalos imensos para a exibição original, o AXN surpreende os fãs brasileiros de Lost prometendo exibir 'The End' no dia 25 de maio, ou seja, apenas 2 dias depois da exibição americana. Segundo nota da Folha (sim, ela mesma), o canal fará uma maratona no domingo 23, com os 4 episódios que antecedem o Series Finale e na terça, 25, exibe um especial de 2 horas resumindo a série e na sequência, às 22h, o derradeiro episódio que encerrará a história criada por J.J. Abrams e Damon Lindelof há seis anos. Boa AXN!

Em tempo, a diretora de conteúdo do canal espanhol Cuatro confirmou ontem que os espanhóis poderão assistir 'The End' simultaneamente à exibição americana a partir das 03 da manhã no horário local. Sortudos(?) eles, hein?!

***

E aí, dá para aguentar a espera de 2 dias para ver 'The End'?

Pôster resume as 6 temporadas de Lost


Inspirado no pôster da saga Star Wars, um talentoso fã de Lost disponibilizou via o Sl-Lost, essa maravilha que você vê aqui em cima reunindo vários elementos que vimos ao longo desses seis anos. Até Nikki e Paulo aparecem na brincadeira que surge como uma boa desculpa para trocar o papel de parede do seu desktop, não acha?

Obs.: Os dois únicos personagens importantes que não aparecem no pôster são Charles Widmore e Penny. Eloise Hawking também está ali. Consegue achá-la?

26/04/2010

Matéria ruim da Folha expõe preguiça no entendimento da série

Sim, é fato que ao longo desses seis anos Lost levantou muito mais perguntas do que apresentou respostas, mas é igualmente verdade que a série jamais prometeu resoluções óbvias e/ou didáticas para o público. Nesse panorama, ao ler a pseudo matéria que a Folha de SP publicou neste domingo, 25 de abril, ficou evidente que os dois autores do fraco texto não entenderam que Lost nunca se resumiu à história de um grupo de pessoas que cai numa ilha mágica (descrição deles).

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    Raso e claramente escrito por quem jamais compreendeu a proposta de Lost, o texto faz uma colagem de supostos mistérios não resolvidos dando importância à perguntas absolutamente irrelavantes para a conclusão da série. Assim, ao questionarem por exemplo ‘Por que os Outros falam latim?’ou ‘O que é a caixa mágica e como o pai de Locke surgiu na ilha?’, os autores deixam claro que ou nunca viram a série de fato ou (de novo) não entenderam elementos básicos de sua narrativa.

    À essa altura do campeonato, como bem destacou o amigo Antonio Pedro, ver críticas sustentadas por argumentos rasteiros é normal em fóruns/blogs e afins, agora, para um jornal que gosta tanto de se gabar por ter opinião balisada e fundamentada, o texto intitulado ‘Lentidão em solucionar mistérios aumenta devoção e ódio por Lost’ é a constatação decepcionante de um jornalismo cada vez mais superficial e preguiçoso que opta pela pôlemica em vez da construção de ideias e questionamentos inteligentes.



Perguntas e respostas que 'só' a Folha ainda não viu

    Dentre as 30 perguntas que a Folha faz no texto, algumas só poderão ser respondidas quando a série acabar. Sendo assim, qualquer coisa que seja dita agora sobre quem são Jacob e o homem de preto e como chegaram à ilha por exemplo é pura especulação. Dito isso, há outras que já foram respondidas de forma clara ou no mínimo indireta.

    O que são os números 4, 8, 15, 16, 23 e 42?

    Inicialmente apenas uma marca referencial da série (vide suas diversas aparições), a sequência teve seu papel revelado na 6ª temporada (ep. 6x04 The Substitute) quando ressurge como a representação dos candidatos de Jacob ( 4 – Locke, 8 – Reyes, 15 – Ford, 16 – Jarrah, 23 – Shephard, 42 – Kwon). O que mais precisa ser dito sobre eles que poderia fazer diferença na trama?

    O que criou a realidade alternativa?

    Impossível responder algo que não existe na série, já que produtores e roteiristas cansaram de repetir que o recurso narrativo explorado na 6ª temporada trata-se de uma realida paralela e não alternativa.

    O que está à sombra da estátua?

    Absolutamente nada. É tão difícil assim entender que a pergunta tratava-se de uma senha que servia para identificar aliados de Jacob como uma cena do ep. 6x01/02 LA X já deixava bem claro?

    Por que as grávidas morrem na ilha?

    Mais óbvio que em decorrência de complicações na gestação impossível.

    Por que os Outros falam latim?

    Imagine que você faça parte de um grupo cercado de segredos e regras. Como não entregá-los a supostos intrusos/curiosos? Usar uma língua morta e desconhecida pela maioria seria uma solução bem racional, não? Pois é.

    Por que há símbolos egípcios na ilha?

    Para evidenciar o óbvio: a história daquele lugar é tão antiga quanto à dos construtores das pirâmides.

    O que quer dizer “a ilha não terminou com você”?

    Er... que você talvez ainda tenha um papel a desempenhar na trama?

    Por que o exército levou uma bomba atômica para a ilha nos anos 50?

    Fazer testes, para o que mais?

    O que aconteceu depois que Juliet fez a bomba explodir?

    Que tal efetivamente começar a assistir a 6ª temporada em vez de catar perguntas no google?

    Em que tempo as pessoas na ilha estão?

    2007, mesmo período em que aqueles (como Ben, Sun e Lapidus) que voltaram à ilha no Ajira 316 e não viajaram no tempo já estavam. Qual a dificuldade em concluir isso?

    ***

    Ok, i rest my case.

25/04/2010

A obsessão está chegando ao fim


Dica do leitor JOHN

Há pouco mais de um mês e meio, comentei aqui que a ABC estava promovendo um concurso que dava aos fãs a chance de produzir seu próprio vídeo promocional do fim da série, lembram? Pois bem, o prazo de envios e de votação já se encerrou no site oficial da série, e embora ainda não se saiba quem foi o grande vencedor (que terá seu vídeo exibido na programação da ABC a partir do dia 16 de maio), a certeza é que muita gente fez trabalhos bem bacanas como esse que você confere aqui em cima.


    E aí, gostou? Para ver outros vídeos como esses feitos por fãs, procure por 'ABC Promo Lost Contest' no youtube.

24/04/2010

Dudecast 50ª edição (Episódio 6x13 "The Last Recruit")


Imagem criada por André Betschart

Na 50ª(!) edição do Dudecast, Juliana e eu repercutimos o movimentado "The Last Recruit", episódio 13 dessa última temporada de Lost. Dentre os assuntos, a revelação de quem era o Christian Shephard que víamos desde o início da série; a aparente mudança de atitude de Sayid, o papel que Jack pode assumir na trama; a desnecessária polêmica em torno da matéria da revista Wired com os produtores e muito mais através dos e-mails que vocês nos enviaram.

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Junte-se a outros fãs para assistir o Series Finale de Lost

Seguindo uma sugestão dada pelo leitor Felipe Luthor, abro esse post com o intuito de facilitar o trabalho dos que tiverem interesse em se juntar com outros fãs para assistir o Series Finale de Lost no dia 23 de maio (domingo). Como funciona? Simples. Basta deixar seu nome, cidade e contato (e-mail, msn, skype etc.) nos comentários deste post. Dessa forma, quem estiver morando na mesma cidade e tiver vontade de combinar/organizar uma forma de ver "The End" com outras pessoas poderá fazê-lo de uma forma mais descomplicada. Desde já, boa diversão aos que forem assistir o final da série juntos!

Observação: Pessoal, por questões de segurança, não coloquem seu telefones. Vamos deletar e recusar comentários com essa informação.

22/04/2010

Ep. 6x13 “The Last Recruit” – Easter Eggs, curiosidades e repercussão

Preparatório ou não, “The Last Recruit” faz o que precisa e cumpre o que promete: empolga na construção do grande conflito que se desenha e escancara de vez o cenário que abre o último arco da complexa trama de seis anos. E se a história é sobre aquelas pessoas, nada melhor que poder ver suas resoluções vindo no meio de uma rixa ideológica histórica carregada de perguntas e mistérios.



Na constante das revelações que surgem através de simples diálogos, Jack finalmente descobre que era o monstro o responsável pelas aparições de Christian Shepard que tanto o assombravam. “Fiz isso para ajudá-lo, Jack”, disse (F)Locke, e se nem o médico pareceu acreditar naquelas palavras, por que deveríamos?

E na afirmação do monstro sobre Locke, a quem se refere como um idiota, uma pausa para uma teoria: Seria Eloise Hawking, a primeira recruta do monstro?

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    Se desde o episódio centrado em Desmond já podemos imaginar que a realidade paralela é tipo uma Matrix, ou seja, um mundo irreal e ilusório que teria sido criado pelo monstro como forma de responder às promessas feitas na ilha, será que dá para acrescentar mais um elemento à mistura dizendo que Eloise Hawking tenha sido há muito tempo atrás a primeira e maior colaboradora do plano daquela entidade?

    Explico. Imaginem que depois do trágico evento em que acabou matando o próprio filho, Eloise tenha de alguma maneira feito um acordo com o homem de preto, que prometendo lhe dar Daniel de volta, montava ali o 1º passo rumo ao plano de um dia sair da ilha. Que acordo ela teria feito? Arranjar o candidato perfeito que funcionasse como a tal brecha que o MIB procurava para matar Jacob.

    Agora, quem seria esse proxy? Locke. E quem foi que disse a Jack categoricamente que era de suma importância que Locke (então morto fora da ilha) voltasse à ilha nas mesmas condições em que seu falecido pai? Pois é, Eloise, que na ocasião ainda ressaltou que era importante que o corpo de Locke tivesse algo que fora usado pelo pai de Jack. Coincidência ou a senha que o monstro precisava para saber exatamente quem deveria usar para por em prática seu plano de matar Jacob?

    Perguntas que nascem na revelação de que o monstro se fez passar por Christian esse tempo todo – Se o monstro não podia sair voando sobre as águas, o que era o Christian Shepard que apareceu para Michael no final da 4ª temporada dentro do cargueiro, hein?

    E aquele Christian que Jack viu num flash forward? Também era o monstro? Óbvio que não porque sabemos que o monstro não podia sair da ilha, portanto naquela ocasião só dá para imaginar que influenciado por remédios pesados, o que Jack teve foi uma alucinação de seu pai.

    “Meu nome é John.” Se ainda pudermos levar adiante a especulação de que a realidade paralela é um mentira e que aquele Locke na verdade seria o homem de preto/monstro, o momento em que Locke desperta na ambulância temendo pelo pior poderia representar, quem sabe, o desespero de alguém que viveu e acreditou na mentira que criou e temia perder as conquistas humanas e emocionais que há muito havia perdido na ilha. Viagem? Pode ser, mas dá para descartar totalmente?

    Com relação à cena em que Sun supostamente reconhece Locke, seria razoável imaginar que em função do evento traumático do qual saiu vítima, a coreana tenha adquirido alguma escala de consciência de tudo o que acontece na realidade da ilha, não? Alguma outra leitura disso?

    Uma incosistência temporal dos fatos que levaram Sun e Locke ao hospital?

    Não que isso afete o desodobramento da trama na realidade paralela, mas não ficou estranho que Sun e Locke tenham chegado juntos ao hospital? Digo isso porque desde a chegada do Oceanic 815 a Los Angeles, muito mais coisas parecem ter acontecido com Locke do que com Sun. Vejamos:

    Locke desembarca no dia 23 de setembro de 2004. Conversa com Jack no aeroporto, vai para casa onde fala sobre o casamento com Helen, volta ao trabalho é demitido, encontra com Hurley que o pede para ir à sua agência de empregos, arruma emprego como professorr substituto, chega na escola, dá uma aula, conversa com Ben, o incentiva a buscar a posição de diretoria e termina (em algum outro momento) atropelado por Desmond no estacionamento. Dá para dizer que tudo isso aconteceu no intervalo de 2 dias? Sim, mas parece improvável, não?

    Já Sun ficou retida no aeroporto com Jin por algumas horas, foi para o hotel, passou a noite com Jin, que na manhã seguinte é levado para o restaurante onde no fim do dia se liberta (com a ajuda de Sayid) e depois de trocar tiros com Bakunin, vê Sun baleada no chão da cozinha.

    Como eu disse, inconsistente, mas afeta decisivamente alguma coisa daquela trama? Não.

    Não sei vocês, mas achei que a cena que marcou o reencontro entre Jack e Claire na ilha podia ter um pouquinho mais de emoção, o que de forma alguma afetou a dinâmica da cena que acabou servindo mais para reafirmar um aparente poder de influência/manipulação que (F)Locke possa desempenhar sobre as pessoas. “Você está com ele agora”, diz Claire ao irmão.

    “Mas há sempre uma chance de trazer as pessoas de volta do lado negro.” Em mais uma divertida referência à saga Star Wars, Hurley lembra da história de Anakin Skywalker quando Sawyer (depois de revelar seu plano ao dude) diz que Sayid passou para o lado negro.

    “É ótimo ter todo mundo reunido de novo.” Uma simples afirmação de (F)Locke que via seu plano ficar mais perto de ser concluído? E a real intenção dele em reunir os candidatos de Jacob? De fato tirá-los da ilha ou simplesmente acabar com todos que pudessem ser um empecilho para ele de uma vez só?

    Já vimos que todos os losties tiveram suas vidas modificadas de alguma forma na realidade paralela, mas e a da Kate que continua como foragida da justiça? Será que a tal diferença para ela se deva ao fato de realmente não ter matado ninguém como afirmou a Sawyer na delegacia? Faria sentido, não? Afinal, todos ali tiveram a chance de experimentar outros caminhos, mas ainda assim vivem as frustrações da realidade que vemos como original.

    Ainda daquelas cenas, destaque para mais um dos passos que acidentalmente(?) reuniria os personagens quando Miles e Sawyer identificam Sayid como o responsável pela matança do restaurante.

    Claramente descrente da promessa feita por (F)Locke de levar todos com ele para fora da ilha, Jack conversa com Kate no exato momento em que Zoe surge no acampamento exigindo (ainda que não de forma nominal) a devolução de Desmond. Seu argumento? Ameaçar com uma demonstração de bombardeio, o que provoca uma imediata reação de (F)Locke, que soltando um “Bem, aí vamos nós”, marca o início da grande guerra que se desenha.

    Tudo bem que a gente sabe que o principal papel de Desmond na trama da realidade paralela agora é a de reunir aqueles personagens, mas chegou a ser engraçado vê-lo dando uma de stalker, na insistente tentativa de convencer Claire a buscar ajuda de uma advogada antes de decidir entregar seu futuro filho para adoção. Da situação, curioso ver Ilana ressurgindo na paralela (será que veremos Alpert em algum momento também?) como aquela que pouco depois reuniria a loirinha a seu irmão, Jack Shepard.

    De toda a sequência que mostrou Sawyer contando a Jack sobre seu plano de deixar (F)Locke para trás, o destaque fica mesmo para a cena em que Sayid vai até o poço para matar Desmond. Ao questionar o iraquiano sobre o que ele diria à mulher que amava quando ela perguntasse o que ele teve que fazer para ficar junto dela de novo, o escocês parece ter despertado alguma reflexão em Sayid, que até ali julgava a promessa de (F)Locke coerente por entender que fora salvo da morte por ele. Curiosamente, não vimos o desfecho da cena, mas se o Desmond da paralela quer fazer com que os losties tenham consciência da ilha, será que na da ilha ele quer mostrar a Sayid, por exemplo, que a tal promessa do monstro é na verdade mais falsa que nota de R$3? Afinal, na realidade paralela, Sayid tem Nadia viva, mas não pode ficar com ela, uma verdade que ganha contornos ainda mais fortes na cena em que ele diz à amada que teria que partir para nunca mais voltar pouco antes de ser capturado por Sawyer.

    Das cenas que culminariam na reunião de Jack, Sun, Hurley, Lapidus, Sawyer e Kate no barco, destaque para Claire, que temendo ser deixada para trás de novo, segue o grupo e ameaça o plano de Sawyer, só para ser convencida por Kate de que ela de fato só havia voltado à ilha para tirá-la de lá a fim de poder criar seu filho, Aaron. Foi uma cena breve é verdade, mas que serviu para explicar em parte todo o comportamente errático e irrascível da loirinha, que influenciada por (F)Locke, realmente nutriu um ódio sem sentido de Kate e dos demais por entender que fora abandonada na ilha.

    Ainda daquela longa sequência, vale comentar a cena em que (F)Locke interpela Sayid por conta de sua demora e vê o iraquiano (ali já nem tão zumbi assim) explicando que precisava de um tempo depois de ter matado um homem desarmado, o que pode ser um bom indício de que ele não fez o que o monstro pediu e que talvez tenha ouvido algum argumento bem convicente de Desmond, já que desde sua ‘ressureição’ parecia simplesmente não se importar com nada. E cá entre nós, alguém realmente acha que Sayid tenha matado Desmond?

    “Tenho uma surpresa para você. Acredita em destino?” diz Ilana em dado momento da sequência que mostrou Jack falando brevemente com a misteriosa mãe de David (cuja identidade descobriremos antes do fim da série) pouco antes dos dois chegarem para a leitura formal do testamento de Christian. A ocasião serviu também para marcar o encontro entre Claire Littleton e seu irmão médico, que àquela altura ainda não sabia quem era o segredo de Christian que fora mencionado no documento encontrado por sua mãe no episódio “Lighthouse”.

    Ao assumir de vez a postura do Locke verdadeiro, Jack tenta sem sucesso convencer Sawyer de que a ilha ainda não havia acabado com eles, e decide voltar para descobrir qual é o propósito dele ali naquele lugar. E se alguém questiona, ‘ah, mas ele não precisava ter ido até o barco se tinha intenção de ficar’ e aí eu digo: e se ele quis só ter certeza que os demais tivessem a chance de ficar longe do (F)Locke, hein? Pois é.

    Agora, uma breve observação: dentre todos os personagens da trama da ilha, Lapidus continua sendo um dos poucos cuja função não está claramente definida. Ou está? Ficar vivo só para poder pilotar o avião, talvez?

    Não sei se tiveram essa mesma impressão, mas com a cena em que Jin diz a Sun que o bebê e ela estavam bem, dava até para dizer que os coreanos poderiam ter seu final feliz ali, não? Possível, mas improvável.

    Na insistência de mostrar como a nova relação amistosa e companheira de Jack com seu filho, me parece que os roteiristas querem evidenciar que o peso das escolhas/atitudes que aqueles personagens terão quando finalmente tomarem ciência da outra realidade será infinitamente mais dolorsa e difícil. Nesse panorama, como Jack por exemplo, reagiria ao descobrir que a realação que conseguiu reconstruir com o filho (e o próprio) é uma mentira?

    Aliás, por falar de eventos que devem levar aqueles personagens a terem seus choques de conciência, será que é razoável imaginar que durante a operação que fará em Locke, Jack possa acabar tendo flashes da ilha? Digo isso, porque no início dessa temporada, o médico meio que dá uma de homem de fé quando diz a um incrédulo Locke que nada era irreverssível. Faz sentido? Seria esse o evento catalisador para Jack, talvez?

    Na nem tão longa sequência que finalmente marcou o emocionado reencontro entre Sun e Jin na ilha da estação Hidra, Zoe domina Sawyer e cia, diz que o acordo que ele tinha com Widmore estava desfeito e autoriza o primeiro disparo do grande conflito que tomará corpo no derradeiro arco da série. Na ilha principal, uma bomba cai na praia e Jack escapa por pouco (com um ferimento no pescoço curiosamente parecido com aquele que sua contraparte observa no espelho dentro do Oceanic na abertura da temporada) ao ser salvo por (F)Locke, que interpreta na atitude de Jack de voltar ao seu grupo, como a certeza que parecia lhe faltar: o último recruta estava com ele.

    Repercutindo o episódio

    “LOST provou mais uma vez (como se precisasse) que é uma série que jamais se perdeu e que os eventuais tropeços em sua trajetória serviram para um incomensurável crescimento. The Last Recruit trouxe a grande traição de Widmore, a explicação definitiva sobre os fantasmas da ilha (como Christian Sheppard), a esperada reunião de Jin e Sun e finalmente abriu alas para o início histórico do fim de um dos maiores e mais bem contados dramas do nosso tempo.”

    Bruno Carvalho – Ligado em Série

    ***

    “The Last Recruit é o tipo de episódio que nós estamos acostumados a ver em Lost. Muitas tramas tendo de se mover desesperadamente, eventos sendo armados, pequenos detalhes inseridos sutilmente para confundir ou realmente trazer algo significativo à trama principal… Mas ao contrário dos seus antecessores recentes, ele conseguiu encaixar tudo de uma maneira tão leve, tão orgânica e com algumas cenas fortes e altamente esperadas, que mesmo não sendo o melhor de todos, é sem sombra de dúvida o ápice da explosiva sexta temporada..”

    Mateus Borges – Série Maníacos

    ***

    “Finalmente, depois de uma dúzia de episódios, Carlton Cuse e Damon Lindelof justificaram todo o desenvolvimento da temporada: de certa maneira, Lost estava apenas preparando um grande reencontro de todos os personagens principais em função de choques pessoais ou de epifanias provocadas pelo amor ou pelas intervenções de Desmond. Mas, mais do que isso, estava conduzindo esta narrativa paralela enquanto, na ilha, os incidentes transcorriam em ritmo perfeito para levar a uma confluência paradoxal das duas linhas paralelas.”

    Pablo Villaça – Cinema em Cena

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    “O diálogo entre Jack e "Locke" no início me fez pensar em toda a série em apenas alguns segundos. Sério, quando Jack perguntou se "Locke" tinha se passado por Christian e a resposta foi um "sim", muita coisa passou pela minha cabeça e fiquei feliz por um motivo: mesmo já tendo assistido cada episódio uma dúzia de vezes, será bem interessante rever toda a série conhecendo alguns elementos como conhecemos hoje!”

    Leco Leite – Teorias Lost

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    “Se ‘The Last Recruit’ não foi tão elegante em alguns aspector, foi satisfatório em tantos outros e certamente atiçou meu apetite para o que está por vir. Foi de maneira geral, agradável ver as pontas soltas em ambas as linhas narrativas sendo amarradas de uma maneira tão firme.”

    Maureen Ryan – The Watcher Chicago Tribune

    ***

    “Pela primeira vez desde a estreia da temporada, não nos focamos em apenas um personagem ou casal, mas em vez disso ficamos saltando de pessoa a pessoa, de história para história à medida em que todos se reunem tanto no mundo real quanto no da paralela. Vimos desfechos de alguns arcos e/ou mistérios – o monstro admitiu que aparecera como monstro ao longo desses anos, Jin e Sun finalmente reunidos, Kate fazendo as pazes com Claire – e algumas belas atuações de praticamente todo o elenco.”

    Allan Sepinwall – What’s Allan Watching

    ***

    “Jack é um homem de Fé agora: Dr. Jack Shepard deu um giro de 180 graus partindo de onde começou na série como o ‘homem da razão’, dando (tanto física, quanto emocionalmente) seu salto de fé como Sawyer descreveu, ao pular do barco para descobrir o que a ilha precisa dele. A cada episódio, Jack está assumindo cada vez mais a postura daquele que será o substituto de Jacob – o que, claro, provavelmente significa que esse papel não caberá a ele. Ainda que o Locke monstro acredite que Jack esteja com ele agora, eu aposto uma grana que Jack vai se manter firme e não cederá a ele.”

    Kristin dos Santos – Watch with Kristin

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    “The Last Recruit não me impressionou. Algumas coisas realmente me incomodaram na verdade, mas ele foi um necessário episódio preparatório para o arco final da temporada (e da série!), e não vou julgá-lo de forma radical. Mas posso apenas dizer que a fala de Lapidus “Parece que alguém recuperou a voz” pode ter sido a mais melodramática da história de Lost?! ”

    Jeff Jensen – EW

    ***

    “Só eu fiquei me perguntando se Jack morreu na explosão e foi trazido de volta a vida pelo homem de preto? Afirmo essa teoria dizendo que seria uma história perfeita de ver: Jack, agora tomado pela escuridão, lutaria contra ela, mostrando que apesar do destino estar formado, até lá somos nós que fazemos nossas escolhas, sendo possível escolher um lado bom, lutando arduamente contra o ladro negro. Vai dizer que não seria épico?”

    Caio Mello – Apaixonados por Séries

    ***

    “Já que o series finale está ali na esquina em 23 de maio, que tal acelerar a narrativa? Em vez de gastar 45minutos com um único personagem enchendo linguiça, que tal misturar tudo? A tal descentralização dos flashsideways será elogiada por todos pelo simples motivo de que finalmente a história parece andar a passos apressados e ir direto ao assunto.”

    Camila Saccomori – Fora de Série

    ***

    “Lost chegou a um ponto em que não há mais foco em um ou outro personagem, e as atitudes de cada um se fazem fundamentais e decisivas para o desfecho da trama. São atitudes que cativam e chamam a responsabilidade da situação... gora que todos estão reunidos (no caso de alguns, posicionados no local de destino de todas as equipes) a ordem é lutar pela passagem de saída da ilha. Apenas Jack parece perceber que há algo errado neste objetivo, e cogita permanecer ali. Talvez os demais candidatos acabem tomando consciência e 'façam coro' ao doutor neste salto de fé.”

    André Gomes e Natália Camilo – Previously on Lost

    ***

    “Se na realidade paralela “The Last Recruit” começou a fazer a costura definitiva unindo as histórias individuais dos losties, em suas reviravoltas e acontecimentos na ilha provoca uma reflexão sobre o verdadeiro sentido de tudo aquilo. Resumindo, é um episódio que, explosões e armas apontadas à parte, promove novamente a velha discussão de fins e meios junto a alguns dos envolvidos nestes momentos que já se anunciam finais.”

    Carlos Alexandre Monteiro - Lost in Lost



Dudecast #50(!) vem aí...

21/04/2010

9° Encontro Lost Salvador + Informações sobre o evento do dia 29 de maio

O pessoal de Salvador vai realizar a 9ª edição do Encontro Lost. Veja as informações no cartaz de divulgação!


E para quem vai participar do evento que vamos realizar no dia 29 de maio, na Livraria da Travessa (Rio de Janeiro, RJ) em parceria com o blog Lost in Lost, o formulário de inscrição para os sorteios está disponível na página do evento!

Untangled do ep. 6x13 "The Last Recruit" (Legendado)


Esse Untangled pode até não ter sido dos mais inspirados, mas ver o Dr. Pierre 'Puppet' Chang tirando sarro do fato da Sun ter instantaneamente voltado a falar inglês e mais tarde dando uma leve sacaneada no... Bom, assistam aí e divirtam-se! Whaaaaaaat?!!!

Promo e Sneak Peeks do ep. 6x14 "The Candidate" (Legendados)



    Os Sneak Peeks ainda não foram liberados pela ABC. Assim que surgirem, serão disponibilizados aqui com as devidas legendas.

Comentários do ep. 6x13 "The Last Recruit"

Que os detratores de Lost digam o que bem quiserem, mas NENHUMA série até hoje jamais ousou contar uma história tão complexa construída na base de tantas referências por seis anos, e chegou à sua reta final carregada de tanta tensão. Tropeços ocorreram no percurso, é claro, mas no balanço de tudo, o senso definitivo que esse 13º episódio da temporada final nos deixa é de que as últimas cartas estão na mesa e que à medida que o horizonte das revelações se aproxima, o gosto de nostalgia antecipada só aumenta.

Leia mais...

    Abrindo mão de dar foco a um só personagem especificamente, “The Last Recruit” ganha um quê de final de temporada ao posicionar várias peças numa progressão que leva a grandes acontecimentos. Nesse panorama, ao passo que a narrativa da realidade paralela explora a evolução dos mais diversos (e por que não dizer criativos) eventos que culminarão na iminente reunião de todos aqueles personagens de uma forma ou de outra, a da ilha se concentra no confronto que definirá enfim, se de fato aquelas pessoas chegaram à ilha por conta de um destino que devem cumprir em prol de um bem maior ainda não revelado ou por conta de uma ‘simples’ coincidência provocada por uma disputa idelógica secular.

    Da reaparição de Ilana na realidade paralela provocando (com a ajuda de Desmond) o encontro entre Jack e Claire, passando por Sawyer capturando Sayid, à reunião de Jack com o atropelado Locke no hospital, o terreno está preparado para que descubramos o real objetivo/papel dessa realidade na história. Será que todos tem que se reunir fisicamente para que exerçam uns sobre os outros o papel catalisador que provocará o flash consciente de tudo o que se passa na outra realidade? E se sim, quais serão as consequências/atitudes?

    E o papel de Jack no desfecho da trama da ilha, hein? Pelo final do episódio (que finalmente trouxe o reencontro entre Sun e Jin na ilha e uma pequena, porém compreensível virada nos planos de Widmore*), entende-se que seja ele o tal recruta final que (F)Locke acredita ter encontrado para sua causa.

    *Tudo bem que ainda não podemos dizer qual é o real objetivo de Widmore na ilha, mas parece razoável assumir que ele tenha dominado os losties ITALICO na ilha da estação Hidra com o obejtivo de afastá-los (com auxílio da cerca sônica, claro) de (F)Locke, que obviamente precisa deles para sair da ilha.

    Porém, ao sabermos das reais intenções do médico ao ter pulado do barco guiado por Sawyer (numa cena que faz espelho àquela do final da 4ª temporada), a imagem que fica no ar é de um homem antes preso à razão, mas que ao experimentar a dor da dúvida e do vazio que tomou conta de sua vida, abraça no retorno àquele lugar a ideia de Locke (o verdadeiro, claro), aquele que fiel à uma fé aparentemente sem sentido, enxergou na ilha um propósito maior para todos aqueles que precisavam literalmente se encontrar.

    Muito mais sobre esse episódio como a cena de Desmond com Sayid, a de Sun aparentemente reconhecendo Locke na realidade paralela e as implicações sobre as palavras de (F)Locke a Jack no desfecho do episódio nos já mais do que tradicionais posts que surgirão ao longo dessa semana. Até lá, como sempre, o espaço de comentários é inteiramente de vocês.

20/04/2010

Muita coisa ficará no ar para ser debatida quando a série acabar, diz produtor à revista Wired

A revista Wired disponibilizou em seu site um extenso e imperdível material sobre Lost. Dentre os destaques, uma conversa dos produtores Damon Lindelof e Carlton Cuse com o físico e fã de Lost, Sean Carroll. No cardápio do papo teve viagem no tempo, discussão sobre o peso dos mistérios e das perguntas sobre o que se pretende com o final de Lost e muito mais. Respire fundo e confira. Não há spoilers de Lost no texto, já na imagem ao lado...

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    Wired: Quando vi o primeiro episódio de Lost pensei, ok, há uma ilha, um acidente aéreo, algumas pessoas bonitas e J.J. Abrams. Seis anos depois me vejo viciado numa série de ficção. Como é que isso foi acontecer?

    Carlton Cuse: No início, o segredo era não fazer a série se prender num gênero, para que pudesse ser sobre os personagens. O público se interessou primeiro pelos personagen e depois pela mitologia. Fomos criticados por não mostrar os personagens conversando sobre a mitologia e pensamos, “eles estão certos, o nosso segredinho era esse”. Ao fazer o público não discutir a mitologia, ele se interessaria mais em saber “Kate vai terminar com Sawyer?” e em reconhecer “Estou realmente encantado pela complexidade de Benjamin Linus”. Era sobre isso que nós queríamos ver o público discutindo, não se a equação de Valenzetti tinha alguma relevância para o funcionamento das propriedades mágicas da ilha.

    Sean Carroll: A ficção científica permitiu que vocês ampliassem a trama gradualmente. Seria difícil ter uma série sobre pessoas presas numa ilha sem ter elementos sci fi atrelados.

    Damon Lindelof: Seria impossível.

    Cuse: Teria sido uma série bem chata na nossa opinião.

    Carroll: Quanto do que estamos descobrindo agora na 6ª temporada foi desenhado na 1ª versus o que foi pensado há pouco tempo?
    Lindelof: Não há resposta empírica para essa pergunta. A forma que estabelecemos para passar pela 1ª temporada era, se introduzissemos um mistério, como o urso polar correndo pela floresta, ou a escotilha que foi descoberta no chão, tinhamos que saber de antemão qual seria a resolução para aquele mistério específico. E episódio por episódio, sempre houve muitas descobertas. Penso que uma das lições mais profundas que aprendi ao longo do tempo como responsável pela série, é que quanto mais você ouve a série, melhor fica o resultado na tela. Nós assistimos os personagens interagindo e isso influenciaria como os colocaríamos juntos.

    Cuse: Isso provavelmente se aproxima do seu trabalho em física onde surge a hipótese e você começa testando.

    Carroll: Uma coisa é ter uma hipótese e até descobrir quais são as previsões que uma teoria faz, mas isso só toma forma de acordo com aquilo que você observa no universo.

    Lindelof: Nós sabíamos as respostas para os mistérios, mas o que não tínhamos eram as histórias prontas. J.K. Rowling poderia chegar e dizer, foi assim que os pais de Harry Potter foram mortos e aqui está quem os matou, mas como posso revelar isso para o público da forma mais emocionalmente impactante? Portanto nós sabemos o que precisamos fazer, mas tínhamos pouca ideia de como ou quando iríamos fazê-lo.

    Carroll: Na física há uma explicação de como o passado afeta o futuro em termos de entropia e termodinâmica. Mas o divertido da narrativa é que você não precisa ir do presente para o futuro – você pode ir e vir. Vocês exploraram todas as direções – flashback, flash forward, flash sideways. Como vocês contextualizam causa e efeito, perguntas de destino e livre arbítrio, e o impacto narrativo de usar a viagem no tempo em vez de apenas flashbacks?

    Cuse: Nós realmente queríamos contat mais histórias sobre a história da ilha. Fomos nos tornando mais e mais fascinados com a Dharma e o público parecia estar realmente interessado. E pensamos, como vamos contar essas histórias? Nós certamente não queremos apenas voltar no tempo e apresentat um monte de personagens novos no tempo da Dharma. Dái concluímos que a melhor forma de fazer isso era colocando os personagens naquele mundo, o que nos levou a escolher aquele recurso narrativo. Além disso, havia esse tema incrível que queríamos explorar na série: destino versus livre arbítrio. E nos pareceu uma tremenda oportunidade usar a viagem no tempo literalmente tanto como recurso narrativo de fato quanto como mecanismo que nos permite ir mais fundo na construção dessa questão, que fica mais e mais relevante à medida em que nos aproximamos do fim.

    Sean Carroll: Vocês usaram todo tipo de viagem no tempo na narrativa – flashback, flash forward, flash sideways. Agora vocês tem duas linhas temporais paralela: uma que mostra as coisas depois da detonação da bomba e outra na qual os personagens nunca cairam na ilha. O encerramento da 6ª temporada vai dar sentido a como as duas se relacionam?

    Damon Lindelof: Nas temporadas anteriores, era fácil dizer o que aconteceu antes e o que aconteceu depois. Agora todo mundo fica, “não sei quando isso aconteceu, porque as coisas estão diferentes.” Não se trata apenas de dizer o que teria acontecido se o avião tivesse aterrisado; Jack agora tem um filho e há outras mudanças. O público está dzendo, “espero que eles expliquem a relação entre essas duas histórias.” Isso no nosso entendimento, é a única resposta que devemos. No momento, os personagens não tem ciência de que existe uma realidade diferente da que estão. Mas, se eles adquirirem essa consciência, o que poderiam fazer a respeito? Isso sim é uma pergunta fundamental.

    Carroll: Vocês já fizeram referência à ciência através de alguns conceitos como buraco de minhoca, o efeito Casimir... Como esses conceitos os ajudam?

    Cuse: É tudo uma inspiração. Tentamos ligar a série com o senso plausível de conceitos científicos, reconhecendo que obviamente estamos contando uma história e ficção que é implausível. Tinha que fazer algum sentido em termos científicos para nós. Como roteiristas, isso nos ajuda a dizer, ok, uma grande quantidade de eletromagnetismo poderia criar um buraco de minhoca que poderia permitir alguém a sair da ilha, mas esse buraco de minhca é instável e algumas vezes a pessoa pode aparecer na Tunísia 10 meses no passado. Esse tipo de coisa nos ajudou.

    Carroll: Sempre digo que sem a física, não há drama. Porque há regras. Parece que os cientistas nem sempre entendem que no contexto da ficção científica, as regras podem não ser as mesmas do nosso mundo, ainda que elas existam ali.

    Carlton Cuse: À medida em que fomos entrando na última temporada, o quociente místico aumentou. Ainda assim, era realmente importante que nós nos mantivéssemos fiéis ao empirismo. Isso nos permitiu estabelecer Jack como um empirista e Locke como um homem de fé, e ter esses dois personagens discutindo a essência do que estavam experimentando. Era uma experiência mística ou aquele era só um lugar muito estranho que tinha anomalias físicas incríveis?

    Wired: Vocês ainda enxergam a questão central da série em torno do homem da razão e aquele de fé?

    Lindelof: O paradigma se moveu disso para, fomos trazidos aqui por alguma razão específica e que razão seria essa? Locke agora é a voz de muita gente que acredita que quando Lost acabar , teremos desperdiçado seis anos de nossas vidas, e que nós fomos inventando tudo ao longo do caminho, e que não havia realmente um propósito. E Jack agora está dizendo, “a única coisa na qual posso me segurar agora é a esperança de que algo muito surpreendente acontecerá, porque sofri demais.”

    Carroll: É como algo que teve um propósito versus algo que aconteceu por acaso.

    Lindelof: É isso mesmo. É ordem versus caos. Mas antes as coisas tinham que começar como razão versus fé, porque Jack é um médico e Locke é um cara que saiu de uma cadeira de rodas e voltou a andar. Agora a pergunta está direcionada nesse ponto: há algo divino ali ou o nada?

    Carroll: Presumivelmente, se é a ordem versus o caos ou destino versus casualidade, não há resposta certa. Não imagino que no final você vão dizer, “Pois é, tratava-se mesmo de ordem.”

    Cuse: Não acredito que exista uma resposta certa.

    Lindelof: Mas a série não pode jogar pros dois lados. No final de tudo, se Jack e Locke tiverem que se sentar e dizer, “Bem, acho que nós dois estávamos certos,” isso não seria satisfatório.

    Cuse: Muita coisa ficará no ar para ser debatida quando a série acabar. Nós vamos apontar uma conclusão, uma que esperamos que seja satisfatória. As grandes perguntas, entendemos que não devem ser respondidas. Para nós, desmistificar algumas coisas que fizemos em Lost seria como o mágico revelando para você qual era o truque e nós não queremos fazer isso.

    Carroll: Há algum temor de que existam perguntas para as quais as respostas diminuiriam o interesse na pergunta em si?

    Lindelof: Com certeza, e acredito que como físico, você possa dizer, “Força é igual a massa vezes aceleração”, e explicar por que. Mas quando você passa um tempo com uma criança de 3 anos, rapidamente descobre que uma pergunta leva a outra – há sempre um ‘por que’ seguido de cada explicação – e a única forma de encerra a conversa é dizer, “Ah olha, tem uma coisa melhor ali!” A série está tentando ao máximo fazer isso. Por exemplo, já revelamos elementos suficientes sobre os números e seguimos em frente. Os personagens vão perguntar “O que é a ilha” e “Por que estamos aqui”, mas mais importante que isso, “Como isso é relevante para mim.”

    Cuse: Acho que existe um desejo humano essencial de ter uma teoria que explique tudo. Todo mundo fica, “quero desvendar qual é o grande segredo de Lost.” Mas não há uma teoria que explique tudo na série e nós não pensamos que deveria haver uma porque filosoficamente não nos enveredamos por esse caminho.

    Lindelof: Por maior que seja a confiança que temos na história que estamos contando, também estamos confortáveis em dizer, “mas o que fazemos agora?” Essa é a nossa melhor versão da história de Lost, e é a definitiva. A pior coisa que poderíamos fazer é não dar fim a ela, ou enrolar com um final que cortasse para a tela preta. Isso foi genial em The Sopranos, mas aquela não era uma série de mistérios. Para nós, nós devemos a melhor conclusão que pudermos dar.

    Cuse: Há coisas que não tem respostas e sabemos que o público espera que tudo vá ser respondido. Os grandes mistérios da vida fundamentalmente não podem ser desvendados. Nós temos apenas que contar uma boa história e deixar as fichas cairem onde devem. Não sabemos se a resolução entre as duas realidades fará as pessoas dizerem, “Ah, isso foi incrível”ou “Ah, esses caras são uns fdp e arruinaram o final.” Mas entre ficar nervoso por conta disso e realmente tentar fazer algo marcante, escolhemos a segunda opção. Tinhamos que tentar ir mais fundo.

    ***

    Opiniões?

Em entrevista, Jorge Garcia dá dica sobre o que o final de Lost reserva para Hurley

Falando à Movie Line sobre os desdobramentos do último episódio centrado em seu personagem, Hurley, o ator Jorge Garcia cometou sobre o desafio que 'The End', o Series Finale de Lost reservou para ele.

Há um pequeno spoiler no trecho da entrevista que traduzi. Bateu a curiosidade?

Leia mais...

    Ao longo desses seis anos, qual foi o momento mais desafiador para você como ator?

    Tive momentos que foram bem complicados no episódio final.

    Fisicamente difíceis ou emocionalmente difíceis?

    Foram emocionalmente difícieis. Talvez os mais pesados para mim dentre todos que tive na série.

    Vocês já encerraram as gravações?

    Não, ainda estamos gravando. Acredito que vamos até o dia 23 ou 24 e aí tudo termina.

    Damon e Carlton estiveram no set para o final, já que não há mais episódios a serem escritos?

    Eles estiveram duas vezes na semana que passou. É meio que uma tradição para o final de cada temporada. Muitas vezes eles chegam, nos dizem o que acontece nas cenas secretas que não aparecem no script que recebemos. O do final da série por exemplo não traz o ato final e quando você faz parte dele, eles o puxam e dizem, ‘ok, é isso que acontece no último ato.’

    Então eles apenas dizem para você reservar aquele dia e você só descobre o que terá que fazer aos 44 do 2º tempo?

    Tenho uma cena que gravei semana passada em que recebi na véspera. Foi ótimo porque eu sabia que tinha uma cena para fazer e ainda não tinha recebido o script, e então eu estava na maquiagem e vi que alguém tinha deixado a cena lá. Peguei, li e então quando recebi o meu, vi que na última página dizia, “essa página só deve ser lida pelos produtores, diretor e atores envolvidos na cena.” A cena na verdade ia além da onde eu havia lido na cópia de alguém, e foi divertido fazer parte daquilo, porque nunca estive envolvido numa cena secreta antes.

    ***

    Confesso que não faço a menor ideia do que poderia envolver essa tal cena secreta, mas se você quiser arriscar um palpite manda bala.

Ep. 6x13 "The Last Recruit" - Streaming ao vivo

****Links atualizados****

Acabou a mamata para quem se beneficiava da exibição antecipada do Canadá. Na noite de hoje o canal CTV (que é do Canadá) exibirá o episódio 6x13 "The Last Recruit" no mesmo horário da ABC (EUA), 21h por lá, 22h no Brasil e 02 da manhã de quarta para os amigos de Portugal. Sendo assim, o streaming pinta mais do que nunca como a boa opção para quem quer assistir logo. Minhas indicações? Essa 1 e essa 2. Se conhece outras melhores, não hesite em divulgar nos comentários do post.

18/04/2010

Se a inveja matasse...

Em seu twitter, o produtor Carlton Cuse revelou que no dia 13 de maio ocorrerá um grande evento para celebrar o final de Lost num dos maiores prédios da UCLA, a Universidade da Califórnia. O que acontecerá por lá exatamente? O compositor vencedor do Oscar, Michael Giacchino, fará uma apresentação orquestrada inspirada na trilha de Lost e um trecho do final da série será exibida para os presentes. Alguém disposto a patrocinar minha ida? :p

Mais SPOILERS de ‘The End’, o Series Finale de Lost

Na mais recente edição do The Transmission, Ryan Ozawa contou mais um monte de novidades referentes a ‘The End’, o último episódio de Lost. Curiosos? Resistam se puderem.

Leia mais...Ou não

    - Na 2ª feira dia 12 de abril, filmagens ocorreram no local que serviu como set da delegacia onde Sawyer e Miles trabalham.

    - A 3ª feira, 13, teve filmagens de uma cena envolvendo um parto(!) no interior do museu cuja fachada vimos rapidamente nas cenas do evento organizado por Eloise no ep. 6x11 “Happily Ever After”. Envolvidos nas cenas estavam Kate, Ben e Miles, mas um segurança afirmou, segundo Rayan, que Hurley e Desmond também estavam lá.

    - Já a 4ª feira, 14, contou com gravações no set do avião Ajira e uma outra no mesmo museu mencionado acima. Do lado de fora, Pierre Chang sobe ao palco e apresenta Daniel Widmore (tocando piano) ao lado de Charlie e Liam Pace, que com o resto da Driveshaft mandando ver no rock, enfim fazem a apresentação que anteriormente vimos sendo organizada por Eloise. Na platéia, Kate, Desmond, Claire (ainda grávida) e David Shepard sentados numa mesa de número 23, enquanto Eloise, Miles e Charlotte aparecem sentados em outras duas mesas próximas. Dentre as demais cenas gravadas ali, houve uma envolvendo uma conversa de Desmond com Eloise e outra na qual Claire entra em trabalho de parto saindo da mesa sendo imediatamente seguida por Kate.

    - Na 5ª feira, 15, a equipe de Lost esteve reunida nas cercanias do set que dentre outras coisas serviu como fachada do Santa Rosa Mental Heath Institute. Uma van da intituição foi vista por lá assim como Ben. Além disso, Ryan contou que haviam trailers de outros atores no local. De quem? Um tal Nestor (muito provavelmente Carbonell, intérprete do Alpert, que assim apareceria na realidade paralela), um professor, uma recepcionista e... Walt!!! O contexto das cenas? Ao que parece acontecimentos na escola onde Ben é professor.

    - Ainda segundo Ryan, no início da semana que passou vários extras estavam vestidos com roupas Dharma(!) no estúdio que estava preparado como a instalação do exterior da estação Hidra. Fãs que passaram a infomação para Ryan, disseram ainda que Pierre Chang apareceu por lá para gravar. Hum... Será que veremos um flashback, talvez?

    - Na 6ª feira, 16 de abril, cenas noturnas no local que já apareceu como exterior da estação Lamp Post (aquela que vimos fora da ilha na 5ª temporada) envolviam um Camaro vermelho e uma hammer amarela (ambos de Hurley), um pequeno caminhão de cargas da Oceanic, o jipe de Jack e a van do Santa Rosa Mental Health Institute. A cena gravada naquele dia? Kate saindo do jipe de Jack, caminhando por alguns instantes e logo em seguida retornando para o automóvel.

    - E pra encerrar, Ryan disse que Ian Somerhalder (Boone) estava no Havaí e que algumas poucas gravações ainda vão acontecer ao longo dessa semana que terminará com uma grande festa de despedida de elenco e equipe no próximo dia 24.

    ***

    Como sempre, aquele perguntinha: ansiosos?

16/04/2010

Dudecast 49ª edição ( Episódio 6x12 "Everybody Loves Hugo")


Gostou da imagem? Cortesia do André Betschart

A surpreendente morte de Ilana, o emocionante reencontro de Hurley e Libby, a polêmica(?) dos sussurros, Desmond e o falso Locke/Locke. Tudo isso e muito mais sendo minuciuosamente explorado num divertido papo que tive com a Juliana na 49ª edição do Dudecast, que conta ainda, claro, com a participação mais do que essencial de alguns de vocês através dos e-mails!

Para baixar clique AQUI

(Clique direto ou com o botão direito do mouse escolha
as opções 'Salvar como' ou 'Salvar Link como')


Clique no botão e veja as opções para assinar o feed do Dudecast

Promo e Sneak Peeks do ep. 6x13 "The Last Recruit" (Legendados)

*** Atualizado à 00:40 do dia 16/04 com mais um Sneak Peek ***



Para quem ficou curioso com as falas no vídeo, aqui vai a sequência de 'A Fantástica Fábrica de Chocolate' (o filme original) em que Willy Wonka (Gene Wilder) as fala.

    Sneak Peek 1

    (O aparente erro na legenda é culpa do Youtube)

    Sneak Peek 2


15/04/2010

Ep. 6x12 "Everybody Loves Hugo" - Easter Eggs, curiosidades e repercussão

No final de Lost, “Everybody Loves Hugo” pode até não figurar na lista de episódios top da série, mas emocionalmente satisfatório (e por que não dizer também chocante, né Desmond?) inegavelmente cumpriu um belo papel nos presenteando com algumas ótimas e divertidas cenas (o que foi o Hurley pensando em como quebrar o gelo com o monstro?) e outras bem surpreendentes como a explosão de Ilana e a do atropelamento de Locke, que juntas, entram fácil num daqueles momentos mais putaquepariuquemerdaaconteceuali? da série.


Não importa a realidade que estejamos vendo. Em qualquer uma delas, Hugo Reyes é sempre o gente boa que o Hurley da ilha nos ensinou a amar como o título do episódio já indicava. Igualmente milionário, o Hurley da realidade paralela é, considerando a homenagem que recebeu, um cara de sorte que fez da fortuna um instrumento para beneficiar outras pessoas, o que reflete muito bem o altruísmo e a humildade de sua contraparte na ilha conforme vimos tantas vezes. Boa dude!

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    Perguntas e curiosidades da sequência de abertura:

    - Destruído na realidade original e também na paralela? Se formos considerar uma das fotos das diversas unidades do Mr. Clucks espalhados pelo mundo, parece que havia uma loja sendo reinaugurada. Seria a mesma onde vimos um meteoro cair no ep. 3x10 “Tricia Tanaka is Dead”, talvez? Seja lá qual for a resposta, fato é que não faz a menor diferença.
    - Tudo bem que já sabíamos (por causa de uma fala de Miles no ep. 6x08) que Pierre Chang também estava na realidade paralela, mas será que ele viveu no formol como bem apontou o leitor Hugo_O? Notaram que o cara que vemos em 2004 tem a mesmíssima aparência que tinha em 1977. Erro bobo de continuidade? Alguma dica qualquer?
    - Ainda sobre Chang, o leitor Allan Dirac notou que na paralela ele aparece com os dois braços, o que pode ser (mais) uma dica para apontar que essa realidade não foi provocada pela detonação da bomba propriamente, afinal, foi naquele evento (visto em “The Incident”) que Chang perdeu um braço, lembram?
    - E onde está David Reyes (Cheech Marin) nessa paralela? Em seu podcast semanal no Geronimo Jack’s Beard, Jorge Garcia contou que não sabe exatamente porque o pai de Hurley não apareceu dessa vez, mas especulou que é possível que na paralela o personagem ainda pudesse estar fora da vida do filho.
    - E o cachorrinho que aparece em foto com Hurley durante sua homenagem, hein? Você sabia que seu nome é Nunu, e que na verdade ela é a cadelinha do próprio ator Jorge Garcia, que confirmou o nepostismo em seu blog? :)


    Rico, famoso, querido, mas sem um amor. Assim é Hugo para sua mãe, Carmen, naquela realidade, uma imagem oposta àquela do Hurley na ilha, que mesmo mais de 3 anos depois ainda lamentava a morte de Libby ao visitar seu túmulo. Sobre essa cena aliás, curioso notar que com a revelação do significado dos sussurros que viria mais tarde no episódio, fica explicado porque Libby jamais foi falar com Hurley depois de ter morrido.

    Da reaparição de Michael lembrando Hurley que ele tinha que usar o fato dos outros o ouvirem para impedir que morressem, uma indagação: o Christian Shepard que apareceu para Michael no cargueiro (cena do final da 4ª temporada) era também era ‘só’ um fantasma?


    Depois de levar um bolo no encontro às escuras armado por sua mãe, Hurley ‘conhece’ Libby, que num trabalho eficiente de Cynthia Watros, se apresenta de forma emocionada ao dude na esperança de despertar nele uma lembrança que ela tem dos dois. E se ele inicialmente a frustrou, fato é que ficou curioso com ela, ainda que tenha sido surpreendido pela descoberta de que Libby era paciente do Santa Rosa Metal Health Institute quando então sorri meio que pensando, ‘ah, ela veio falar comigo porque é louca.’


    Na cena que marcaria a tentativa de Hurley de impedir o plano de explodir o avião Ajira (quer argumento melhor que o dele ao dizer que se eles irritassem o monstro teriam que lidar com as consequências?), um quase remake daquela outra que provocou a morte do malaça Dr. Arzt lá na 1ª temporada, trouxe a surpreendente morte de Ilana, que confiando ter o propósito de proteger os candidatos de Jacob, cometeu um erro básico no manejo das dinamites. Sobre a morte dela, que para muitos foi estúpida e desnecessária pela forma como ocorreu, Ben fez mais tarde a pergunta que nós fazíamos mentalmente: se a ilha fez isso com ela, o que fará com os demais quando tiver ‘acabado’ com eles?


    “Há uma diferença entre nao fazer nada e esperar.” Na cena que evidenciou a impaciência de Sawyer com o fato de (F)Locke não estar fazendo nada para recuperar Jin, o monstro/homem de preto dá a dica: qualquer ação só poderia ser tomada quando Jack, Hurley, Sun e cia se juntassem a ele. A justificativa segundo ele, era relacionada ao fato de que se eles retornaram à ilha juntos, deveriam sair juntos. Papo furado para esconder sua real intenção de reunir todos os candidatos de Jacob e eliminá-los de uma vez só? Provável, não?

    Ainda daquela sequência, destaque (negativo) para o Sayid zumbi, que dando uma de perfeito pau mandado de (F)Locke, revela a ele o segredo que Widmore trouxe para a ilha: Desmond, que sereno, é libertado pelo monstro a quem identifica como John Locke. Jogada do escocês para ganhar a confiança do monstro? Provável, afinal, vale lembrar que reunido com parte dos Oceanic 6 em dado momento da 5ª temporada, Desmond devia saber que o verdadeiro John Locke estava morto àquela altura.


    Pedindo que Jack confiasse nele, Hurley questiona Alpert perguntando-o se o plano de ir ao Black Rock seria a melhor solução para em seguida apoiá-lo, o que mais tarde se revelaria como um pequeno golpe do dude. Na abertura daquelas cenas, destaque para o saquinho com as cinzas de Jacob que Hurley encontra na barraca de Ilana. Dúvidas de que elas serão usadas em algum momento? Não, né? Ah, e sobre o livro em russo que Hurley pega, trata-se, segundo a Lotpedia, de Notas do Subterrâneo, de Fiódor Dostoiévski, obra considerada por muitos teóricos como a melhor representante do existencialismo.

    E a desculpa de gordo do Hurley (“como mais quando estou deprimido”) ao conversar com Desmond, hein? Brincadeira à parte, não deixa de ser curioso notar que o escocês parece assumir, como muitos já apontam, uma postura parecida com a de Jacob em seus momentos fora da ilha. Em seu encontro com Hurley, ficou evidente que Desmond não mostrou nada a ele (lembra dele dizendo no final do ep. 6x12 que tinha que mostrar algo aos passageiros do Oceanic 815?), mas fez algo tão importante quanto: encorajá-lo, depois de ter ouvido sua história sobre o encontro com Libby, a descobrir de onde ela achava que o conhecia. E como detalhe, impossível deixar de notar o número do pedido que Desmond fez no Mr. Clucks: 42. Um daqueles da famosa sequência.

    Uma curiosidade: o pôster que traz Hurley como garoto propaganda de sua cadeia de restaurante fast food, traz no fundo uma representação da Ayers Rock, uma imensa pedra em forma de montanha localizada na Austrália, e que, vejam só, tem a fama de ser a montanha do azar, uma bela ironia para o cara que na realidade paralela se considera o mais sortudo do mundo.


    Garantindo o segundo momento explosivo do episódio, Hurley dá uma rasteira no plano de Alpert e chega antes ao Black Rock detonando as dinamites lá restantes e dando fim ao icônico set daquele navio. A ação, claro, provoca raiva em Alpert, que duvidando que Jacob tivesse dito a Hurley que eles deveriam conversar com o monstro, provoca uma nova divisão de grupos. Do lado que ainda vai fazer de tudo para explodir o avião Ajira, Richard, Ben e Miles e do outro, Hurley, Jack, Sun e Lapidus. Onde é que isso vai dar, hein?


    Impossível não notar a alusão a uma ilha * (ou à ilha, como queira) durante o papo de Hurley com o Dr. Brooks, diretor do Santa Rosa Mental Health Institute onde Libby, que segundo o médico tinha problemas com a realidade, estava internada voluntariamente como ela mesma contou ao dude pouco antes de ser convidada por ele (ainda mais curioso com a descrição dela de ter lembrança de um acidente aéreo que a levou a uma ilha onde Hurley também esteve) para um encontro fora dali.

    Das cenas no hospício, imagino se alguém não ficou esperando ver Leonard Sims aparecendo. Pois é, mas se ele não apareceu ali, não deixou de ser interessante ver um senhor parecido com ele jogando o mesmo joguinho que Sims apareceu jogando no episódio “Numbers” da 1ª temporada, o mesmo que revelou a ligação de Hurley com os números famosos. Lembram disso?

    *
    Outra alusão a uma ilha ainda no hospício foi vista no quadro com desenho a giz.


    Qual é o ‘sentimento’ de (F)Locke frente as aparições do garoto na floresta, afinal? Medo ou raiva? E quem é o garoto afinal, que antes apareceu loiro no ep. 6x04 “The Substitute” (quando também foi visto por Sawyer) e agora ressurge igualmente visto por Desmond com cabelo castanho? Uma lembrança do passado humano do homem de preto e de Jacob? Me parece uma leitura bem razoável, não?

    Já da cena que culminaria com Desmond sendo empurrado para dentro do poço, vale destacar que o lugar, conforme descrito por (F)Locke como um lugar que ‘bagunçava’ as bússolas, obviamente deve ser um dos tais bolsões de eletromagnetismo apontados no mapa que Zoe mostrou a Jin, certo? Pois é, mas sobre a conversa de Desmond com (F)Locke ali, o que chamou mais a minha atenção foi o fato do monstro ficar curioso com a falta de medo do escocês. E daí, a interpretação que poderíamos fazer do fato de Desmond ter sido jogado lá embaixo é que o monstro simplesmente teme o que ele não conhece ou então sabe exatamente a ameaça que o pacote trazido à ilha por Widmore poderia representatar ao seu plano de sair dali. Arriscam outros palpites?


    Soltando a melhor tirada do episódio (“Como quebramos o gelo com o monstro?”), Hurley confessa a Jack que não havia falado com Jacob como dissera depois da explosão do Black Rock e que não fazia ideia do que estava fazendo ou para onde os estava guiando. Sereno (talvez até demais quem sabe), Jack responde que estava tudo bem e que embora se sentisse desconfortável por ter que seguir, compreendia (finalmente?) que não dava para consertar tudo e que devia seguir em frente, confiando no julgamento do dude.

    Sobre a revelação do que os sussurros representam
    (pessoas que morreram e ficaram presas ali), já disse e repito que se não foi tão surpreendente, foi sem dúvida coerente com o desenvolvimento da trama. Sei que muitas pessoas disseram não gostar ou achar a resolução óbvia demais e justamente para elas pergunto: que outra resposta razoável poderia ser dada para esse mistério? Pois é, não há, portanto deixemos o mimimi de lado. Shall we?

    Ainda dessa revelação que incluiu o pedido de desculpas de Michael por ter matado Libby, vale especular que talvez seja por isso que não o tenhamos visto na realidade paralela. Extrapolando uma interpretação, talvez por ter ficado preso na ilha, Michael não teve a chance de experimentar uma vida diferente nessa realidade paralela, o que por tabela pode significar que Walt também não seja visto por lá. Será?

    A ironia:
    embora tenham negado diversas vezes que a ilha não é um purgatório, não deixa de ser curioso que ela pareça ser exatamente isso (ou uma prisão, certo?), mas somente para as almas daqueles que morreram ali e não puderam seguir em frente por conta de seus erros.


    Curtindo o piquinique que nunca teve com Libby na ilha, Hurley ganha, através do inesperado (para ele) beijo da loira, as memórias do envolvimento emocional que teve com ela ainda que de forma breve na realidade da ilha. Observando de longe, Desmond assume que havia cumprido o 1º passo da missão e que era hora de agir de forma mais radical num 2º.


    Da cena que marcou a chegada de Hurley, Jack, Lapidus e Sun, destaque para a evidente decepção da coreana em ainda não rever o marido e, claro, para as trocas de olhares entre Jack e Kate (com Sawyer observando de forma surpresa) e sobretudo para a indicação de um embate que deve render bastante entre o médico e o monstro.

    Obs.:
    Também faço parte do time que vê essa versão zumbi do Sayid como o ponto mais fraco de tudo o que vemos na Ilha. Sinceramente torço para que o personagem não acabe assim de forma tão vazia e distante daquele que ganhou nossa simpatia ao longo de quase toda série.


    Quem diria que ainda veríamos Ben dando uma de protetor de inocentes criancinhas, hein? Pois é, na sequência que fechou o episódio, Desmond justifica sua presença a Ben, dizendo que procurava uma escola para o filho Charlie, o que é mais uma indicação de que esse Desmond tem plena ciência do que aconteceu/acontece na realidade da ilha. Mas, qual seria sua real intenção dele ao atropelar Locke de uma forma tão violenta? Hipóteses: 1) Ciente do que a entidade na forma de Locke tentou fazer com ele na ilha, ele se vinga tentando matá-lo (o que para mim não parece nada razoável, diga-se de passagem); 2) Provocar uma situação crítica que o levasse a se cruzar com Jack num hospital (o que convenhamos faz sentido, mas demandaria uma sorte danada, não?) e 3) despertar a conciência de Locke para a realidade da ilha. Arriscam mais alguma leitura?

    Agora, se os mortos da realidade dita original claramente tem na realidade paralela algum nível de consciência do que lhes aconteceu na ilha, por que Locke não demonstrou isso em episódios anteriores? Recurso narrativo para não antecipar o entendimento do que une as duas realidades, ou esse John Locke NÃO é o Locke que pensamos? Já pararam para pensar na possibilidade do monstro ter saído da ilha como planejava criando aquele mundo de faz de conta prometido aos que o seguiram, mas sem ter consciência de quem ele é exatamente? Será que dá para descartar essa ideia?

    Repercutindo o episódio


    “Depois de um episódio recheado de elementos mitológicos e qualidades como Happily Ever After, seria mais do que normal o episódio seguinte ser chato, seria extremamente natural para o padrão não só de Lost, mas de qualquer série aliás, e mesmo com Everybody Loves Hugo não sendo dos mais memoráveis, cumpriu a sua missão, não deixou a bola cair nem um segundo e encerrou a série de maravilhosos episódios centrados no Hurley com chave de ouro.”

    Mateus Borges –
    Série Maníacos

    ***

    “Depois, ao atropelar John Locke numa espécie de “compensação” carmática entre realidades. Estaria Desmond equilibrando a balança? Mas como, se o pacato professor substituto Locke não é o Homem de Preto ali? Duvidoso, porém Desmond é o único que parece saber muito bem o que está fazendo, inclusive ao se deixar ser jogado naquele buraco “magnetizado” e ao sair como Jacob dando um necessário empurrãozinho em seus ex-companheiros de ilha.”

    Bruno Carvalho – Ligado em Série

    ***

    “É curioso: a cada novo episódio, venho sentindo uma ansiedade crescente em chegar logo no fim e descobrir tudo o que os criadores da série tinham em mente. Por outro, episódios como o passado e este me fazem desejar que Lost não acabe nunca, mantendo-nos sempre presos aos seus fascinantes mistérios.”

    Pablo Villaça –
    Cinema em Cena

    ***

    “"Everybody Loves Hugo", na minha opinião, deu o verdadeiro início aos eventos que nos levarão ao grande momento final, onde tudo se encaixará e então teremos um quebra-cabeça montado. Montado de tal forma que, mesmo completo, ainda deverá nos deixar buscando por respostas. Respostas que deixarão LOST eternizada, ainda mais, em nossas mentes apaixonadas por essa série.”

    Leco Leite –
    Teorias Lost

    ***

    “Em suas cenas com Libby, havia um carinho e uma simpatia tão evidentes, que quando Hurley teve sua grande epifania, tudo ganhou mais significado e pedo. Ele não estava mais apenas lembrando de outra vida, ele estava lembrando como era se apaixonar por alguém – um alguém por quem ele já estava inexoravelmente atraído na vida da paralela. Mesmo antes daquela cena na praia, havia uma intensidade na conexão de Hurley e Libby. Quando ela olhos nos olhos dele e pegou nas mãos dele no restaurante mexicano, já dava para ver que ele não só ficou atraído por ela, mas também que havia ali aquelas qualidades de alma gêmea às quais ela se referia.”

    Maureen Ryan – The Watcher Chicago Tribune

    ***

    “Jorge Garcia teve vários bons momentos nesse episódio, mas o meu favorito logo no início foi quando ele disse a Ilana que Libby havia sido assassinada, e esse tom de uma dolorosa descrença ganhou corpo na forma como ele disse a palavra. Uma das características mais reconhecidas em Hurley é sua habilidade de discutir os eventos mais eventos ridículos da série da forma mais séria possível, mas com sua forma de dizer essa única palavrinha, Garcia deixou claro o quanto esse evento em particular continua o abalando mesmo anos depois.”

    Allan Sepinwall –
    What’s Allan Watching

    ***

    “Aqui vai meu palpite para as motivações de Desmond: na paralela ele quer matar John Locke para impedir o monstro de usar aquele corpo na ilha. E até aí tudo bem, mas tenho uma séria reclamação com os roteiristas à essa altura: Dá para parar de torturar John Locke? Será que ele já não sofreu o bastante? Esperamos que ele pudasse terminar bem e vivo na realidade paralela. A não ser que, hum... Será que vamos ver John indo para o hospital onde o Dr. Jack Shepard vai deixá-lo numa forma ainda melhor? Não sei, mas não quero perder a esperança ainda.”

    Kristin dos Santos –
    Watch with Kristin

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    “… embora tenha explorado a história de amor do Hurley com Libby na realidade paralela de forma leve, o episódio me deixou perturbado... Foi mais um bom exemplar daqueles centrados em Hurley inegavelmente, mas pontuado com vários momentos dignos de uma reação, O QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO?! com as explosões, viradas inesperadas e uma certa anarquia narrativa.”

    Jeff Jensen – EW

    ***

    "Ver Hurley e Libby tendo seu piquinique na praia finalmente, e ver as memórias dele surgindo, foi o suficiente para me fazer aceitar aquele papo potencialmente raso de que o ‘amor é a resposta’. Assim como outras histórias da série – Walt! – a de Libby parecia ter sido encerrada antes da hora, e o retorno dela e de Michael, me dão esperança de que Lost vai conseguir amarrar algumas daquelas pontas soltas nos últimos episódios sem forçar a barra.”
    James Poniewozik – Tuned In (Revista Time)

    ***

    “O título do episódio diz uma verdade: todo mundo adora o Hurley! E como não gostar de um personagem tão carismático, que até transmite uma certa inocência, e que por tantas vezes serviu de porta-voz do público que assiste a série? Este episódio reforçou ainda mais as qualidades do "Dude" e lhe deu um "final" feliz na realidade paralela, reunindo-o novamente com sua amada Libby. Somado a isso, tivemos ainda explosões, revelações e reviravoltas surpreendentes e animadoras!”

    Mano – Caldeirão de Séries

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    “Continuo achando (e vou achar pra sempre, parece) que introduziram tarde demais a história de as realidades se encontrarem, ou de os personagens da realidade paralela começarem a ter flashes da “realidade real”. Agora o Desmond tem pouco tempo para conseguir convencer todo mundo de que aquela vida é fake e (e fazer o quê mesmo?). Vai terminar tudo meio com pressa, parece. Nem sei direito qual é o propósito, aliás.”

    Claudia Croitor – Legendado

    ***

    “Em definitivo, estiveram um tanto equivocados aqueles que pensaram que a última temporada de uma série deve ser inteira como um final. Ela ainda é uma temporada, onde coisas acontecem, e o desfecho vem em seus derradeiros episódios. Após um capítulo fabulosamente centrado em Desmond, 'Everybody Loves Hugo', de Hurley, não ficou atrás, e mesmo mantendo o toque cômico, peculiar às crônicas do 'milionário amante de frango', foi esplendorosamente tenso, impactante, explosivo e decisivo. Até aqui, vimos diversos episódios que representaram a composição do cenário, a calmaria que pairava logo antes da tempestade que começou há pouco, a mesma tempestade que em pouco mais de um mês dará lugar à tsunami do grande final que antecederá nova calmaria, carregada de um misto de euforia, alegria, tristeza e nostalgia.”

    André Gomes e Natalia Camilo – Previously on Lost

    ***

    “Bastou um beijo em Libby para Hugo recordar dela em outro cenário, algo que todo frango frito do mundo não o faria lembrar. Os flashes brevíssimos foram suficientes. Hurley já está no time Desmond: faltam os outros passageiros do avião. Caiu aqui: se fossem mostrar um por um sendo procurado pelo brotha a série iria demorar para terminar. Como há data marcada para o fim, é natural imaginar que isso deva ser acelerado. Palpites?”

    Camila Saccomori –
    Fora de Série

    ***

    "Se antes o amadurecimento de Hurley em “Lost” já era uma realidade clara, após este episódio se torna algo inevitável. Ou ainda: de fato irreversível. Se no começo da história Hurley nos parecia um covarde com síndrome de Peter Pan e que não podia sequer ver sangue, hoje é alguém que cada vez mais entende a bênção de seu dom e, melhor ainda, o encara como um novo alicerce para se valer de coragem e responsabilidade e realizar atos como, por exemplo, encarar a personificação do mal na ilha. Se antes Hurley era ingênuo ao extremo, hoje não é mais, embora conserve sua inocência de forma impecável. Muitas vezes, o inocente é para nós o bobo, o trouxa, o enganável; em “Lost”, com Hurley, não: sua inocência fundamenta a nobreza de seu pensar e agir – e é assim que ele se construiu líder."

    Carlos Alexandre Monteiro -
    Lost in Lost