30/05/2009

Concurso: "Extreme Makeover"

Para facilitar a busca e a divulgação de informações, além da navegação no blog, sentimos a necessidade de melhorar o template do Dude. Mas, por uma série de fatores, esbarramos em vários obstáculos para encarar a tarefa, ou contratar alguém que a faça por nós. Dessa maneira, pensamos em unir o útil ao agradável e criar um concurso no qual os leitores que tem algum conhecimento sobre design de blogs possam participar, quebrar nosso galho e ganhar alguns prêmios em troca. A idéia não é mudar o blog totalmente, mas melhorar sua funcionalidade, já que a imagem do cabeçalho permanecerá a mesma e deve ser usada como inspiração para a criação dos projetos.

Inscrições, prazos e prêmios

    Para participar, basta ter conhecimentos em CSS e HTML e sobre o funcionamento do Blogger. O cabeçalho do blog permanecerá o mesmo (a imagem da Kombi) e deve servir de referência, inspiração para os projetos. Entre os nossos desejos, está melhorar o menu lateral, incluindo novas colunas para aproveitarmos o espaço disponível, e principalmente dar mais destaque ao Dude News, seja com a inclusão de um menu horizontal que evidencie o conteúdo do mesmo, ou qualquer outro elemento que ajude nesse quesito. Os participantes devem manter no projeto os elementos que já existem no blog, além de sugerir novas ferramentas. Enviaremos a lista de elementos básicos que devem constar assim que as inscrições se encerrarem, assim como mais informações sobre o que gostaríamos de ter e ver no blog. Mas, a criatividade para ir além do que necessitamos é que vai ser o fator determinante para a escolha do projeto vencedor.

    Inscrições

    Para participar, basta enviar um e-mail para dudewearelost@yahoo.com.br com nome completo, idade, cidade/estado (por conta do envio dos prêmios, aceitaremos apenas inscrições de quem mora no Brasil ou tem algum endereço por aqui para receber os prêmios). Como já dissemos, o requisito essencial é ter ótimos conhecimentos em HTML e CSS, assim como entender perfeitamente o funcionamento do Blogger.

    Prazos

    As inscrições devem ser realizadas até 10 de junho. Os projetos devem ser enviados até o dia 30 de junho. O resultado será divulgado no blog no dia 05 de julho.

    Prêmios

    O criador do projeto vencedor receberá 01 box lacrado da 3ª temporada de Lost, 01 exemplar do livro “Almanaque de Séries”, 01 exemplar do livro “Lost – Risco de Extinção” e 01 exemplar do livro “Lost – Identidade Secreta”. Além disso, caso o vencedor possua um site ou blog, seu link será divulgado no layout, juntamente com os créditos pelo trabalho, enquanto o mesmo for utilizado por nós.

    Atenção: O vencedor deve concordar em ceder, gratuitamente e por tempo indeterminado, o seu trabalho para ser utilizado tanto no Dude, We are Lost!, quanto no Dude News.


Para quem não conhece, o termo "Extreme Makeover" é o título de um programa de TV em que casas são radicalmente reformadas, dando lugar a uma inteiramente nova ;)

29/05/2009

Evangeline Lilly na Women’s Health Magazine



A atriz Evangeline Lilly em um ensaio fotografico para a revista Women’s Health.

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Por Fernanda Reple
Fonte: evangelinefan.com

27/05/2009

Vídeo Promo da 6ª temporada (Legendado)



Para qualquer série, filme ou livro ter vida longa e ser discutido, contar com fãs empolgados é essencial. Fã com talento para promover aquilo que gosta então nem se fala e esse é o exemplo de Desmond815, um camarada que notadamente entende muito de edição de vídeo e que resolveu fazer um promo não oficial para promover a 6ª e última temporada de Lost que estreia em 2010. O trabalho do cara é realmente primoroso e merece ser conferido e divulgado.

Agradecimento ao leitor JC pela excelente dica.

26/05/2009

E se os personagens de Lost visitassem os Simpsons?

Ao longo de suas mais de 20 (!) temporadas, Simpsons sempre foi reconhecida por contar com uma extensa lista de participações especiais. Já tivemos Mel Gibson, Leonard Nimoy, Mulder e Scully de Arquivo X, Jack Bauer, o renomado físico Stephen Hawking, os músicos do Aerosmith, Sting, Mick Jagger, Bono do U2 e até o jogador Ronaldo. Atores ou personagens de Lost no entanto nunca apareceram na série obviamente, mas o site Springfield Punx já se adiantou à ideia e desde ontem vem publicando desenhos inspirados na turma da ilha. Os dois primeiros homenageados foram Hurley e Charlie e outros virão por aí.

Em tempo, vale muito à pena visitar o site pois há diversos desenhos que homenageiam vários outros personagens de séries (o Dwight de The Office, o Hiro de Heroes, o House) e outros tantos do cinema como Marty McFly, James Bond, Indiana Jones e por aí vai.

A dica do site foi do Usuário Compulsivo.

Atualização: como o autor dos desenhos continuará divulgando novas homenagens ao longo dos próximos dias, seguirei atualizando este post incluindo os novos personagens.

Inclusão mais recente: Ben Linus, Locke, Kate, Sawyer, Jack.

VEJA OUTRAS IMAGENS

    Obs.: Não deixe de visitar o Springfield Punx, pois há outras versões dos personagens por lá, como o Sawyer vestido de La Fleur, o Jack barbudo e muito mais.

A cronologia de Lost

Como você bem sabe, a última temporada da nossa série favorita só começa no início de 2010 nos EUA, até lá, o que não falta é tempo para rever episódios e (tentar) organizar o grande quebra-cabeças que a série nos apresentou ao longo desses cinco anos. Pensando nisso, recorro à uma matéria do USA Today que usou a Lostpedia e montou a linha cronológica da trama, o que sem dúvida é sempre útil principalmente depois de uma temporada com viagem no tempo, certo?

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    Em vermelho, pequenos complementos meus que o texto original não traz.

    Por volta de 1881:

    Jacob e seu misterioso antagonista são apresentados. Vemos a estátua de quatro dedos e descobrimos que ela faz referência à deusa egípcia Taweret. O navio Black Rock misteriosamente vai parar no meio da ilha.

    1954:

    Durante seu quarto salto temporal, Sawyer, Juliet, Miles, Charlotte e Faraday se encontram com os Outros / Hostis e descobrem a Jughead, uma bomba H com vazamento. Durante esse breve período, eles conhecem as versões jovens de Charles Widmore e Eloise Hawking.

    1974:

    O ano no qual o grupo de Sawyer se estabelece depois que Locke pára os saltos temporais ao girar a roda congelada e sair da ilha. O grupo é descoberto pela Iniciativa Dharma e Sawyer diz que eles são sobreviventes de um naufrágio. Embora inicialmente ouçam que devem partir, acabam assumindo funções na Dharma. Sawyer (àquela altura se identificando como Jim Lafleur) lidera o time de segurança com a ajuda de Miles e Jin. Juliet trabalha na oficina e Faraday parte rumo à matriz da Dharma em Ann Arbor ao longo dos próximos três anos.

    1976:

    Jacob visita o pequeno James Ford.

    1977:

    Jack, Kate, Hurley são instruídos por Sawyer e Juliet (que naquele momento já estavam bem integrados) a fingir serem novos recrutas da Dharma. Sayid é preso ao ser confundido com um hostil, engana o jovem Ben e o atinge com um tiro. Sawyer e Kate salvam o garoto entregando-o a Alpert. Faraday retorna à ilha, onde acaba sendo morto por sua mãe, Eloise Hawking, quando tentava usar a Jughead para inutilizar a área da Cisne antes de um suposto vazamento. Na área da Cisne, ao lado de Kate, Sawyer e Juliet, Jack lança o detonador da bomba H dentro da construção. A detonação falha, Juliet é puxada para dentro do buraco e ao acordar ferida, tenta provocar a explosão quando um grande clarão toma conta de tudo.

    1988:

    Jin, que ficou perdido à deriva no mar ao longo dos saltos temporais depois de ser lançado na água por conta da explosão no cargueiro, encontra Danielle Rousseau entào grávida. Ele a impede de entrar na caverna para salvar um colega capturado pelo monstro de fumaça pouco antes de saltar no tempo mais uma vez.

    1989:

    Jin testemunha a ainda grávida Rousseau atirar no namorado durante o oitavo flash temporal. Ela acredita que a ida de seu grupo ao templo os fez ficar mentalmente doentes e pensa que Jin carrega ‘a doença’ também já que ele desaparecera antes. Por sorte, quando ela ameaça atirar, um novo salto ocorre e Jin se reencontra com o grupo de Sawyer. Ben sequestra Alex dos braços de Rousseau e a avisa para se afastar toda vez que ouvir sussurros. No acampamento ele confronta Charles Widmore.

    Final dos anos 80

    Jacob visita a jovem Kate numa loja de conveniência.

    Final dos anos 90

    Jacob conversa rapidamente com Jack no mesmo dia da cirurgia em que o dr. aprendeu a 'contar até cinco'.

    Começo dos anos 2000:

    Todos com exeção dos Oceanic 6 vão parar nessa época depois que Ben gira a roda congelada dando início a uma série de 14 saltos temporais. Sozinho, Locke, viaja pela ilha e testemunha a queda do avião nigeriano. Ele tenta escalar para chegar até ele quando Ethan Rom o atinge com um tiro na perna. Enquanto isso, o grupo de Sawyer encontra a estação Cisne. Depois de dizer ao Sawyer que ele não pode simplesmente entrar e pegar mantimentos com Desmond, Daniel bate à porta e pede ao escocês para ir encontrar sua mãe em Oxford.

    Fora da ilha, Jacob testemunha a queda de Locke que o deixa paralítico.

    22 de Setembro de 2004:

    O voo Oceanic 815 cai na ilha. Desmond não consegue pressionar o botão a tempo depois de matar Kelvin acidentalmente, o que resulta numa descarga eletromagnética que derruba o avião. Os Outros começam a coletar informações dos passageiros e tripulantes do voo.

    Final de Setembro de 2004:

    - Sayid lidera uma caminhada rumo ao alto de um monte na esperança de mandar um sinal de socorro. Shannon traduz a mensagem de Rousseau para ele que entõ determina que a fita está sendo executada há 16 anos.

    - Locke descobre o monstro de fumaça enquanto caça. Nos dois dias subsequentes, Jack encontra a caverna e os esqueletos de Adão e Eva.

    Outubro de 2004:

    - Rousseau captura Sayid na floresta e o leva para o local onde vive para interrogá-lo. Ela entào fala sobre os Outros.

    - Locke e Boone começam a tentar abrir a escotilha.

    - Kate ajuda Claire a parir Aaron na floresta, um evento testemunhado por Sawyer durante o quinto salto temporal. Locke percebe que aquela era a mesma noite em que furioso, ele bate na entrada da escotilha e é respondido com uma forte luz.

    Novembro de 2004:

    Michael, Walt, Jin e Sawyer partem numa jangada e acreditam estar sendo resgatados por um grupo que se revela como sendo os Outros. Eles sequestram Walt e explodem a jangada. Nessa noite, Locke, Jack, Kate e Hurley explodem a entrada da escotilha usando dinamite do Black Rock e encontram Desmond lá dentro.

    Final de Novembro de 2004:

    - Jin vai parar na praia e acaba se deparando com um grupo que ele pensa ser os Outros, mas que se revela como sobreviventes da parte traseira do avião.

    - Ana Lucia atira em Shannon que estava seguindo uma aparição de Walt pela floresta. Então líder do grupo da parte traseira do avião, ela decide se juntar ao grupo de sobreviventes da praia.

    - Rousseau captura Ben Linus, que diz ser um baloneiro chamado Henry Gale e o entrega a Sayid.

    - Respondendo a um acordo feito com os Outros que o prometeram entregar Walt e deixá-los partir, Michael mata Ana Lucia e Libby e então liberta Ben.

    - Locke e Eko descobrem a estação de monitoramento Pérola e assistem o vídeo de orientação do lugar. Logo depois, Locke se convence de que apertar o botão é inútil ao passo que Eko acredita exatamente no contrário.

    Dezembro de 2004:

    - Charles Widmore envia um time científico e de mercenários no cargueiro Kahana para localizar a ilha e capturar Ben.

    - Desmond fala com Penny Widmore por telephone dando fim a seus saltos temporais e a um sangramento no nariz. Ela então sai em seu barco pelo Pacífico Sul à sua procura.

    - O cargueiro é explodido logo após parte do grupo de sobreviventes decolar num helicóptero pilotado por Frank Lapidus. Eles então observam o exato momento em que a ilha desaparece bem na frente de seus olhos. O helicóptero cai no mar e depois de seremo resgatados por Penny, o grupo começa a pensar nos detalhes que contariam sobre seu ‘regate’.

    7 de Janeiro de 2005:

    108 dias depois do acidente, seis sobreviventes - Jack Shephard, Kate Austen, Hugo Reyes, Sun Kwon, Sayid Jarrah e o bebê Aaron Littleton – chegam à uma ilha indonésia num bote dizendo serem os únicos sobreviventes do voo 815.

    2005:

    Jacob visita Sayid no exato momento em que Nadia é atropelada e morre.

    2007:

    Jacob visita Hurley recém libertado da prisão e o fala sobre retornar à ilha. Três anos depois do resgate, os Oceanic 6 menos Aaron embarcam no Ajira Airlines 316 pilotado por Frank Lapidus que acaba levando-os de volta à ilha. Antes do avião fazer um pouso de emergência na ilha, Jack, Kate, Sayid e Hurley desaparecem e vão parar em 1977. Sun (junto de ben, Lapidus e de um aparentemente ressuscitado Locke) fica em 2007. Manipulado pelo antagonista de Jacob que miteriosamente assumira a forma de Locke, Ben confronta e mata Jacob que descobrimos viver dentro do pé da estátua de quatro dedos e que antes de dar seu último (?) suspiro avisa, "eles estão chegando."

    *-*-*

    E aí, acha que faltou algum evento de peso nessa cronologia?

20/05/2009

Dono de casa Desesperado



Sabe o que poderia acontecer se aquela bomba explodisse e o futuro fosse realmente alterado? Bom, segundo essa brincadeira da ABC, veríamos Jack morando em Wisteria Lane vivendo uma pacata vida como dono de casa ao lado de Susan Mayer (Terry Hatcher) até que... Bem, dê play e descubra, mas não vá pensar que isso é uma dica da emissora para o que poderia acontecer no início da última temporada de Lost, hein?! :p

19/05/2009

Mais sobre "The Incident" e a 5ª temporada

Quando se trata de Lost, há toda sorte de opiniões. Das mais simples às mais elaboradas, todo mundo tem algo a dizer, quer seja para criticar ou para elogiar. Com isso em mente e com o final da 5ª temporada ainda quente nas nossas memórias, reproduzo na íntegra o ótimo comentário feito pelo amigo Rafael Savastano na comunidade de Lost do Orkut. O texto é longo, mas é imperdível para quem gosta de ler outra abordagem e ter uma outra visão sobre determinados pontos explorados ao longo da temporada e claro, do último episódio.

*-*-*

Por Rafael Savastano

É inevitável que o comentário sobre esse Season Finale se transforme num comentário sobre a temporada em si, mas vou tentar separar as análises para não me atropelar.

Antes de mais nada, a quinta temporada em si não foi tão boa quanto seu início prometia. Tanto é que eu nem tive muita vontade de comentar os episódios depois de "Life and Death of Jeremy Bentham," "Dead is Dead" à parte. Agora que a temporada já terminou e pode ser analisada como um todo, fica claro que os produtores não souberam como conduzir a história dos Losties na década de 70. Estabeleceram uma premissa ótima (a de Sawyer e cia. terem encontrado um lar entre os membros da Iniciativa Dharma), mas depois do retorno dos O6 parece que tudo descambou. Muitas bolas boas foram levantadas mas ninguém cortou. Em momento algum me senti envolvido pelo plot ridículo do Little Linus, Sayid tirou férias da série (o Naveen Andrews sempre esnoba tanto Lost que eu começo a querer que ele não volte para a sexta temporada, pelo menos não se for pra ficar atuando por telefone desse jeito), Jack ficou completamente ridículo, Kate foi totalmente apática (pra alguém que voltou pra procurar a Claire, ela fez algo nesse sentido o impressionante número de ZERO vezes desde que chegou). Sawyer e Juliet eram a única coisa que despertava meu interesse, mas só eles e o alívio cômico de Hurley e Miles não foram suficientes pra vencer o tédio que dominou o núcleo Dharmaville. As coisas começaram a melhorar com a volta do Faraday, mas já tava tão perto do fim que eu me forcei a esperar antes de voltar a comentar, pra não acabar mordendo minha língua.

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    Por outro lado, a história que REALMENTE empolgava, a ressurreição de Locke e a virada de mesa dele sobre Ben, foi administrada a conta-gotas. Acho que não custava nada ter balanceado as coisas, botado um pouco mais de enrolation no núcleo Ben-Locke e enxugado mais o núcleo Dharma. Não é como se eles não soubessem dar ritmo a uma temporada, a quarta foi excelente do início ao fim, claramente planejada. Essa quinta, nem tanto. Mas claro que ainda está anos-luz à frente da sofrível terceira temporada, que isso fique bem claro.

    Agora. Lost tem uma característica muito engraçada, que eu sempre comento: os finales às vezes são tão diametralmente opostos, em termos de qualidade, ao resto da temporada que eu me sinto tentado a dar um shift neles e considerá-los parte da temporada seguinte. Não o da primeira, claro, que foi absolutamente linear e condizente com o resto, e nem o da quarta (segunda melhor temporada na minha opinião, lá em cima com a primeira), que foi o desfecho de um arco narrativo magistralmente conduzido. Mas os finales da segunda e da terceira temporadas são muito chocantemente diferentes do resto. O da segunda temporada foi uma decepção enorme para mim. Conseugiu praticamente destruir o que tinha potencial para ser a melhor temporada de todas. E por isso eu costumo fingir que ele é na verdade o season premiere da terceira temporada, que é aquele lixo que todos conhecemos. PORÉM, entretanto contudo, o season finale da terceira temporada é o MELHOR. FINALE. DA. HISTÓRIA. Não falo só de Lost, mas de todas as séries que eu assisto, e provavelmente de todas as que eu nunca assisti também. A terceira temporada foi pegando fôlego da metade em diante, mas nada que justificasse um episódio tão bom. Por essa razão, eu considero o finale da 3a como o season premiere da 4a temporada.

    Pois bem. Ainda não sei como será a sexta (e última) temporada de Lost, mas já estou totalmente inclinado a considerar o 5x16/17 como parte dela. E não apenas porque é um episódio que, a exemplo do finale da 3a temporada, modifica COMPLETAMENTE o assunto da série - e de um modo positivo, acrescento! - como também porque a cena inicial dele é melhor do que qualquer cena incial de temporada até hoje. A cena entre Jacob e - posso explanar? Ninguém ainda pescou? - seu irmão Esaú sentados na praia, observando a chegada do Black Rock... aquele diálogo sobre Esaú odiar Jacob e precisar desesperadamente matá-lo, a noção implícita de que ele não pode fazê-lo diretamente (reforçada pela menção ao loophole, literalmente uma brecha na lei, nas cenas finais), todas as peças se encaixando. "Deus ama você como amou Jacó." COMO ninguém cantou essa bola naquela época distante de 2007? Como os produtores conseguiram fazer esse "a-há!" mesmo com a série sendo constantemente analisada e esmiuçada por milhões de cérebros ao redor do mundo?

    Eu digo como. Um truque sujo. Eles convenientemente nunca insinuaram, nem de muito leve, que havia outra entidade na ilha além de Jacob. A guerra milenar entre eles dois foi referenciada de forma que TODOS pensassem ser uma guerra entre Widmore e Linus, que agora percebemos serem apenas capangas disputando o middle management. É um truque que eu sempre soube que iria rolar - na verdade, TORCIA para rolar, porque essa é a única forma de fazer uma revelação chocante em um mistério que todo mundo já revirou e re-revirou, definir uma peça do quebra-cabeças que, retirada do lugar, inviabiliza totalmente o encaixe das outras, e só entregá-la na última cena. Damon, Carlton, desculpem por eu ter duvidado de vocês. Vocês sabem o que fazem, no fim das contas!

    De fato, "The Incident" é o primeiro episódio em muito - MUITO - tempo, em que eu senti que as revelações não foram inventadas na última reunião de roteiristas. A quarta temporada havia recuperado minha fé em Lost como obra de entretenimento, mas foi esse episódio que recuperou também minha fé na série como um mistério coeso. Tudo isso havia ido por água abaixo no fim da segunda temporada. Agora, eu estou até teorizando - alguém me interne! E sim, eu tenho plena consciência que os mesmos elementos que me fizeram pirar nesse season finale vão fazer muita gente abandonar a série, com o mesmo ódio que eu senti no fim da segunda temporada. Mas todo mundo sabia que a revelação final do que está em jogo alienaria muita gente, porque cada um tem a sua história própria na cabeça. Eu, por exemplo, reviro os olhos à idéia de uma força magnética que parte avião (de alumínio) no meio sem engolir todas as outras coisas de metal num raio de kilometros antes... mas com todo bom nerd de quadrinhos (coisa que Damon Lindelof também é, e esse finale é a prova disso), eu tenho por lei que releitura de mitologia do velho testamento, muito como molho Shoyu, deixa TUDO mais gostoso =P Então me perdoem os que ainda tinham esperança de uma explicação lógica e científica. Chorarei uma única lágrima de solidarieadade a vocês, mas vou continuar achando Lost ainda mais foda por ter seguido o caminho que seguiu.

    1180 palavras digitadas já, e eu ainda não saí da primeira cena! Mas tudo bem, porque essa cena é praticamente todo um episódio - talvez toda uma série - contida em si, a análise do resto não vai ser tão esforçada, prometo.

    Existem três histórias sendo contadas em "The Incident." A primeira, a mais importante e chocante, é sobre Esaú e Jacó. A história de Esaú fica subentendida, cabe ao telespectador revisitar cada aparição, cada fantasma, cada manipulação dos últimos 5 anos e descobrir o que era picuinha Ben/Charles e o que era parte do esquema mirabolante de Esaú para escapar de sua prisão de cinzas (tô chutando aqui, ok, pode não ser isso mas eu tenho muita fé que era ele preso na cabana, ele que pediu socorro ao Locke, ele que encarnou o Walt fantasma e levou o careca a sacrificar seu corpo para tomar seu lugar). Mas aí temos Jacob, fazendo sua lista. Jacob escolhendo, a dedo, quem seriam seus salvadores, sua apólice de seguros. As pessoas que iriam ao passado reverter toda a zica e impedir que seu irmão desse cabo de sua vida. Há quanto tempo eles jogam essa partida de xadrez com os mortais? Se tem algo que eu acredito que será o tema central da sexta temporada, é esse embate eterno, quais são suas regras, como Esaú as burlou, e como Jacob escapou de rodar. E, principalmente, o que ele vai fazer sobre o assunto.

    Aliás, no fim das contas Christian não era mesmo Jacob. Christian, como todos os outros cadáveres da ilha, era Esaú fazendo seu mindfuck cuidadosamente calculado, em todos os others, losties E telespectadores. Isso é o quão bom foi a reviravolta guardada por Darlton para esse finale - horas depois, tendo dormido e acordado sobre o assunto, ainda ficam surgindo estalos na minha cabeça conforme o quadro geral vai sendo montado.

    A segunda história, o desfecho do plano de Esaú, é assustadora simplesmente porque, pela primeira vez na vida, eu tive MUITA PENA de Benjamin Linus. Ele pode ser o maior e melhor manipulador filho da puta desse mundo, mas ali, sob a sombra da estátua, ele está sendo um joguete patético de duas entidades muito, muito superiores a ele. Ele é uma ferramenta. E o ódio dele, ao final, é mais do que justificado. Claro, ele poderia ter parado 5 minutos para avaliar a loucura de tudo aquilo, mas ele já estava quebrado. A "ressurreição" de Locke, a Alex, as feridas cruelmente reabertas... Benjamin Linus é apenas humano. E, como um bom humano, ele seguiu o destino traçado para ele, mesmo sem saber as intenções de quem o traçou. Ben é a verdadeira vítima de Lost.

    Já a terceira história, de como a função do retorno dos O6 era, na verdade, para salvar a vida de Jacob, foi a que menos me convneceu. Não que eu não ache maravilhosa a forma como ele foi tocando cada um (mais o Sawyer), em diferentes partes da vida, para que tudo convergisse naquele momento crucial. O que eu não engoli mesmo foi como Jack Shepherd, cirurgião juramentado, com uma tendência irreversível de querer proteger e consertar tudo e todos, resolve explodir um dispositivo termonuclear de um impulso porque... tá com dor de corno?! Agora, subitamente, a falta que ele sente da Kate justifica um possível genocídio porque um físico maluco disse que TALVEZ isso apague o que eles viveram juntos (ou senão, pelo menos morre todo mundo e acaba a cornitude)? É como "Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças," com tiros e explosões nucleares. E sem a sensibilidade - ou o sentido - do filme, claro. Pra piorar, eis que logo a Juliet resolve reforçar essa idéia porque teve uma crise de baixa auto-estima ao ver Sawyer e Kate brincando de dupla dinâmica. Jules, pelamor! Meus pais também são separados e eu nunca quis matar / apagar a existência de ninguém porque a relação não deu certo, vai? Menos, bem menos!

    Mas enfim. Reconheço que o quadrângulo amoroso pode ter sido também alimentado pelas manipulações de Jacob para garantir que todos estivessem na merda e sem nada a perder quando chegasse a hora de transformar o plano maluco em realidade. E o quão esquisito é o fato de a única voz da razão em tudo isso ser... Sawyer?!

    No fim das contas, muito do que eu estou conjecturando aqui é somente isso, uma conjectura. Os produtores e roteiristas quiseram deliberadamente nos deixar por um ano sem a MENOR idéia do que vai acontecer. Mas eles deram pistas. A melhor, pra mim, é a dada nos créditos iniciais, em que a autoria do roteiro é dada separadamente para a primeira e segunda partes, sendo a parte 1 escrita por "Damon Lindelof e Carlton Cuse" e a parte 2 por "Carlton Cuse e Damon Lindelof." Piada sem sentido, ou uma indicação de que as coisas agora estão no reverso, e que tudo será efetivamente desfeito? Fico com a segunda opção, até porque Darlton já tinham avisado que a sexta temporada "destruiria tudo que a quinta construiu." Mas ainda tem 16 episódios pela frente, e caso o plano de Jacob tenha dado certo e seu assassinato tenha sido apagado, o que restaria para contar? Um ou dois episódios de recapitulações, flashbacks e explicações minuciosas pros telespectadores mais "lentos" dariam conta do recado.

    Eu tenho um palpite - um chute, mesmo - de que Desmond, que esteve tão sumido nessa temporada, será uma peça chave da sexta temporada. Talvez ele seja a única pessoa que se lembra do que aconteceu nessa linha de tempo, e vá ser ele o responsável por caçar os Losties e contá-los dessa vida alternativa que eles levaram. Agora, por que ele faria isso, eu não sei. Confesso que estou no escuro quanto ao gancho motivador da última temporada. Talvez Jacob queira virar o jogo e se livrar de Esaú para sempre? Ou talvez ainda falte alguma coisa para que o destino daquela ilha, como ele divisou, seja cumprido. Não sei mesmo. Estou tão no escuro quanto cada um de vocês. E sempre tem a possibilidade de nos sacanearem, a bomba ter explodido e não alterado nada, todo mundo que morreu ter morrido mesmo, e agora Esaú ter uma agenda maligna a cumprir sem a sombra do irmão mais novo. Eu pessoalmente acho essa opção muito pós-apocalíptica, mas se for assim, beleza também. Estou disposto a aceitar o que os produtores quiserem me oferecer. Confio neles, outra vez. Quem fez o que eles fizeram nesse episódio, certamente tem bala na agulha para finalizar a saga.

    Mas continuo secretamente torcendo para que a primeira cena da sexta temporada seja o olho de Juliet, pelada no meio do mato. Ei, aconteceu com o Desmond da última vez que deu um clarão na Cisne. É apenas justo =P

    FIM! Arre. Quase uma tese de mestrado. Pelo menos vou ter 1 ano inteiro pra recarregar as baterias =P

O destino de Juliet (meio) revelado

Com spoiler da 6ª temporada!

Para botar mais lenha na fogueira provocada pela nota dada na semana passada, Michael Ausiello da EW publicou uma informação que pode trazer alívio ou levar ao desespero (dependendendo do ponto de vista) os fãs de Juliet.

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    Segundo Ausiello, nesta terça-feira a ABC deve confirmar que o remake de V: A Batalha Final fará parte da grade do canal na temporada 2009/2010. O que isso tem a ver com Lost e sobretudo com o futuro de Juliet? Bom, se você já leu meu texto sobre “V” lá no Dude News, certamente sabe que Elizabeth Mitchell está no piloto dessa série e que sua personagem é ‘simplesmente’ a protagonista da trama.

    Juntando as peças como sugeriu o próprio Ausiello, isso significa que os dias de Mitchell como atriz regular de Lost realmente chegaram ao fim, o que não significa que ela não possa aparecer na última temporada da série. Ainda segundo Ausiello, fontes ligadas à produção de Lost afirmam que Juliet deve aparecer em alguns episódios. A dúvida se ela estaria viva ou não e como seria explicada sua ausência porém, permanecem no ar apontando para uma única certeza: até Lost voltar no início de 2010, o assunto Juliet será uma das grandes incógnitas discutidas por todos nós.

Fim (?) do mistério: ABC confirma identidade da estátua

Com spoiler para quem NÃO viu o fim da 5ª temporada (será que ainda existe alguém que não viu?)

Depois de muita especulação e incerteza, um dos mistérios que a 5ª temporada tinha deixado em aberto foi solucionado. Pelo menos é o que indica o resumo oficial de “The Incident” publicado no site de Lost na ABC. Segundo o texto, a estátua que vimos no início do episódio que encerrou o penúltimo ano de Lost, é mesmo a representação da Taweret, a deusa da fertilidade que na série aparece segurando dois ankhs, objetos que segundo a cultura egípcia, representam o sopro da vida...

(Clique na imagem para aumentá-la)

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    Pois bem, parte do mistério pode estar esclarecido, mas ainda ficam no ar nossas dúvidas sobre o que ela representou para a ilha dos tempos em que Jacob e seu inimigo ainda sem nome discutiam sobre a natureza humana e sobre o que teria provocado sua implosão pré-1974, ano em que Sawyer, Juliet e cia se estabeleceram no passado da ilha logo após terem visto a imponente construção de costas.

    Com essas questões em mente, deixo o convite para que você divida conosco sua opinião sobre o tema. Acredita que ainda há mais revelações a respeito da estátua, ou tá bom demais simplesmente saber quem ela representa?

17/05/2009

Terry O’Quinn fala sobre Locke na 6ª temporada

Com spoiler para quem ainda NÃO viu o final da 5ª temporada

Via DarkUfo, surgiu a reprodução de uma matéria feita pelo site GoUpstate registrando a presença de Terry O’Quinn num torneio de golfe beneficente onde o ator, claro, não escapou de falar da grande revelação que marcou seu personagem no final da penúltima temporada de Lost. No papo que teve com o jornalista Lee G. Healy, O’Quinn diz não saber exatamente qual será o futuro de seus personagem, mas ainda assim não se esquivou de comentar e ainda deu uma pequena dica do que podemos esperar de sua participação na 6ª e última temporada da série que como você já sabe, estreia 2010.

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    Para tristeza de muitos, O’Quinn confirmou o que "The Incident" mostrou: Locke está realmente morto. Além disso, segundo o ator, embora não tenha sido revelado quem ou o que está se passando por Locke, seria um ‘bom chute’ assumir que fosse o homem que vimos conversando com Jacob no início do episódio.

    “Infelizmente, penso que aquele tenha sido o fim de Locke realmente. Mas, até onde eu sei, ainda aparecerei na série”, disse O’Quinn. “Não sei como as coisas vão acabar para esse outro cara. Estou triste. Vou sentir falta do John Locke, um pobre homem que no fim era um peão.”

    À medida em que se prepara para fazer um novo personagem na 6ª temporada, O’quinn disse que não tem ideia de como será o restante da história, mas palpita dizendo que devemos ver algum confronto que pode ter a ver com Jack e Locke. “Eu acho que os caras (por trás da série) realmente armaram aquele cenário de bem e mal. É exatamente o que o Locke disse no início da série (quando explicava o gamão ao Walt): um lado é a luz o outro a escuridão.”

    E aí, será que O’Quinn está realmente certo ao dizer que a história do John Locke que conhecemos acabou definitivamente? Como já comentei antes, particularmente torço muito para que Locke ainda tenha uma chance de redenção no fim da história. Agora, com relação ao embate, será de fato muito interessante se houver um resgate daquele conflito entre Jack e o Locke bizarro só que dessa vez com papéis invertidos, ou seja, com o dr. pintando como o homem de fé e o antagonista como o da razão.

    Seja lá como esse quadro se definir, por enquanto só há uma certeza: temos longos meses pela frente para discutir e debater o assunto. Sendo assim, desde já fica o convite para que você diga o que pensa ou espera desse cenário que se desenha.

15/05/2009

Dudecast 35ª Edição

No ar a 35ª Edição do Dudecast discutindo "The Incident", excepcional final da 5ª temporada de Lost. Baixe, ouça e repercuta conosco.

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Ep. 5x16/17 “The Incident” - Easter eggs, curiosidades e repercussão

Com spoilers para quem ainda NÃO assistiu



Início de episódio e logo de cara a enigmática cena com o homem que descobriríamos ser o tão falado, mas nunca antes visto Jacob. O mais curioso da cena, além de remeter a uma prática antiga (tecelagem artesanal), vem do fato daquela tapeçaria fazer referência tanto à cultura egípcia quanto à grega.

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    O olho de Hórus por exemplo, é considerado um dos amuletos mais importantes e significativos da cultura egípcia. Seu significado? Proteção e poder. Já a frase escrita em grego ΘΞΟΙ ΤΟΣΑ ΔΟΙΞΝ ΟΣΑΦΡΞΣΙ ΣΗΣΙ ΜΞΝΟΙΝΑΖ significa, segundo o pessoal do AudiblyLost, “Que os céus (os deuses?) lhe dêem tudo o que o seu coração desejar.” De onde essa frase saiu? Do 6º livro da “Odisséia” de Homero.



    Tenho certeza que muitos de vocês tiveram a mesma percepção ao verem a cena de Jacob com seu declarado antagonista ainda sem nome. Que percepção é essa? A de que os dois representavam os lados diametralmente opostos de uma batalha de ideologias, ou mais resumidamente de crenças entre destino e livre arbítrio e porque não dizer, do bem contra o mal. Curioso aliás, notar que Jacob estivesse de branco e seu adversário de preto meio que simbolizando que um é a luz e o outro a escuridão, o que também não deixa de nos remeter àquela cena do piloto da série quando Locke explica o gamão a Walt, lembra?

    Ainda sobre esses dois misteriosos e agora sem dúvida nenhuma, importantes personagens, fica no ar as possíveis referências que podem ser extraídas a partir deles. Uma delas? Jacó (Jacob) e Esaú, irmãos descritos no livro de Gênesis na Bíblia. Faz sentido? Para mim, totalmente, sobretudo se pensarmos na ilha como a mãe que favorece o filho que crê na bondade do homem, relegando o outro que despreza essa ideia e deseja aquele lugar todo para ele. A questão aqui é: será que nessa história de Lost, os dois personagens acabarão se reconciliando como os irmãos da Bíblia? A conferir.



    E aquele navio, hein? Depois da cena de Alpert no episódio passado, tivemos mais uma alusão clara ao navio Black Rock. Será que foi aquele momento que marcou a chegada de Richard Alpert ao lugar também, já que se especula que o cara que não envelhece (graças a Jacob como ele mesmo revelou) pudesse ter feito parte do navio capitaneado por Magnus Hanso, avô de Alvar Hanso, principal financiador da Dharma? A resposta para isso provavelmente virá, espero eu, na última temporada. Agora, sobre o mistério de como o Black Rock foi parar no meio da floresta, só consigo imaginar que a carga eletromagnética tenha ‘culpa’.



    Sobre a estátua que finalmente foi vista com toda sua imponência, muita gente vem comentando sobre a possibilidade dela fazer referência ao deus egípcio Sobek e não à Tawaret como eu mesmo imaginava depois que vimos aquela cena do episódio 5x08 “LaFleur”. Sobek era tido como o deus que cria o caos, mas que também o que repara a maldade. Na essência ele não era bom, mas consertava coisas que davam errado, como por exemplo a forma como as pessoas morreram. Uma dica que pode estar relacionada ao futuro do, por enquanto falecido Locke? Pode ser. Mas, o que vale destacar também é que embora a cabeça da estátua lembre a de um crocodilo (a representação de Sobek), o corpo parece ser uma junção de outros deuses como a própria Taweret, Anubis e por aí vai.

    AS VISITAS DE JACOB

    Uma das discussões mais antigas da série sempre foi a de se saber se aquelas pessoas do voo Oceanic 815 teriam (pelo menos em parte) sido escolhidas ou no mínimo direcionadas a seguirem um determinado caminho na vida que acabasse por levá-las à ilha. Em “The Incident” tivemos a confirmação de que pelo menos 6 daquelas pessoas foram, ainda que sutilmente, influenciadas a fazerem certas escolhas. E nada melhor que descobrir que a voz do livre arbítrio (trabalhando a favor do destino, talvez?) na vida daquelas pessoas fosse ninguém mais ninguém menos do que Jacob em pessoa. Presente em várias épocas, mas sempre com a mesmíssima aparência, o vimos visitando Kate, Sawyer, Sayid, Locke, Sun & Jin, Jack e Hurley em momentos chave de suas vidas.

    Curiosidade: notaram que Jacob fez questão de tocar cada um deles? Haveria algum significado maior nesse gesto, talvez? Algo como deixar uma marca?
    O mistério: como Jacob saía com tanta facilidade da ilha?



    O início(?) da vida bandida rebelde de Kate testemunhada por Jacob. Ao lado de seu namoradinho de infância Tom (aquele do aviãozinho e que morreu ao ajudá-la numa fuga, lembra?), a pequena Kate além de ser mão leve provou outra coisa: tinha um péssimo gosto musical. Roubar lancheira do New Kids on the Block, Kate? Tsc tsc...



    No momento mais traumático de sua vida, James Ford foi indiretamente incentivado por Jacob a alimentar a promessa de vingar seus pais escrevendo aquela carta que vimos pela primeira vez ainda na 1ª temporada. O incentivo faria com que James se tornasse exatamente o mesmo tipo de homem que destruiu sua vida, mas também o motivo dele ter ido parar na ilha onde finalmente conseguiu dar fim à promessa feita ao verdadeiro Sawyer (Anthony Cooper, pai de Locke) e encontrar a redenção que tenta procurava.



    Muitos dizem que Jacob teria sido o responsável pela chocante morte* de Nadia. Discordo. Para mim ele salvou Sayid de morrer junto e com isso deu início à fome de vingança que aproximou o iraquiano de Ben Linus e que finalmente acabou levando-o de volta à ilha.

    *Curiosidade: perceberam que esse novo atropelamento foi muito semelhante aos que ocorreram com Michael e depois com o ex-marido de Juliet? Obviamente não há nada de mais por trás disso, mas vale o registro.



    Jacob lendo o livro chamado Everything That Rises Must Converge (Algo como Tudo que se Ergue Tem que Convergir) escrito por Flannery O’Connor. Essencialmente o livro explora o mistério em torno de Deus e a jornada do homem comum que a autora classifica como espiritualmente perdido, na busca por redenção. Uma leitura certamente bastante coerente para o discurso de Jacob, não?

    Sobre a visita a Locke, impossível não se chocar com a cena, não é mesmo? Agora, será que é exagero imaginar que o toque de Jacob tivesse o poder de dar uma sobrevida a alguém que na teoria não deveria sobreviver a uma queda daquelas? Hum...



    Além de poliglota, afinal vimos Jacob falando pelo menos duas línguas diferentes do inglês, a visita que ele fez ao casal de coreanos foi interessante por 1) mostrar ainda que por flashbacks Sun e Jin juntos dentro da temporada e 2) por marcar a mensagem no coração dos dois de que eles deveriam cultivar o amor que tinha e cuidar dele, oque de certa forma pode ser o reflexo de todo o esforço dos dois para se reunirem de verdade na ilha.



    Dentre todas as visitas, me chamou muita atenção a que ele fez a Jack, já que diferente das demais, ele não disse nada tão significativo ao médico. A função da visita? Dizer explicitamente a Jack que em certos momentos a pressão ou como ele colocou, um empurrão, é essencial para que as coisas funcionem como devem. Fora isso, foi muito curioso ver a construção da cena que mostrou a origem da fala que Jack repetiu a Kate no piloto da série.



    Da conversa que teve com Hurley o mais interessante foi o fato de Jacob ter batido de novo na tecla do livre arbítrio ao dizer que Hurley tinha a opção de voltar à ilha ou não. Fora isso, creio eu que o fato dele dizer ao dude que ele não era maluco e que tinha um dom especial, pode ter sido uma importante dica para o papel que ele poderá desempenhar na batalha de forças ocultas que se desenha na ilha para a última temporada.


    Que papo é esse de candidato que Bram perguntou à Ilana, hein? E o Lapidus pode ser um? Mas a que? Será que assim como o antagonista usou Locke para dar cabo de sua missão de ódio, poderia Jacob talvez usar outra pessoa para atuar por ele? Difícil dizer, mas não faz mal especular, certo?



    Ainda sobre Ilana, parece que agora fica claro para quem ela e Bram trabalham, certo? Visitada por Jacob fora da ilha (era russo o que eles falavam?), sozinha na cama de um hospital, ela ouviu dele o pedido de ajuda. Mas de onde vem a relação deles? Será que Ilana já esteve na ilha antes?



    Bom, considerando que ela sabia onde encontrar a cabana que supunhamos ser de Jacob, acho que é razoável dizer que sim, pelo menos Ilana já esteve na ilha antes. Em que situação? Não faço ideia. Se você faz, fique à vontade para especular. Com relação à ida dela na cabana duas coisas a se destacar: 1) O círculo de cinzas que aparentemente mantinha o antagonista de Jacob cativo naquele lugar estava desfeito, mas que teria desfeito aquilo? E, 2) Ao encontrar o retalho na parede do lugar, é interessante notare que ela e Bram logo tenham identificado o que significava e para onde deveriam ir.



    Bacana a curta homenagem/lembrança feita ao saudoso Charlie na cena em que Sun chega ao antigo bercinho de Aaron e encontra o anel com a inscrição de DS que o roqueiro usava como herança de família que deixara ao pequeno filho de Claire no episódio que marcou a revelação da lista dos melhores momentos de sua vida.



    Bacana ver a reaparição de Vincent e principalmente do casal Rose & Bernard, não? Muito cobrados pelos fãs, o paradeiro do trio foi explicado numa cena rápida, mas não menos enigmática já que tanto Rose quanto Bernard pareceram ter ficado realmente irritados por terem sido descobertos. Fora esse detalhe, outro ponto que chamou a atenção foi o fato de ambos parecerem ter pleno conhecimento de tudo o que estava acontecendo ao redor e não estarem nem aí para o que pudesse acontecer. O que será deles dali para frente? Poderiam eles ser o casal de esqueletos na caverna?



    Um pé, uma morada. Alpert e o ‘Locke bizarro’ chegam ao lar de Jacob. Permanece no ar o mistério em torno de como a estátua acabou destruída. Consequência da bomba, talvez? Só o tempo dirá.



    O que há na sombra da estátua? Eu responderia que seria o Jacob, mas Alpert tinha a resposta correta em latim, ‘Ille qui nos omnes servabit’ que traduzido significa ‘ele que vai proteger todos nós.’



    E o Locke, hein? Está definitivamente morto mesmo? Sinceramente espero e torço muito para que Ben esteja errado quando disse que morto é morto. Seria uma grande injustiça para o personagem ver sua história se encerrar daquele jeito, enforcado traiçoeiramente. Como um de meus personagens favoritos, ainda quero ver a redenção de Locke. Imaginem como seria legal se no fim da série o víssemos assumindo o papel que antes cabia a Jacob tornando-se enfim parte da ilha? Viagem? Pode ser, mas vou me segurar nessa esperança.



    O ponto fraco (ou deveria dizer fraquíssimo?) do episódio: as motivações de Jack, Juliet e Kate para seguirem com o plano de detornar a bomba de hidrogênio. Resumidamente Jack e Juliet queriam alcançar a ideia de uma realidade diferente para apagar dores de amores. Jack queria ter outra chance com Kate, mas em outra situação enquanto Juliet queria apagar Sawyer de sua memória para que um dia não tivesse que encarar a decepção de um abandono. Veredicto? R i d í c u l o. Pior que eles só mesmo a Kate que em questão de segundos mudou de opinião e ignorou o objetivo que tinha ao voltar à ilha: encontrar a mãe de Aaron.



    À espera de uma nova realidade que não veio (será que ainda vem?), Jack, Kate, Sawyer e Juliet surpreendem-se a ver que a bomba não havia detonado no impacto como Sayid disse que ocorreria.



    Resposta de um mistério dada. Finalmente vimos a origem do acidente que fez com que Pierre Chang / Marvin Candle acabasse perdendo o braço. Ah, mas foi só a mão, diriam alguns ao que pergunto: vocês viram que foi uma imensa barra de ferro que caiu em cima, né? Pois é.



    O momento mais emocionante do episódio: a despedida de Juliet e Sawyer que embora tivesse respeitado a decisão da loira em tentar apagar tudo, não se privou do esforço em salvá-la e deixá-la ir. Já disse no post de comentários, mas digo aqui de novo. Belíssimo trabalho de Josh Holloway naquela cena, não?



    Por que Jacob ignorou Ben durante todo esse tempo? À princípio penso que tem a ver com o fato de que Ben nunca foi especial para ilha efetivamente, mas no fundo acredito que a interpretação mais correta tem a ver com o fato de Ben não ter feito os sacrifícios que teve que fazer com a fé necessária. A partir do momento em que começou a questionar tudo aquilo (e isso foi escancarado pelo jogo de manipulação a que se submeteu frente o ‘Locke bizarro’), ser desprezado por Jacob parecia ser o próximo passo natural.

    Essa ideia no entanto, bate de frente com o discurso que o próprio Jacob faz ao escolher pessoas com conflitos tentando provar que elas podem ser boas e se redimirem. O discurso parece religioso e é, afinal, no fundo é isso que pregam o cristianimo, o judaísmo, o islamismo e etc.

    Ainda sobre a cena que marcou o assassinato (provocado?) de Jacob, não posso deixar de destacar as últimas(?) palavras dele para o ‘Locke bizarro’: “Eles estão chegando.” Eles quem? A meu ver duas possibilidades: o grupo de Ilana e Bram ou o formado por Jack, Sawyer, Kate, Hurley e etc que estavam no passado, mas poderiam ressurgir no presente. Arrisca um palpite?



    A cena final: num último (?) esforço depois de acordar ferida no fundo do buraco do que um dia se tornaria a estação Cisne, Juliet pôs a mão na massa e suou para provocar o impacto da cena que aparentemente não temina em explosão, mas sim num...



    ... imenso clarão encerrando a temporada e deixando todos nós aflitos e loucos de curiosidade. O que aconteceu? A bomba explodiu ou vimos uma imensa descarga eletromagnética semelhante ou igual àquela vista no final da 2ª temporada quando Desmond gira a chave de segurança? Eu fico com a segunda hipótese e acredito firmemente que nada foi mudado na vida de Jack, Kate, Sawyer e cia. O que ocorre dali para frente? Difícil dizer, mas arrisco um chute: eles vão ‘acordar’ no presente e se juntar à guerra que enfim se define na ilha.

    Perguntas que o final da temporada não respondeu:

    Onde está a Claire, afinal? E a história de Desmond, como fica? Eloise Hawking estava certa quando disse que o 'brotha' ainda não estava acabado com a ilha? Aliás sobre ela, será que dá para imaginar um retorno à ilha ao lado de Charles Widmore?

    As opiniões, os comentários, as especulações e as teorias sobre tudo o que vimos e o que virá pela frente estão por sua conta. Capriche!

    Repercutindo o episódio

    “Qual a relevância de Jacob salvar a pequena Kate de uma pequena enrascada e de entregar uma barra de chocolate a Jack? Se a idéia era mostrar como ele participou de momentos fundamentais da vida dos "losties" (como de fato ocorreu com Locke, Sayid e, em menor grau, Sawyer), será que ele não poderia ter, sei lá, sido o instrumento através do qual Jack conseguiu curar sua ex-esposa? Ou o responsável por Kate decidir explodir o padrasto? Ainda assim, é um personagem intrigante - mais pela preparação feita por todas as temporadas anteriores do que pelo que vimos aqui.”

    Pablo Villaça – Cinema em Cena

    “Carlton Cuse e Damon Lindelof, sei que nunca vou receber a resposta para isso mais...Como? Como vocês conseguem fazer finais de temporadas assim? Simplesmente, perfeitos. Primeiramente, essa tem que ganhar o prêmio de cold open mais mitológica de todas! A Identidade de Jacob é revelada, o que aparenta ser o Black Rock ronda a ilha e de bônus até vemos o perfil da estátua, definitivamente o melhor início de um episódio de Lost em anos e como eu falei no parágrafo que abre essa review, perfeito.”

    Mateus Borges – Série Maníacos

    “Bem decente esse final de temporada, ainda mais para uma temporada irregular e bem sem graça, comparada às outras, que foi esta quinta. Mas, como aconteceu durante toda a temporada, eu não fiquei morrendo de aflição para saber o que vem a seguir, desesperada pela próxima cena, com taquicardia, nem comprei um calendário para ir riscando os dias que faltam até a estreia do ano final... De qualquer maneira, se tem uma coisa que essa gente de “Lost” sabe fazer é episódio final. Muitos acontecimentos, muitas revelações, novos mistérios no ar e um gancho final. Palmas.”

    Claudia Croitor – Legendado

    “Começo confessando que, pra mim, o começo de "The Incident" foi mais surpreendente do que o seu final, pois não esperava ser apresentado ao Jacob da maneira que o episódio apresentou, "nua e crua", como se ele fosse um simples hostil da ilha, que acorda todas as manhãs para pescar! Tantas teorias sobre esse personagem, algumas delas que apontavam que Jacob seria uma na verdade um dos "losties", foram tudo pro ralo... Adorei! Melhor ainda foi ver o Jacob visitando Kate, Sawyer, Jack, Locke, Sayid, Hurley, Jin e Sun antes deles irem parar na ilha, como se de alguma forma eles fossem especiais e tivessem sido "escolhidos" para embarcarem nesta incrível jornada.”

    Mano – Caldeirão de Séries

    ““The Incident” nos deixou assim: perdidos nos limites entre destino e livre arbítrio, sem saber até que ponto a liberdade de agir confirma ou destrói o que estava escrito para acontecer. E na busca de uma resposta, se de fato não tivermos encontrado uma explosão - que, a bem da verdade, nem mesmo é comprovada, mas pelo menos sugerida, como disse no começo -, de certo nos restou um clarão. Uma luz que pode significar a correção do curso de todos eles e de todos nós, mas que por enquanto mais ofusca que revela, nos fazendo tatear em busca de respostas definitivas que só encontraremos em um novo ano; mas que, a julgar pelas perguntas, compensarão a nossa cegueira atual, plena de visões e repleta de euforia por querer vislumbrar o que nos é destino por direito: a última e a melhor de todas as temporadas.”

    Carlos Alexandre Monteiro – Lost in Lost

    “Este, certamente não foi o episódio que todos nós esperávamos. Algumas surpresas foram muito boas, indiscutivelmente, mas outros fatos apresentados necessariamente levaram à série para um caminho mais etéreo e menos empírico. Contudo, LOST esteve mais fiel à sua premissa neste final de temporada do que em todos os outros... A 5ª temporada contou uma história completa, enriqueceu ainda mais esta primorosa trama e definitivamente pôs fim à viagem no tempo. Só não sabemos como e vai demorar muito tempo para retornarmos e descobrirmos o que vai acontecer. Este foi o único e grande problema de The Incident. Um clarão que vai demorar pra se apagar.”

    Bruno Carvalho – Ligado em Série