30/04/2009

Comentários do ep. 5x14 “The Variable” (100º da série)

Com óbvios spoilers para quem ainda NÃO assistiu

Para a matemática, uma variável é basicamente um elemento que representa um conjunto de resultados possíveis de um fenômeno. Uma ironia e tanto que, no 100º episódio – um marco sempre memorável para qualquer série -, a variável em questão se traduza (com perdão do trocadilho) mais apropriadamente como a constante que Lost não cansa de explorar: sua capacidade de 'brincar' com nosso entendimento do que está acontecendo.

Leia mais...

    Até então, literalmente lost sobre sua missão, Jack agarrou-se nas aparentemente confusas palavras de Faraday para achar o sentido de ter retornado à ilha: ele podia/pode (?) fazer algo para mudar os rumos da história daquele lugar e consequentemente evitar o sofrimento que se abateria na vida de tantos, anos depois com o acidente do Oceanic 815.

    Dessa forma, a regra do "o que aconteceu, aconteceu" deu lugar a outra interpretação na visão de Faraday. "O que aconteceu, aconteceu" para os demais, mas não para eles que viviam o próprio presente. E assim, num misto de esperança e ingenuidade, coube ao físico dizer que muito mais do que as constantes, são as variáveis humanas com livre arbítrio que poderiam alterar alguma coisa. Pena que no caso dele especificamente, a variável não tivesse vez e que seu destino fosse irremediavelmente inevitável: ser morto pela própria mãe.

    Antes vista ‘apenas’ como uma espécie de guardiã do tempo misteriosa, em “The Variable” Eloise Hawking (que no fim é mesmo a loirinha Ellie que vimos em “Jughead”) ganhou uma dimensão trágica que sua personagem até então parecia não ter. Na incumbência de manter intacta a linha dos acontecimentos, coube a ela (a contragosto, sem dúvida) viver a experiência de uma maternidade que estava fadada a ter o terrível fim de mandar o próprio filho para morrer.

    Nisso, é curioso notar que Hawking, embora tomada pelo remorso certo, tenha vivido uma vida inteira ao lado de Faraday sem nem mesmo tentar alterar alguma coisa, o que dá a ela um ar vilanesco sórdido (ainda que trágico, como apontei antes) tão grande quanto o de Charles Widmore (pai de Faraday!), que como vimos, usou o próprio filho de tudo quanto era jeito para tentar obter vantagem na disputa pelo poder da ilha. Uma guerra aliás, que inegavelmente ganha dimensões ainda mais complexas e cujas repercussões assumem contornos não menos misteriosos, algo que a série sempre explora muito bem.

    The Variable” foi um belíssimo episódio. Não no nível emocional de “The Constant” é verdade, mas apostando numa ação prática que aproxima o jogo de uma mudança de rumos que de mudança não tem nada (pelo menos por enquanto), o episódio parece apontar uma certeza: a de que na esperança de poder alterar alguma coisa, Jack vai acabar sendo o responsável por todas as tragédias que se abateram nas vidas de todos os que estavam à bordo do Oceanic 815 até encontrar, enfim, a redenção que tanto procura e precisa. Até lá fica a dúvida: quantos novos sacrifícios ocorrerão (não necessariamente por culpa de Jack)?

    Outras observações:

    - Ponto para Damon Lindelof e Carlton Cuse por mostrarem como se deu a cena em que Faraday tentou avisar a jovem Charlotte sobre uma futura ameaça para sua integridade, bem como por explicarem os motivos de Faraday ter aparecido chorando logo que seu personagem foi introduzido na série.

    - Por falar naquela cena que nos remete ao falso voo 815 no fundo do oceano, fim do mistério de quem o plantou lá: foi mesmo Widmore, como o próprio confessou.

    - “Eu costumava saber das coisas, mas não sei mais” A frase de Eloise Hawking aliada à aparente recuperação de Desmond, que de fato fora ferido por Ben, só pode significar uma coisa: o ‘brotha’ efetivamente ainda terá um papel fundamental no desenrolar da trama.

    - Por que Desmond era a constante de Faraday, afinal? Ora, 'simples' na minha opinião. Conhecedor e vítima dos fenômenos/efeitos colaterais provocados pelos saltos temporais - já que estudava e fazia experimentos ligados ao tema, - Faraday passou a guardar anotações de tudo o que acontecia na esperança de que em algum momento aquilo lhe fosse útil, e nisso, claro, está incluído o momento em 1996 que o físico se encontra com o viajante do tempo que viria a ser seu cunhando!

    - Curioso notar o apego de Sawyer, Juliet e Miles com aquela vida, já que mesmo sob ameaça de verem sua mentira exposta, decidiram ‘pagar para ver’ no que daria.

    - Sobre Miles aliás, alguém duvida agora que com Pierre Chang sabendo que ele é seu filho, veremos confirmada aquela ideia de que foi ele mesmo que provocou a saída de sua mãe e de sua versão bebê da ilha?

    - E o Widmore, hein? Cabe a ele afinal o papel do grande vilão da trama? Um homem disposto a todo e qualquer sacrifício (alheio principalmente) para retomar o que ele julga ser seu?

    - Com anúncio de que a bomba poderia ser uma saída para evitar o caos, é bom saber que voltaremos a ver mais sobre ela e sua eventual relação com tudo que gira em torno da estação Cisne, que aliás, foi didaticamente explicada por Faraday nesse episódio, dando mais elementos para que juntemos aqueles apresentados no início da segunda temporada.

    - E para fechar (por enquanto), como vai se desenrolar essa ideia de que os losties poderiam alterar as coisas de alguma forma? O que aconteceu, realmente aconteceu, ou há espaço para exceções nessa regra do tempo?

29/04/2009

Lost Untangled: resumo do episódio 5x14 “The Variable”

Atenção: o vídeo pode apresentar algumas cenas inéditas do próximo episódio, então fica o aviso de possível spoiler!

Não entendeu nada? Veja o resumo feito pela ABC para o 100° episódio da série, 5x14 “The Variable”.


>

Vídeo promocional 5x15 "Follow the Leader" - legendado

Vídeo promocional do próximo episódio de Lost, 5x15 "Follow the Leader". 

Lost ao vivo ep. 5x14 "The Variable" (100º da série)

Aí vão duas opções para quem quiser (e puder) assistir o episódio da semana ao vivo a partir das 22h: aqui e aqui (senha: dharma beer)

Como de costume, vale lembrar que ter uma boa conexão de banda larga é recomendável para evitar travamentos durante a transmissão do streaming.

Fora isso, se segurem aí, porque o episódio promete ser de enlouquecer. Divirtam-se e até já!

Sinopse (quase) completa do ep. 5x14 "The Variable"

Atualização: Parece que pela 1ª vez, o DarkUfo caiu na pegadinha do malandro com a sinopse abaixo que não refletiu o que foi o episódio. Para quem já viu, ficou fácil notar que haviam muitos pontos (para não dizer todos) absolutamente diferentes do que foi descrito. O ponto positivo disso? Fomos surpreendidos genuinamente duas vezes \o/

Aconteceu de novo. Mais uma vez via Lost Spoilers, vazou a sinopse de um episódio de Lost antes de sua exibição na tv americana. Traduzi tudo na íntegra, mas recomendo muito que você NÃO leia se quiser manter intactas todas as grandes surpresas que esse episódio trará. Resistir à tentação de clicar no link só depende de você :p

Sinopse do ep. 5x14

    FLASHBACKS

    O jovem Daniel é um estudante de ciências talentoso que os professores e amigos imaginam ter um futuro brilhante pela frente. Ele também é um pianista e tanto que aprendeu a tocar para deixar seus pais orgulhosos. Quando ele tenta impressionar Eloise Hawking, ela diz a ele que ele sempre será um fracasso e jamais será grande. Quando a porta se abre, ela diz a ele para não comentar nada sobre a conversa, já que seu pai, Charles Widmore estava em casa.

    VIAGEM NO TEMPO / FORA DA ILHA

    Faraday esteve trabalhando no desenvolvimento da estação Orquídea. Ele revela a Pierre Chang que ele veio do futuro, e que a purgação em breve vai varrer a Iniciativa Dharma. Enquanto decide o que fazer em seguida, Daniel pede para sair da ilha para entregar seu diário para sua versão jovem. Uma vez dentro do submarino que deixa a ilha, Daniel começa a saltar através do tempo.

    FLASHBACKS

    O jovem Daniel conversa com seu/sua professor/professora sobre fazer um curso universitário, mas o professor percebe que Daniel está totalmente distraído. Daniel então reflete sobre as chances de conseguir corresponder às expectativas de seu pai mesmo sendo tão fraco. Seu professor então lhe diz que as pessoas são como variáveis e que eles podem sempre mudar e afetar as vidas de outras pessoas. Mais tarde, Daniel brinca num parque observando Widmore e Eloise discutindo de longe. Uma jovem garota se aproxima dele e percebe que ele é tímido. Ela diz que costumava ser tímida e assustada por conta das expectativas de seu pai, mas que aprendeu a ser mais forte ajudando outras pessoas. Ela então ganha a confiança de Daniel e se apresenta como Penny.

    VIAGEM NO TEMPO / FORA DA ILHA

    Daniel vai à Universidade Oxford durante seu período como professor. Ele encontra Theresa e se prepara para testar seus experimentos de física. Estando ali pela segunda vez, ele sente um profundo arrependimento e tenta falar com Theresa para que ela abandone, mas Theresa chora, e diz que fazer parte do seu experimento será a melhor coisa que ela poderá fazer. Sabendo que o universo irá fazer uma correção de curso e que ela sempre acabará em coma, ele concorda.

    Subitamente, a mente de Daniel salta para 1996, onde ele parte a procura de sua versão jovem para entregar o diário, mas em vez disso, acaba encontrando Desmond que está sendo desligado do serviço militar. Ele aparentemente tenta desertar depois de repetidamente perder a consciência e falhar numa avaliação psiquiátrica depois de viajar no tempo. Daniel sai e tenta contactar sua versão de 1996, mas falha por razões misteriosas.

    FLASHBACKS

    Eloise e Widmore vão à formatura de Daniel em Oxford. No discurso do presidente da turma, Daniel é saudado por ser um homem de grande, ainda que estranha personalidade, e ainda que ele não sinta ter feito muita coisa, Daniel tocou as vidas de todos ao redor, fazendo dele uma pessoa realmente especial e imprevisível. Mais tarde, Daniel e seus pais comemoram num restaurante. Widmore diz a Daniel que em breve ele terá chance de fazer uma coisa de grande valor, pesquisando as propriedades de um lugar especial. Eloise tenta impedir Widmore, mas Daniel explode com raiva, dizendo que ela nunca ficou satisfeita e sempre tentou segurá-lo, não importando o quanto ele tentasse fazê-la feliz. Widmore diz a Daniel que ele terá que ser bem paciente até ter sua chance, e que nesse meio tempo, ele tem trabalho para ele, dando-o o endereço dos laboratórios Widmore.

    VIAGEM NO TEMPO / FORA DA ILHA

    O próximo flash de Daniel é numa cara escola preparatória onde ele costumava ir quando era garoto. Ele vê a jovem Penny e ele mesmo entrando numa sala de aula, mas quando ele bate na porta, ninguém atende. Ele então percebe que jamais deveria encontrar sua jovem versão quando vê um outro garoto chorando do lado de fora da rua. O garoto diz que ele foi temporariamente transferido para a escola, mas que ele é sempre desprezado por não ser rico como os outros estudantes. Faraday diz a eles que ele não precisa de dinheiro para ser um bom homem e diz ao garoto que ele tem certeza de que ele será ótimo. O garoto, um jovem Desmond, pergunta como ele sabe disso, mas antes que Faraday possa responder, sua mente salta no tempo de novo.

    FLASHBACKS

    Mais tarde, Faraday se prepara para embarcar no cargueiro depois de fazer alguns cálculos com Eloise com relação à ilha. Depois de ser tão fria e distante, Eloise abraça Daniel antes que ele se vá, mas ele guarda ressentimento. Ela então diz a Widmore que gostaria que Daniel não partisse, mas ele responde dizendo que aquilo sempre foi destinado a acontecer. À bordo do cargueiro, Faraday conhece Charlotte, dizendo que ela parece familiar. Logo os dois se apaixonam.

    VIAGEM NO TEMPO / FORA DA ILHA

    Em seu último flash, Daniel acaba indo parar no hospital fora da ilha em 2008. Ele encontra Penny com o jovem Charlie Hume na sala de espera. Segurando um presente, Daniel diz que ele é um velho amigo de Desmond que decidiu visitá-lo enquanto ele se recuperava. Penny diz que ele parece estranhamente familiar e o deixa entrar. Lá dentro, Desmond está desacordado na cama, se recuperando do ferimento decorrido do tiro dado por Ben. Daniel não o acorda, e em vez disso deixa o presente ao seu lado. Ele então sussurra que ele ficaria vem mesmo tendo falhado em mudar o destino de Charlotte e de outras pessoas, enquanto houvesse outros como Desmond dispostos a desafiar seu próprio destino. Daniel caminha e diz a uma chorosa Penny que Desmond vai ficar bem, e quando ela pergunta como ele saberia disso, ele diz que viu o futuro.

    FLASHBACKS

    Muito tempo atrás, Eloise se aproxima do pequeno Daniel dizendo a ele que ele tem uma visita que traz uma surpresa. Logo descobre-se que a tal pessoa é Desmond adulto que o dá o presente do hospital, dizendo que ele lhe devia uma. Depois de sair, Eloise chora, dizendo a Daniel que o ama não importando que papel ele tenha no mundo ou qual seja seu destino – a última lembrança de afeto que ele guarda dela. Ela sai e Daniel abre o presente. É o diário de anotações de Faraday, completo com a matemática para mudar o futuro e salvar o mundo.

    PRESENTE

    Faraday acorda no submarino. As pessoas lhe dizem que ele dormiu quase um dia inteiro, e que eles já haviam pegado o equipamento para a Cisne e estavam de volta à ilha. Enquanto desembarca ele é recebido por Miles. Entusiasmado com o encontro de Miles com seu pai, ele decide ir falar com sua mãe, agora líder dos Outros, esperando poder trazer paz entre os hostis e a Dharma para evitar a catástrofe que ameaça a ilha.

    Antes de sair, ele se encontra com a jovem Charlotte. Afetado por seus cruzamentos com Desmond, Daniel diz a ela para sair da ilha e nunca mais voltar. Acreditando que finalmente poderia mudar o futuro, Faraday tenta chegar ao território dos Outros onde acaba sendo baleado e morto pela jovem Eloise.

    LOST

    *-*-*

    Bom, vou me abster de fazer qualquer comentário específico agora, mas como você deve ter percebido, não há menção à duas daquelas cenas do sneak peek, mas imagino que elas ocorram em algum ponto da parte final dessa descrição.

Entrevista da Lostpedia com os Produtores de Lost (Pt 2)

Dando sequência à entrevista feita com os produtores Damon Lindelof e Carlton Cuse (clique aqui para ler a parte 1), a Lostpedia publicou a 2ª e última parte do papo. Nesse complemento, a dupla fala sobre a polêmica envolvendo o 'mistério' da Libby que não será mais explorado; Watchmen; a presença de atores/diretores famosos na série e se J.J. Abrams poderia voltar à série na 6ª temporada. Imperdível!

Leia mais...

    Falando sobre algumas reações dos fãs. Alguns notaram o que parecem ser discripâncias relacionadas às visitas do Jeremy Bentham. Especialmente com Walt ou Jack. Como o Locke nunca mencionando ou culpando Jack por ter deixado a ilha. Essas discrepâncias estão ligadas à falta de tempo ou vocês ainda vão revisitar a história de Bentham?

    Carlton: Sabe, penso que esse tipo de pergunta são as que detestamos responder. Dar respostas diretas e interpretações desse tipo de coisa penso que não seja benéfico à série nesse momento. Nós encaramos o “Bentham” como um episódio que explica o que aconteceu com Locke depois que ele voltou para o mundo real e como ele acabou morto. Acho que não queremos dizer mais nada sobre isso agora.

    Vamos voltar à história do Black Rock?

    Damon: Uhh, de novo estamos no território dos, você sabe, spoilers...

    Carlton: Exato.

    Damon: … e ao responder essa pergunta com um sim ou um não... Tudo o que posso dizer é que não estamos excluindo nada para o final da 5ª temporada e da última temporada de Lost. Esperamos que a sensação seja a de tudo está se ligando e que todas essas coisas que são discutidas gradualmente comecem a se resolver. Portanto, os mistérios que nos empolgam e que são importantes para a nossa mitologia, cabe a nós decidir. Nós já dissemos, “Sim, vocês verão a estátua de novo”, e dissemos isso antes do “Lafleur”. E entào vocês viram a estátua de novo. Isso significa que a verão de novo depois disso? Não vamos dizer porque queremos que essas coisas sejam uma surpresa.

    Um dos mistérios ao qual vocês se referiram um mês atrás em uma entrevista com a rede inglesa Sky One, que vocês não iriam revelar era da história da Libby, ainda que duas temporadas atrás tenham basicamente dito era um pedaço significativo da história dela de como ela chegou ao Desmond e esteve na clínica psiquiátrica, e vocês também acrescentaram que para saber aquela resposta, vocês teriam que mostrar a história dela através do flashback de outro personagem. Portanto, agora que vocês disseram que a história dela está encerrada na série, podem nos contar qual era o pedaço que faltava na história dela e por qual personagem vocês teriam contado isso?

    Carlton: Uhh, sabe, de novo, essas não são perguntas que vamos responder. Eu penso que o ponto que estamos querendo definir com a história da Libby é que tudo é ranqueado em termos de importância para nós, e à medida em que estivermos fazendo a última temporada da série, ela não será didática com uma lista das mil perguntas que iremos responder. Isso não faria da série um entretenimento bom. Estamos nos focando no que consideramos serem perguntas significativas, e mistérios e relacionamentos dos personagens. Essa é a história que queremos contar. Penso que essa referência à Libby foi mais ilustrativa do fato de que aceitamos que no final de tudo, provavelmente, você pode perguntar a milhares de fãs diferentes, “Bem, que pergunta você teve respondida?” e terá milhares de respostas diferentes, mas estamos focando no que consideramos ser as perguntas principais da série e na narrativa principal. É impossível amarrar todas as pontas soltas, e honestamente nós nem pensamos em fazer isso, porque a história da Libby por exemplo, era bem tangencial à ação principal da série. Para nós, o foco da última temporada realmente tem que ser nos personagens principais e o que deve ser revelado com relação aos principais mistérios.

    Então falando de coisas que não tem a ver com a série. Sei que vocês são grandes fãs da HQ Watchmen. Quero só perguntar: o que acharam do filme?

    Damon: Acho que essa é uma pergunta bem complicada. Você quase não pode julgar o filme só como um filme por causa de sua relação com o fato de que é uma adaptação da HQ. Dito isso, penso que Zack Snyder fez a melhor adaptação possível considerando o fato de que ele não tentou revisar as coisas, já que os fãs queriam uma adaptação literal. E isso foi exatamente o que ele fez e o fez com um incrível talento. Mas penso que para aqueles entre nós que basicamente disse, “Como se faz Watchmen em um filme de duas horas e meia?” Ele responder: “É assim que se faz.” Você só precisa deixar as coisas como estão. Com o decorrer do tempo, acredito que a história basicamente vai dizer se o filme foi brilhante ou não, mas tudo o que posso dizer é como fiquei incivelmente impressionado assistindo o que Zack fez.

    Há algum ator ou diretor que vocês gostariam que aparecesse na série, mesmo que só para um episódio ou uma aparição rápida?

    Carlton: Na verdade... Ficamos muito preocupados com isso... Seria muito difícil para nós colocar um ator famoso em Lost porque achamos que isso afastaria o público da verossimelhança do mundo de Lost. Fato é que recebemos pedidos de atores bem conhecidos e tivemos que recusar vários deles, porque sentimos que isso tiraria a atenção do público. Se dissessem, “Oh vejam, o fulano está na série e ele é um astro do cinema”, iríamos nos sentir desconfortáveis. Nós realmente tentamos escalar os atores baseados na ideia de encontrar atores realmente bons e pessoas que se encaixem no mundo da série. Teve uma vez que chegamos perto de ter Darren Aronofsky dirigindo um episódio de Lost e isso foi muito empolgante para nós. Mas, a verdade é que diretores de cinema são focados em suas carreiras no cinema e isso não era diferente com Darren. Suas obrigações com vários filmes impediu que ele realmente fosse ao Havaí e trabalhasse na série. E agora penso que a oportunidade se foi, já que indo para a última temporada de Lost, não sentimos que seja a hora de tentar algo diferente nesse sentido. Vamos realmente nos focar em terminar nossa narrativa e os grandes episódios serão dirigidos por diretores que nos trouxeram até aqui com muito sucesso, principalmente Jack Bender. Estamos realmente empolgados por estarmos chegando ao fim da jornada, e vamos fazer isso com nossos colaboradores atuais.

    Sobre apelidos: o do final da 1ª temporada era Bagel, da 2ª Challah. Alguma chance do apelido do final da série ser Matzah?

    Damon: A Matzah. De volta à origens. Quem sabe? Quando você fala da cena final da série versus o que é o final da série, penso que as ideias que esses apelidos geralmente exprimem são viradas, supresas ou choques. Não queremos indicar que a última cena da série será algo que muda tudo, como um globo de neve ou alguém acordando de um sonho, ou um close nos olhos do cachorro, você sabe, coisas assim... É provável que não tenhamos um apelido para o último ano. Vamos ficar propositalmente silenciosos sobre isso. Obviamente, recorremos aos fãs essa temporada e os demos a chance de apelidar a cena final da 5ª temporada e quando indicaram “O garfo na tomada” nós sentimos que haviam feito um bom trabalho...

    Bem, tenho mais duas perguntas. Uma é sobre o envolvimento de J.J. Abrams na 6ª temporada. Ele va voltar para escrever algum episódio?

    Carlton: J.J. está muito ocupado com a carreira dele no cinema e na tv, e penso que ele mesmo já tenha dito que é mais apropriado que Damon e eu terminemos o que começamos. Amamos e respeitamos J.J., mas nosso palpite é que ele estará focado nas coisas dele.

    Alguma novidade com relação à Dark Tower (Torre Negra, obra de Stephen King)?

    Damon: Estamos tão focados em terminar Lost que é realmente difícil pensar em qualquer outra coisa. E a última coisa que queremos pensar agora é em como adaptar uma série de sete livros do escritor que mais admiramos e inspirou nosso trabalho. Esse é um desafio imenso. E temos um bem grande na nossa frente agora, portanto estamos apenas... é fácil dizer, “O que vocês vão fazer depois?” e começar a trabalhar nisso, mas penso que Carlton e eu estamos certos de que essa não é a hora de começar a procurar e trabalhar em outros projetos. Vai ser um trabalho extremamente complicado dar uma conclusão satisfatória à Lost e isso é tudo o que estamos fazendo agora.

Especial 100º episódio – A longa jornada de Lost teve um começo apressado

O time criativo da ABC se apressou para fazer o piloto.

Por Shawna Malcom para a Variety

Lost nunca foi pensada para os que tem coração fraco.

Pergunte àqueles que foram responsáveis pela ambiciosa existência do drama da ABC. Lembrando de como no início de 2004 o time criativo teve meras 10 semanas para escrever, selecionar elenco e gravar o piloto todo, o co-criador da série, J.J. Abrams ainda fica maravilhado com a forma na qual a série sobre sobreviventes de um acidente aéreo em uma ilha do pacífico sul decolou.

“Estávamos desesperados para concluir o piloto”, lembra o produtor executivo, que também dirigiu o influente primeiro episódio. “Olhar para frente significava o próximo dia de gravações, não os 100 episódios de agora.”

Leia mais...

    Um flash forward de cinco anos quando Lost atinge essa marca. Um sucesso instantâneo para a ABC e vencedor de Emmy e Globo de Ouro, Lost agora figura entre os dramas mais respeitados – sem mencionar dissecados – na história da tv, graças a seu equilíbrio de mitologia complexa e desenvolvimento de nuances de personagem. Então, é claro, que existem aquelas viradas de trama.

    “Há geralmente um ponto dentro de cada encontro que vou em que falo, ‘Vocês querem fazer o que?’” diz Stephen McPherson, presidente da ABC, sobre suas reuniões com o co-criador e produtor executivo Damon Lindelof e o produtor executivo Carlton Cuse, que comandam a série juntos desde o início da primeira temporada. “O fato de que eles não tem medo de assumir riscos é o que faz Lost ser tão inovadora e empolgante.”

    A trama mais ousada de Lost no entanto, não aconteceu nas câmeras; ela ocorreu nos bastidores três anos atrás quando a rede anunciou que a série seria encerrada depois da sexta temporada em 2010. O anúncio era inédito na tv. Geralmente, as redes apoiam as séries até o ponto em que a audiência cai, e àquela altura os produtores estavam discutindo com McPherson e então com o presidente dos estúdios ABC, Mark Pedowitz, quando Lost estava confortavelmente no top 15 da Nielsen e dominava seu horário.

    O que os produtores estavam pedindo, como Cuse comenta, era estabelecer um ponto final para a série, algo que eles sentiam ser o único caminho para preservar a integridade criativa da série e acalmar os fãs que estavam preocupados que estivessem queimando energia numa mitologia que só crescia como um labirinto.

    “Ao longo das três primeiras temporadas, o público estava literalmente nos perguntando, ‘Vocês sabem o que estão fazendo? Há algum plano?” Lindelof diz.

    “Precisávamos dizer ao público onde o marcador estava no livro”, acrescenta Cuse. A metáfora do livro é coerente: parte das inspirações dos produtores ao pedirem uma data final veio de J.K. Howling, que anunciou cedo em sua série de livros do Harry Potter que a saga terminaria depois do sétimo livro.

    “Ao anunciar a data de encerramento”, Cuse disse, “nós sinalizamos que tínhamos um plano, portanto vocês puderam ficar aliviados co ma certeza de que seu investimento na série teria recompensa.”

    McPherson e Pedowitz concordaram. “Havia um senso real com essa série de que havia um início, um meio e um fim”, McPherson diz. “A preocupação, que ouvimos em alto e bom som, era que se o meio fosse infinito, então teríamos o legado criativo da série diminuído.”

    O produtor executivo Bryan Burke acrescenta: “Nós sentíamos ter uma grande responsabilidade com as pessoas que se dedicaram à série ao longo desses anos, e nosso trabalho é fazer o melhor que pudermos. Nós levamos isso muito a sério. Financeiramente, tenho certeza que algumas pessoas prefeririam que a série continuasse para sempre, mas num nível criativo, você não quer passar do ponto.”

    A decisão poderia provar ser algo sem precedents.

    “Há certas séries que precisam planejar seus finais”, diz McPherson, embora as de procedimento não precisem. “Séries em que você apenas tem o caso da semana não precisa ter isso planejado.”

    O impacto da decisão em Lost foi inegável e imediato. Semanas após assegurar a data final, Lindelof e Cuse – que ao mesmo tempo, assinaram novos contratos garantindo-os à frente da série até o fim – revelaram sua marca registrada através do flash forward no final da terceira temporada que mostrou Jack e Kate vivendo fora da ilha. A série vem caminhando bem desde então, empolgando os fãs e dando liberdade aos roteiristas.
    “Ter um fim para a série realmente fez toda a diferença”, disse Cuse. “Significava que poderíamos pisar no acelerador.”

    “Quando anunciamos a data final, as pessoas diziam pro Carlton e para mim, ‘Wow, mais três temporadas? Isso parece muito’ ”, disse Lindelof com uma risada. “Agora, na quinta temporada, as pessoas começaram a dizer, ‘Vocês acham que tem episódios o bastante para fazer tudo que precisam?’ ”

    Eles tem e insistem que vão fazer. Com a quinta temporada acabando, os dois já começam a mapear os pontos intrincados da sexta temporada, que Lindelof classifica como emocional. “Subitamente estamso fazendo coisas que começamos a falar anos atrás”, ele diz. “Estamos com aquela sensação de que está acabando. Realmente estamso terminando a série.”

    Não que eles se arrependam da decisão.

    “Nunca tivemos qualquer sensação de termos cometido um erro”, Lindelof insiste. “É exatamente o contrário. Há essa sensação de conclusão e de empolgação. Tem sido uma jornada e tanto.”

    Nós que o digamos, não é mesmo?

    *-*-*

    A tradução dessa matéria originalmente publicada pela Variety, faz parte da comemoração pelos 100 episódios da série.

Especial 100º episódio – Roteiristas falam sobre como é trabalhar em Lost.

Roteiristas experimentam agonia e êxtase em contar a história.

Por Edward Kitsis e Adam Horowitz para a Variety

Selvas abundantes, praias ensolaradas. Refrescantes brisas oceânicas. Trabalhar em Lost é certamente um paraíso.

Pena que estamos falando do Havaí, onde Lost tem sido gravada há cinco temporadas. Onde os roteiristas trabalham? Bem, na verdade é em Burbank (Califórnia). Ao que nos referimos como a Oahu de San Fernando Valley.

Dito isso, a sala dos roteiristas de Lost é o paraíso em sua própria forma. Embora nenhum de nós esteja particularmente bronzeado, tivemos a sorte de apreciar a mais incrível colaboração que qualquer um de nós já experimentou em nossas carreiras.

Leia mais...

    Desde que nos juntamos à série durante a primeira temporada, trabalhamos em vários episódios, e durante esse período, encaramos algumas poucas verdade, ou segredos, sobre escrever Lost, que em homenagem ao 100º episódio, achamos ser bacana dividir. Não, não tem nada a ver com o monstro, Jacob ou os números – eles são muito mais mundanos do que tudo isso.

    A primeira coisa a se entender sobre Lost é que isso não é um trabalho. É um estilo de vida. Por cerca de oito a dez meses passamos o tempo escrevendo e produzindo a série a cada temporada, todos nós comemos, respiramos e dormimos “Lost” – e algumas vezes vamos à pizzaria, mas na maior parte do tempo o foco é só Lost.

    A próxima coisa que você precisa saber é a resposta para a pergunta que mais nos fazem: “Há mesmo um plano?”

    Sim. Nós realmente temos um plano.

    Contudo, há uma pequena distância a ser percorrida entre “ter um plano” e executá-lo. Há ainda a pequena questão de efetivamente dissecar esse plano nos 17 episódios ou mais que escrevemos a cada temporada. É ali que o trabalho surge, o que nos leva à próxima coisa que descobrimos sobre escrever a série. Cada episódio, para o bem ou para o mal, precisa passar pelo processo que chamamos de “Quebra dos quatro dias.”

    1º Dia – Não seria legal se...

    O 1º dia é aquele em que começamos a debater as ideias. Nós sabemos onde estamos no arco geral da trama, e sabemos onde temos que começar e terminat. Agora precisamos da ideia que nos leve do ponto A ao B, e o 1º dia é aquele no qual as melhores ideias surgem. É quando um de nós vai dizer algo como: “Não seria legal se... Miles e Hurley fizessem uma pequena viagem na kombi. Dois caras que podem se comunicar com pessoas mortas. Que tal? Isso seria legal, certo?”

    A empolgação toma conta da sala. O quadro outrora em branco já não está mais tão limpo. Nós conseguimos. Sabemos como o episódio será e estamos prontos para ir para casa. Um trabalho bem feito que nos leva ao...

    2º Dia – Err... há um problema

    Todos chegam cedo, empolgados para finalizar tudo só para descobrir que depois de uma noite de sono, talvez aquela grande ideia não se escreva sozinha e que talvez ela tenha alguns poucos problemas. As conversas então acontecem mais ou menos assim:

    Alguém: “Então temos dois caras na kombi indo ver o Chang.”

    Outra pessoa: “O que eles estão fazendo?”

    Outra: “Indo ver o Chang. É ali que descobriremos que ele é pai de Miles.”

    Outro: Mas assim a história não vai estar encerrada? No segundo ato?”

    Agora nossas grandes ideia subitamente parecem desafiadoras.

    Depois de algumas horas lutando com as dificuldades da nossa premissa, todos decidem refletir sobre ela de novo, o que nos leva ao...

    3º Dia – O Insight

    Todos nós voltamos, talvez um pouco mais tarde do que no dia anterior, e todos com a mesma conclusão.

    O problema não tem concerto.

    Hora de jogar no lixo. Não dá para aproveitar. Precisamos de outra coisa. Temos alguma ideia backup? Um show de talentos na ilha parece ser uma bela ideia à essa altura. Sim. Estamos ferrados. Tudo parece estar perdido. Pelo menos até o sol começar a se por e alguém silenciosamente tem um insight. No caso do episódio 5x13 ( “Some Like It Hoth”), aconteceu mais ou menos assim:

    Alguém: “E se depois de encontrarem o Chang na estação Orquídea, ele tivesse que voltar na kombi com Hurley e Miles?”

    Silêncio. Hora de absorver isso. À princípio parece apenas um pensamento pequeno, mas na verdade ele tem grandes repercussões. E isso muda o ânimo na sala, criando uma nova onda de empolgação.

    Isso, se fizermos assim Miles será forçado a interagir com o homem que ele não tem nenhum interesse em passar o tempo. Conflito! Drama! Um personagem indo numa jornada de descoberta. Aprendendo algo sobre seu passado que vai afetá-lo no futuro. E assim, a esperança está de volta à burbank.

    Navegando pelas ondas de euforia, todos vão para casa nervosos. Isso foi realmente um insight quente? Possivelmente, o que nos leva ao...

    4º Dia – A quebra do episódio começa

    Todos se sentam em volta de uma mesa. Muita energia é sentida. Temos alguma coisa ou não? À medida em que a discussão começa, subitamente as ideias para cenas começam a surgir. Lugares da nossa mitologia que deveriam aparecer, enfim, um tecido que conecte os episódios se apresenta. Todos os ingredientes parecem estar lá.

    E é nesse momento que sabemos que temos muito a fazer, mas que já temos um episódio.

    O que não significa dizer que acabamos. Não, na verdade estamos apenas começando, mas o processo gestacional de quatro dias para a ideia está completo, e agora podemos por as mãos na massa para definir os detalhes da história.

    É empolgante e desafiador ser parte disso se formando. Lentamente, mas certamente ao longo dos próximos dias ou semanas, cenas e a estrutura começam a aparecer. Tudo em apoio à ideia central que foi construída durante o processo de quatro dias. Todos respiram aliviados.

    Pelo menos até o intervalo acabar, porque é ali que mais uma vez, nós encaramos o quadro em branco que nos encara.

    Sim. É hora de fazer o episódio 5x14. O desespero lentamente toma conta da sala de novo. Como podemos fazer isso de novo? Estamos cansados, é tudo o que temos. Todo o talento que temos foi gasto no último episódio. Não dá para continuar.

    Alguém: “Espere. Não seria legal se...”

    E a sala fica em silêncio.

    Subitamente todos estão re-energizados. Todos nós nos damos conta disso ao mesmo tempo. É o 1º dia de novo e talvez, pode ser que consigamos fazer mais um desses.

    Cem episódios depois ainda estamos fazendo. Parece improvável, mas a Variety nos disse que é verdade, então deve ser mesmo. Agora, se você está realmente interessado em Jacob ou no monstro de fumaça, assista a série.

    Edward Kitsis e Adam Horowitz são produtores executivos de Lost.

    *-*-*

    A tradução dessa matéria originalmente publicada pela Variety, faz parte da comemoração pelos 100 episódios da série.

28/04/2009

Especial 100º episódio – Orquestra coloca fãs de Lost no limite

Compositor Michael Giacchino amplifica a tensão.

Por Jon Burlingame para a Variety

O compositor Michael Giacchino tem muita coisa acontecendo em sua vida. Durante a quinta temporada de Lost ele se manteve ocupado trabalhando na trilha dos filmes “Star Trek”, “Up” e “O Elo Perdido”. Ainda assim, ele encontrou tempo de fazer a trilha de todos os episódios da série.

“Eu amo a série”, disse Giacchino, que ganhou um Emmy em 2005 por seu trabalho na série. “Daqui alguns anos sei que vou olhar para trás e dizer, ‘aquilo foi especial e eu sou feliz por ter feito parte.’ ”

Leia mais...

    Diferente da maioria das séries de tv, cada episódio de Lost é sonorizado com uma orquestra de 34 instrumentos.

    “Isso dá alma à música”, diz o compositor. “Quando você compõe para uma orquestra, o céu é o limite. Ela tem essa qualidade pura, orgânica ou incrivelmente emocional. Se eu tivesse que fazer esse trabalho com um sintetizador ou algo parecido, eu teria uma sensação muito ruim.”

    Desde o piloto, Giacchino usa a mesma paletta: cordas, trombones, piano, harpas e percussão (incluindo as cenas de avião), porque, explica ele: “Tudo dava a impressão de que faríamos música da selva. Já estava tudo lá para ser visto no mais belo detalhe, e eu não queria dar eco a isso. O objetivo era fazer o público ficar desconfortável, tentando criar texturas e sons que você normalmente não ouve.”

    O processo de composição de Giacchino também é ritmado: ele escreve cada trilha estritamente na forma cronológica à medida em que vê os episódios.

    “Para mim, é uma forma de ser reativo como o público é. Cena a cena, eu posso ficar chocado, surpreso ou triste. Seja lá o que eu estiver sentindo, é isso que transmito. Eu odiaria subconscientemente entregar qualquer resposta.

    Com 30 e poucos minutos de música em cada episódio, Giacchino compõe cada trilha em no máximo dois dias – parte porque, depois de 100 episódios, ele já criou tantos temas identificados com personagens, locais e situações, que ele pode rapidamente adaptar o material que já possui a novas cenas.

    “Eu trato isso como um ópera”, diz Giacchino. “Cada personagem tem um tema; alguns tem dois ou três versões. Há temas para a ilha, o monstro de fumaça, a escotilha... É divertido voltar a eles.”

    O selo Varese Sarabande vai lançar o quarto CD da trilha musical de Lost composta por Giacchino no dia 12 de maio, e parte de seu concerto com a orquestra sinfônica de Honolulu estão no box de DVD da quarta-temporada.

    O produtor executivo de Lost, Damon Lindelof comenta: “As pessoas nos perguntam se há algum personagem na série que não mataríamos. A resposta é não, todos correm perigo. Com uma exceção. O personagem mais integral da série, aquele sem o qual não poderíamos viver é a música. E isso é fruto da genialidade singular de Michael Giacchino.”

    *-*-*

    A tradução dessa matéria originalmente publicada pela Variety, faz parte da comemoração pelos 100 episódios da série.

Especial 100º episódio – Greg Nations, o homem que mantém a bíblia de Lost.

Coordenador de roteiros mantém consistência no caos

Por Jon Weisman para a Variety

Dentre todas as revelações de peso mostradas durante os 100 primeiros episódios de Lost, um certo nível de fascinação precisa ser direcionado a um deles.

Até o fim da 1ª temporada, nenhuma bíblia da série catalogava todos os pontos intrincados que os produtores executivos Damon Lindelof e Carlton Cuse estavam lançando em Lost.

Leia mais...

    Antes tarde do que nunca, Cuse trouxe alguém que pudesse garantir que todos os detalhes da trama e dos personagens estivesse ligados. E então, quando se trata de ter suas perguntas de Lost repondidas, ninguém tem mais informação na mão do que o coordenador de roteiros, co-produtor e guardião da bíblia, Greg Nations.

    “Você tem que ter tudo detalhado, isso é certo”, diz Nations de sua nem um pouco pequena respoinsabilidade. “Algumas vezes as coisas escapam e leva tempo para rearranjá-las.”

    Tendo começado como um simples documento de word, no qual Nations mandava por e-mail para os roteiristas, transformando-se em um calhamaço, a bíblia de Lost não é mais impressa, e o meio ambiente agradece.

    Em vez disso, Nations armazena cópias dela em diversos computadores e responde perguntas à medida em que surgem. Com a viagem no tempo se tornando um elemento central na série, as perguntas surgem mais rápido do que nunca.

    “Nessa temporada houve mais tempo gasto trabalhando a linha cronológica”, diz ele. “Também estou tentando ajudar a produção dando ao cabeças do departamento e aos supervisores de roteiro, a quebra da linha temporal e acompanhando quando certas coisas aconteceram no passado.”

    Nation admite que se tivesse recebido a tarefa de fazer tudo de novo, ele teria criado um banco de dados para a bíblia, mas diz que essa alternativa já não existe mais. Por mais pesada que sua bíblia possa ser, ela ajudou a amarrar todas essas pontas soltas de temporadas anteriores de um jeito que elas façam sentido agora – ilustrando aos incrédulos que Cuse e Lindelof tinha tudo planejado o tempo todo.

    “É muito bom ver tudo isso tomando forma e saber que havia um plano”, diz ele. “Espero que com isso as pessoas tenham mais fé de que elas podem se sentar e não ficar ansiosas demais para então, curtir a série.”

    Nations se nega a especular sobre a possibilidade da bíblia ser publicada depois que a série sair do ar em 2010.

    “Como a ABC é dona dela, só depende dela”, comenta ele. “Eu não sei se Damon e Carlton iriam querer que isso ocorresse. Há uma certa discussão de que alguns mistérios devam ser deixados como tal.”

    *-*-*

    A tradução dessa matéria originalmente publicada pela Variety, faz parte da comemoração pelos 100 episódios da série.

Especial 100º episódio – Marketeiros ajudam o público a mergulhar na série

Novas estratégias foram usadas para alcançar as massas

Por Diane Werts para a Variety

Garrafas com mensagens na praia. Outdoors de uma Cia. Aérea fictícia. Teorias da conspiração, jogos de realidade alternativa (ARGs), e até divertidos episódios resumos usando bonecos – qualquer coisa para ajudar o público a mergulhar na série.

“É um tipo de série diferente, e precisava de um tipo diferente de marketing”, diz Michael Benson, que ao lado de Marla Provencio forma o time de VPs executivos de marketing da ABC. Para o lançamento da série em 2004, o presidente da ABC Stephen McPherson “realmente nos pressionou para criar um mistério em torno do programa já que a essencia é no fim, o mistério.”

Leia mais...

    Cérebro e coração andaram lado a lado à medida em que a dupla tramava uma forma de ‘hypar’ uma série que era diferente de tudo que já tinha sido visto antes. Alguns elementos virais cresceram diretamente da narrativa de Lost, como as garrafas surgindo nas praias americanas das costas leste e oeste antes da série estrear, ou o site da Oceanic Airline sendo construído para parecer real.

    “Gostamos da ideia de que Lost acontece no mundo real”, disse Benson, “que o público queira acreditar que realmente existem pessoas perdidas numa ilha em algum lugar.”

    O departamento de marketing da ABC tinha que manter o público fisgado. A ideia da página da Oceanic se transformou num espaço que defendia a ideia de existir uma conspiração por trás do acidente aéreo; Find 815.com foi indicado para um Emmy interativo. A rede colocou outdoors em diversas cidades mundo a fora conectadas aos personagens da série, e então os ‘vandalizou’ com mensagens conspiratórias.

    A ficcional Iniciativa Dharma recrutou novos trabalhadores através de spots de tv e páginas online, até mesmo montando um estande na Comic Con. O romance “Bad Twin”, escrito por um passageiro do avião acidentado, foi publicado sem referências à série. O vencedor do Promax Award, “Lost Experience”, o jogo de realidade alternativa da série, tornou-se quase bem sucedido demais: os jogadores se mostraram tão entusiasmados em decifrar as pistas que os desenvolvedores do jogo não conseguiam dar novas rápido o bastante.

    Os marketeiros da ABC até brincam com as reclamações sobre a complexidade da trama criando reprises de episódios com factóides em forma de “pop-up” na tela para “tentar desmistificar a coisa um pouco”, diz Benson. Tudo é feito para fazer de Lost uma experiência rica que o público vai querer mais na anunciada conclusão da série em 2010 depois de seis temporadas.

    “É um franquia muito poderosa e queremos que ela continue viva depois do final”, disse Provencio. No melhor estilo Lost, Benson acrescenta misteriosamente, “Quem sabe se Lost não volta, sei lá, em outra forma. Estamos aqui para fazê-la crescer.”

    *-*-*

    A tradução dessa matéria originalmente publicada pela Variety, faz parte da comemoração pelos 100 episódios da série.

Especial 100º episódio – Arrumando as peças para o destino final de Lost

Ainda há espaço para viradas e surpresas na trama.

Por Shawna Malcom para a Variety

Em Lost, um mistério resolvido inevitavelmente significa que um ainda mais complexa vai surgir em seu lugar. Como encaixar, então, essas respostas “quando” o aclamado drama da ABC deveria terminar acaba levantando as expectativas para “como”.

“A expectativa para o final da série é incrivelmente alto”, diz Stephen McPherson, presidente da ABC. “Tenho certeza que isso vai significar algumas noites de pouco sono para Damon Lindelof e Carlton Cuse.”

Leia mais...

    Mas não muitas se depender dos produtores executivos.

    “Não podemos deixar essas expectativas nos aterrorizarem”, comenta Lindelof. “A realidade é que já sabemos como o final da série será há um bom tempo.”

    A única coisa que pode ser modificada é como exatamente os personagens chegarão a seus destinos finais. Carlton Cuse explica que, “o caminho que tomamos até o final ainda tem espaço para surpresas, mudanças e descobertas ao longo do caminho (em termos de) jornada dos personagens e como o relacionamento deles evolui.”

    Fazer com que Lindelof e Cuse deem pelo menos um detalhe sobre como eles planejam encerrar tudo? Impossível.

    “Nós achamos que será muito bom”, disse Lindelof, “e que ele seguirá o formato que escrevemos para as 119 horas (episódios) da séries que precedem o fim.”

    Eles vão no entanto, revelar alguns dos objetivos para o episódio final: ser coerente e justo com os personagens da série. Cumprir as promessas que fizeram aos fãs ao longo do curso da série. E, como tudo que é bom pede, deixá-los querendo mais.

    “Quando dizemos mais, não estamos falando de respostas”, esclarece Lindelof, “porque esperamos que a série termine de um jeito incrivelmente satisfatório, tanto mitologicamente quanto emocionalmente.”

    É claro que como diz a regra, não dá para agradar todo mundo, e Lindelof e Cuse já começaram a se preparar para a miríade de reações. O jeito que Lindelof vê a coisa, “imediatamente após qualquer série amada acabar, seja ‘Battlestar Galactica’, ‘The Sopranos’ ou ‘Seinfeld’, é tudo tão intenso que que é incrivelmente difícil se distanciar das escolhas criativas que foram feitas até ali.”

    Mais recentemente, os produtores estão mais preocupados com a forma na qual Lost vai se direcionar depois de seu último salto através do tempo.
    “Como a série é vista como um todo uma vez que você se afasta um pouco e olha para trás”, Lindelof diz, “é o que realmente importa para nós.”

    *-*-*

    A tradução dessa matéria originalmente publicada pela Variety, faz parte da comemoração pelos 100 episódios da série.

Sorteio: Ingressos para a peça "Eu Tenho a Última Temporada"

Atenção leitores de São Paulo!

O diretor da peça "Eu Tenho a Última Temporada", Flávio Nardelli, ofereceu 15 pares de ingressos para serem sorteados entre os leitores do Dude!

A peça é uma comédia que mostra a trajetória do inveterado espectador de séries Ronaldo Geraldo, frequentador de uma terapia de grupo para os viciados em seriados. Após uma overdose de temporadas, ele passa por uma cirurgia mal sucedida, executada pelo Dr. House, e descobre que terá apenas 6 meses de vida e não poderá assistir ao final da última temporada de sua série favorita, Lost. Ele vende a sua alma e interage com personagens de Heroes, 24 horas, Friends, entre outras, atrás de seu objetivo.

Quem quiser, pode comprar o ingresso no site do grupo www.de4naipes.com.br

A peça está em cartaz no Teatro Bibi Ferreira, Av. Brig. Luiz Antônio, 931 - Bela Vista, São Paulo. Horários: sexta 21:30, sábado 21:00 e domingo as 19:00.

Saiba como participar do sorteio

    Atenção! A promoção só é válida para os leitores de São Paulo (ou quem puder se deslocar, por conta própria, até lá).

    - Para participar, basta deixar um comentário neste post com nome completo e e-mail para contato.

    - O sorteio será realizado na quinta-feira e em seguida o resultado será divulgado aqui no blog.

    - Cada sorteado receberá um par de convites, válidos para os dias 01, 02 e 03 de maio, que devem ser retirados na bilheteria do teatro.

    - O sorteado poderá escolher em qual dos 3 dias prefere assitir ao espetáculo.

    - A peça está em cartaz no Teatro Bibi Ferreira, Av. Brig. Luiz Antônio, 931 - Bela Vista, São Paulo. Sexta 21:30, Sábado 21:00 e domingo as 19:00.

    - É uma inscrição/e-mail por pessoa. Na hora, serão pedidos documentos. Portanto, nada de se inscrever com mais de um e-mail. 

    Pedimos para que não enviem outros comentários para este post. Ele é só para quem quiser se inscrever no sorteio. ;)

Entrevistas e bastidores da festa do 100º episódio

Via Lost Spoilers, alguns vídeos sobre a comemoração do 100º episódio da série. São entrevistas com Josh Holloway, Daniel Dae Kim e Evangeline Lilly, além dos bastidores da festa.


5ª temporada terá box especial de DVD nos EUA

Com lançamento previsto para o dia 8 de dezembro nos EUA, o DVD da 5ª temporada já está em pré-venda em alguns sites americanos com preço sugerido de US$60. Até aí nada de mais, porém de ontem para hoje, a Amazon colocou mais uma pré-venda do DVD relacionado a essa temporada. O título? Lost - The Complete 5th Season: Dharma Initiation Kit (Lost - 5ª temporada: Kit de Iniciação Dharma). Não há detalhes por enquanto, mas esse box que tem outro preço (US$84!), promete trazer material extra que não estará presente na versão convencional da caixa.

Leia mais...

    Com isso em mente e considerando que estamos vendo um monte de história envolvendo a Dharma, especulo que esse box explore mais a fundo com pequenos documentários quem sabe, a história da Iniciativa Dharma desde sua fundação pelos DeGroots até sua extinção na ilha ocorrida em 1992, o que convenhamos, daria um belíssimo material.

    Vale lembrar que nos últimos dois anos, o Brasil sempre viu o lançamento do DVD chegando mais cedo (início de setembro) às lojas em relação ao mercado americano. Até então, o box lançado por aqui trazia exatamente o mesmo material apresentado na versão americana, mas como dessa vez a ABC/Touchstone promete dar duas opções aos fãs americanos, nos resta torcer para que a filial da distribuidora no Brasil faça o mesmo. Preparem os bolsos e cruzem os dedos desde já!

    Com informações do Tv Shows on DVD

Matéria da AP sobre o 100º episódio de Lost

Matéria da Associated Press assinada por Lynn Elber, fala sobre o marco do 100º episódio que como você já sabe, será atingido amanhã com “The Variable” e traz trechos de uma conversa com os produtores Damon Lindelof e Carlton Cuse além do ator Henry Ian Cusick.

Leia mais...

    Lost chega à marca de seu 100º episódio nessa quarta-feira, uma conquista que seus produtores consideram surreal devido às viradas na trama.

    O produtor executivo Damon Lindelof, um dos criadores da série, lembra do encontro que teve com executivos da ABC quatro anos atrás para discutir a ideia de sobreviventes de um acidente aéreo presos numa ilha cheia de mistérios e perigos.

    [Àquela altura] Eles foram perguntados onde a saga da série estaria, digamos no episódio74.

    “Eu disse, ‘provavelmente não passaremos do episódio 13. Vamos ser bem honestos com relação a isso logo de cara”, Lindelof lembra ter dito. “Se eu viajasse de volta no tempo para dizer a mim mesmo que depois daquele encontro iríamos fazer 100 episódios e ainda ter mais uma temporada além dessa, eu teria rido de mim mesmo.”

    Os fãs vão apreciar a noção de saltar no tempo, já que a atual temporada revelou exatamente isso. Lost colocou grandes personagens em outras décadas, deixando-os – e o público também – numa tentativa fervorosa de manter os eventos claros e o destino final à vista.

    “Sempre foi parte do grande plano que os elementos da viagem no tempo na série se tornariam mais explícitos”, disse o produtor executivo Carlton Cuse. Ele lembra de um episódio lá atrás no qual Sayid (Naveen Andrews) está mexendo numa rádio e escuta uma música da década de 40 (Moonlight Serenade).

    “Aquilo era um sinal que plantamos bem cedo... Que essa ilha não está no mesmo lugar e tempo que o mundo real. Sabíamos que na quinta temporada iríamos posicionar isso na trama e que a série se tornaria algo mais de gênero, e estávamos confortáveis com isso”, disse Cuse.

    “Sempre sentimos que teríamos que fazer escolhas marcantes”, disse ele e o público respondeu.

    No episódio dessa quarta-feira chamado “The Variable”, o público vai ganhar novas peças para montar o quebra-cabeça.

    “Não estamos prometendo nada explosivamente pirotécnico”, falou Lindelof. Mas, o episódio realmente serve como o que ele chama “peça de companhia” para outro episódio memorável da temporada passada, o “The Constant”, no qual Desmond (Henry Ian Cusick) encarou severos efeitos colaterais causados por uma turbulência.

    “Essa temporada realmente tem sido sobre as regras de viagem no tempo como explicadas por Daniel Faraday”, disse Lindelof fazendo referência ao físico interpretado por Jeremy Davies. “Nós nunca fizemos um flashback para Faraday, portanto ele é muito misterioso. Alguns desses mistérios serão respondidos nesse episódio.”

    O público também vai ver Desmond, que foi ferido no episódio “Dead is Dead” ao defender sua amada Penny (Sonya Walger) do vinagativo Ben (Michael Emerson).

    “Vamos descobrir se é fatal”, disse Cusick, num tom cuidadosamente neutro. O elenco de Lost é treinado para evitar entragar segredos, mas ele reconhece que a predileção da série para matar personagens realmente tem um efeito negativo.

    “Toda temporada eu fico, ‘Estou aqui ou não? Devo fazer minhas malas?’” disse Cusick. “Desde o momento em que Penny e eu nos reunimos, senti que a história do Desmond poderia estar facilmente encerrada... Ele encontrou o que queria.”

    Mas então Cusick sugere que pode ter mais coisa por vir. Desmond ainda tem que confrontar a culpa de ter deixado outros para trás na ilha, Cusick disse, e talvez ele esteja dentre aqueles que precisam voltar como parte de um grande acerto de contas.

    Ou não. O ator não admite nada.

    O mesmo fazem Lindelof e Cuse, à medida em que o final de temporada no dia 13 de maio se aproxima. Mas, haverá respostas algum dia, eles prometem.

    Lost vai chegar ao fim depois de mais uma temporada, uma decisão que permitiu aos produtores planejarem cuidadosamente o final. De acordo com Lindelof, vai ser um final “muito bom e enormemente satisfatório.”

    *-*-*

    Amém!

27/04/2009

Fotos Promocionais do final da 5ª temporada

The Incident, o aguardadíssimo final da 5ª temporada de Lost só vai ao ar no dia 13 de maio, mas a ABC já liberou algumas fotos promocionais do episódio duplo. Se quiser ter uma ideia do que te aguarda clique no link, mas tenha ciência de que algumas imagens contém spoilers.

Veja as fotos

    Hum... Quer dizer então que aparentemente veremos um novo flashback do Jack que inclui seu pai, Christian Shepherd? À essa altura, é fato que a cena deve ter algum significado muito forte para o que acontecerá com Jack na ilha, mas a imagem que mais chamou minha atenção aqui, foi a última do Jack pegando/entregando uma barra de chocolate Apollo a alguém. Pode ser exagero meu, mas acredito que a tal pessoa com quem Jack interage nessa cena é ninguém mais ninguém menos do que Jacob!

    Para ver mais fotos, visite o Lost Spoilers, e se quiser ver a pequena sinopse de "The Incident" + elenco de atores convidados para esse episódio clique aqui.

Dudecast 32ª Edição

Para esquentar a espera do 100º episódio da série, The Variable, que vai ao ar nessa quarta-feira dia 29 de abril nos EUA, está no ar mais um Dudecast. Nessa edição fizemos uma grande retrospectiva do que vimos ao longo desses 99 episódios e destacamos os episódios mais marcantes; as maiores surpresas na trama; os personagens mais fascinantes; as melhores frases; os mistérios mais comentados; a melhor abertura e o melhor encerramento de temporada e até os escorregões que ocorreram na trama ao longo desse percurso. Baixe, ouça e não deixe de dividir conosco sua opinião.

Para baixar clique AQUI

(Clique direto ou com o botão direito do mouse escolha as opções 'Salvar como' ou 'Salvar Link como')

Quer participar do próximo dudecast por viva voz também? É fácil. Basta gravar em formato mp3 seu comentário, teoria ou opinião sobre o episódio da semana (e somente sobre ele ou algum aspecto relacionado a ele) em no máximo 1 minuto e mandar para nós no dudecastlost@gmail.com até as 22h de sexta-feira. Os melhores farão parte do Dudecast #33

Também estamos no
Clique e siga-nos também por lá.

26/04/2009

Entrevista da Lostpedia com os Produtores de Lost (Pt 1)

Damon Lindelof e Carlton Cuse, produtores executivos de Lost, deram um entrevista à Lostpedia na semana passada falando sobre o que eles aprendem com os sites de fãs; se alguma teoria já chegou perto de desvendar algum grande mistério da série e qual era o objetivo do ARG interrompido antes da estreia da 5ª temporada. Imperdível para quem sempre gosta de saber o que os caras tem a dizer.

Leia mais...

    Vocês já usaram os sites de fãs para ver como eles interpretam as respostas da série?

    Carlton Cuse: Temos um grupo de pessoas no nosso escritório cujo trabalho é meio que fazer isso... Eles leem os fóruns dos sites de fãs depois de cada episódio, e então passam para mim e para o Damon o que as pessoas estão comentando sobre o episódio. Isso é bom para nós, porque como ainda estamos ocupados fazendo a série não temos tempo de pesquisar todos os sites e isso também nos dá uma ideia de quais perguntas estão mais quentes, quais interpretações as pessoas estão fazendo baseadas no que viram, e se elas já tem alguma ideia sobre algo. Por exemplo já estávamos cientes de que muitos dos fãs mais hardcore já haviam concluído que Pierre Chang era o pai de Miles. Uma das questões que mais tem sido debatidas nos sites de fãs é “Por que Sun não foi para o passado com Jack, Kate, Hurley e Sayid?” Nós meio que ficamos cientes do que as pessoas estão discutindo e isso é últil para nós como feedback.

    Vocês já viram alguma teoria que chegou perto de solucionar algum grande mistério? Como o do monstro de fumaça ou Jacob, por exemplo?

    Damon Lindelof: A resposta para isso é não. Por exemplo, havia uma teoria bem popular na época em que o Eko morreu de que a função do monstro era julgar. Ele basicamente pegava suas memórias e processava sua vida decidindo se você merecia viver ou não, e isso certamente, meio que é uma das funções dele mesmo. Nós lidamos mais com isso especificamente agora na série, mas o público simplesmente não sabe o bastante para poder teorizar consistentemente sobre qual será o caminho final para onde estamos indo. Vocês saberão de muita coisa no final da 5ª temporada, provavelmente muito mais para começar a ter um melhor sentido de como será o ato final da série, mas tivemos que segurar muito disso para que as pessoas não chegassem à conclusões muito cedo ou que todas as respostas viessem na penúltima temporada. Considerando com que os fãs tem que lidar, eles provaram ser incrivelmente inteligentes, mas há algumas pistas que ainda não apresentamos e que são realmente indispensáveis para descobrir qual é a grande resposta da série, portanto não havia como alguém adivinhar ou antecipar as coisas.

    Antes de um episódio ir a oar vocês normalmente tem uma ideia geral de qual será a reação do público? Ou vocês já se surpreenderam com uma alguma reação?

    Carlton: Ah sim, eu diria que quase sempre sim, mas também posso dizer que algumas vezes, episódios que eu e Damon consideramos nossos favoritos não são necessariamente os mesmos que os fãs gostam, mas as diferenças são poucas. Nós trabalhamos nessas coisas realmente intensamente, e alguns deles nós amamos mais que outros, mas sabe, algumas vezes um episódio que julgamos ser apenas ok os fãs abraçam e vice-versa. Portanto, há algumas leves diferenças entre a nossa percepção e a do público, mas nos maiores aspectos há muita opinião em comum. Por exemplo, nós já havíamos decidido cortar Nikki e Paulo antes do público ter visto os episódios em que eles apareciam. Portanto a reação negativa do público a eles meio que reafirmou que havíamos tomada a decisão certa.

    Falando de Nikki e Paulo… Você sempre brincam sobre uma 7ª temporada com zumbis. Será que veremos um episódio especial sobre isso nos extras do DVD da 6ª temporada?

    Damon: Essa é uma pergunta e tanto! Nunca se sabe.

    Falando de outra questão ligada à série, especificamente do ARG do Projeto Dharma. Muitos fãs querem saber qual seria a grande revelação daquilo, já que o jogo foi interrompido antes do fim? O Lost Experience foi sobre os números e o Find 815 sobre os falsos destroços do Oceanic 815, mas sobre o que seria o Projeto Dharma?

    Damon: Essencialmente a ideia era sinalizar ao público que nossos personagens: Jack, Kate, Sawyer, Hurley, Juliet, Sayid, Miles e Faraday iriam parar nos tempos da Dharma. Portanto isso seria o que gostaríamos de apontar no ARG. Acho que algumas pessoas acreditam ter ouvido Faraday no vídeo exibido na Comic Con. Esses eventos são parcialmente canônicos, mas são mais promocionais do que canônicos. A intenção mesmo era dar ao público um sneak peek do que a temporada trataria.

    Mostrar o que viria pela frente basicamente?

    Damon: Certo, e claramente nossos personagens chegaram aos tempos da Dharma no oitavo episódio, LaFleur, portanto iríamos passar quase metade da temporada naquele período, mas não começaríamos a contar essa história antes que sete episódios fossem exibidos, mas o ponto é que aquele ARG estava basicamente preparando o público para essas histórias.


Tão logo seja publicada a parte 2 da entrevista traduzirei e postarei por aqui ;)

25/04/2009

3 Sneak peeks do episódio 5x14 "The Variable" + Novo promo legendado

Via Lost Spoilers, três sneak peeks do episódio 5x14 "The Variable" e um promo.

**Atualização: novo promo**


Veja os vídeos e as transcrições...

    Sneak 1


    Sneak 1

    Faraday: Dr. Chang?! Dr. Chang?! Você tem um Segundo, Sr?
    Chang: Acho que sim.
    Faraday: Acabei de chegar no submarino com o time da Cisne. Nós nos conhecemos três anos atrás, sou Daniel Faraday.
    Chang: Sim, sim. Você veio com o LaFleur, eu me lembro.
    Faraday: Certo.
    Chang: O que posso fazer por você?
    Faraday: Eu preciso que você ordene a evacuação de todos os homens, mulheres e crianças nessa ilha.
    Chang: E por que eu faria isso?
    Faraday: Porque aquele homem está numa maca como consequência da atividade eletromagnética que sua escavação liberou aqui embaixo.
    Chang: Que agora está controlada.
    Faraday: Está controlada aqui, mas dentro de 6 horas a mesma coisa vai acontecer no local da estação Cisne, só que a energia lá é 30000 vezes mais forte, senhor. E o acidente será catastrófico.
    Chang: Isso é totalmente absurdo. O que qualificaria você a fazer esse tipo de previsão?
    Faraday: Eu sou do futuro.



    Sneak 2

    Faraday: Jack!
    Jack: Faraday!
    Faraday: Como você voltou para cá. Como fez? Como voltou para a ilha?
    Jack: Onde você esteve?
    Faraday: Estava em Ann Arbor fazendo pesquisas. O que importa agora é saber como você voltou para cá. Para 1977.
    Jack: O que está acontecendo?
    Miles: Não me pergunte, eu apenas carreguei a bagagem dele.
    Faraday: Jack, como?
    Jack: Estávamos num avião.
    Faraday: Quem disse para você pegar o avião?
    Jack: Na verdade Dan, foi sua mãe.
    Faraday: E como ela te convenceu, Jack? Ela disse que era o seu destino?
    Jack: Sim, foi exatamente isso que ela disse.
    Faraday: Bem, tenho más notícias para você Jack. Você não pertence aqui. Ela estava errada!



    Sneak 3

    Sawyer: Você me avisou no momento em que esses yahoos chegaram aqui. Eu deveria ter ouvido você. Pode falar que me avisou.
    Juliet: Talvez quando chegarmos à praia.
    Sawyer: Hey. Você ainda me dá cobertura?
    Juliet: Você ainda me cobre?

Sinopse da tv inglesa para o e. 5x14 "The Variable"

A rede inglesa Sky One que exibe Lost por lá, liberou através do What's on TV, a sinopse de "The Variable". Como há detalhes 'spoilerentos', só clique se quiser saber

Leia mais...

    No 100º episódio de Lost, o retorno de Daniel Faraday ameaça expor a mentira dos losties para a Dharma provocando uma divisão em sua hierarquia com repercussões violentas para alguns.

    Mais será revelado sobre o passado de Daniel, incluindo como ele descobriu que Desmond seria sua constante e como a 'variável' vai afetar a misteriosa escotilha onde os losties encontraram Desmond pela primeira vez.

    Também teremos revelações sobre a mãe de Daniel, Eloise Hawking, e seu relacionamento com Charles Widmore será esclarecido.

    *-*-*

    À essa altura era óbvio que ninguém duvidava que esse tem tudo para ser o episódio mais importante da temporada (ou pelo menos o mais revelador) até aqui, mas essa de que vamos ver como a tal variável afeta eventos futuros, é sem dúvida a que me deixa mais curioso. Chega logo quarta-feira!

Entrevista com Elizabeth "Juliet" Mitchell



Elizabeth Mitchell esteve no programa do Jimmy Kimmel (fã mais que declarado de Lost) onde falou sobre o relacionamento de Juliet com Sawyer e como ela considerava que um envolvimento dos dois nunca daria certo já que julgava não existir a menor química entre os personagens... Depois disso ela falou sobre o medo que os atores tem de receberem um roteiro e descobrirem que morrem em determinado episódio. O que mais ela falou? Bom, como tem um leve spoiler, coloco logo abaixo do link ;)

Leia a parte com spoiler

    Kimmel perguntou à atriz se seu envolvimento com o piloto de “V: A Batalha Final” significaria algum risco para sua continuidade em Lost e ela disse que não porque já havia acabado de gravar o piloto paralelamente aos episódios da 5ª temporada de Lost. “Você estará viva no final da temporada?” perguntou Kimmel. “Bem, eu não morro por causa de alguma doença ou algo assim”, repondeu Mitchell complementando o final da temporada é um mistério para muitos dos atores e que ela não sabe de nada.


E para finalizar, Kimmel brincou dizendo que os produtores da série uma vez disseram que se ele quisesse saber o final da série, eles escreveriam num papel e colocariam dentro de um envelope para que ele abrisse quando quisesse, mas que isso acabaria se tornando uma tortura psicológica para ele, o que o fez recusar a oferta :p

24/04/2009

Sinopse do ep 5x16/17 “The Incident” (final da 5ª temporada)

Por enquanto só aquela sinopse breve + lista de atores convidados que dá uma ideia do que o final da temporada vai tratar, mas para quem abomina qualquer tipo de spoiler fica o aviso.

Leia mais...

    Via Lost Spoilers, foi divulgada antecipadamente a sinopse de “The Incident”, aguardado final da penúltima temporada de Lost.

    Sem perder tempo, vamos a ela e em seguida à lista de atores convidados que sempre aponta algumas surpresas.

    A Sinopse

    Jack quer colocar as coisas no lugar na ilha, mas encontra forte resistência daqueles próximos a ele. Enquanto isso Locke dá uma tarefa difícil a Ben.

    The Incident” foi escrito pelos produtores de Lost, Damon Lindelof e Carlton Cuse e dirigido por Jack Bender

    Atores convidados

    L. Scott Caldwell como Rose, Sam Anderson como Bernard, John Terry como Christian Shephard, Nestor Carbonell como Richard Alpert, Jeff Fahey como Frank Lapidus, Francois Chau como Dr. Pierre Chang, Patrick Fischler como Phil, Eric Lange como Radzinsky, Zuleikha Robinson como Ilana, Brad William Henke como Bram, Jon Gries como Roger Linus, Alice Evans como jovem Eloise Hawking, Andrea Gabriel como Noor “Nadia” Abed Jaseem, Kevin Chapman como Mitch, Mark Pellegrino como homem #1, Titus Welliver como homem #2, Emily Rae Argenti como jovem Kate, Tanner Maguire como jovem Tom (namoradinho de Kate na juventude), George Gerdes como Sr. Springer. Agnes Kwak como Tia Soo, Amy Stewart como mãe, Rylee Fansler como jovem Juliet, Savannah Lathem como jovem Rachel (irmã de Juliet), William Makozak como Captão Bird, Daniel James Kunkel como anestesista, Sonya Masinovsky como enfermeira russa, Keegan Boos como jovem Sawyer, Colby French como Tio Doug, John Pete como chefe da prisão, Michael Trisler como padre, Sally Davis como mulher, Adam Bazzi como motorista de taxi

    Para ver o rosto de alguns dos atores mencionados nessa lista visite o fórum SpoilerTv. É necessário ser cadastrado para acessar.

    Bom, vamos por partes aqui. Primeiro a volta de Rose e Bernard que certamente deve trazer a explicação de onde/quando eles estiveram esse tempo todo. Depois tem essa nova aparição do Christian que pode ser um indício de que o veremos falando com Jack (em nome de Jacob, talvez?). Na sequência surgem os nomes de vários personagens da Dharma nos anos 70, o que indica que a inevitável sincronia de tempo dos losties só deve acontecer mesmo no fim do episódio. Aí vem os nomes de Ilana e Bram e com eles a expectativa de vermos revelado o objetivo da missão deles na ilha (isso, claro, se não for revelado antes). Em seguida temos mais da jovem Eloise Hawking, uma aparição de Nadia (certamente num flashback), e dois personagens misteriosos não identificados (um deles certamente o Jacob, mas e o outro?). E para finalizar, veremos versões jovens de Sawyer, Kate e Juliet. Por que? Baseado em outros spoilers envolvendo Jacob, eu chutaria que veremos o trio sendo visitado pelo todo poderoso da ilha em seus respectivos passados, mas com que propósito? Só mesmo assistindo para descobrir.

    Ufa! Só de pensar na quantidade de informação que teremos no encerramento da temporada já dá para perder o fôlego, né não? Por isso vá se preparando desde já, porque não tenho a menor dúvida que vem aí o melhor final de temporada da série. Alguém duvida?