29/02/2008

Ep. 4x05 - Easter Eggs, curiosidades, repercussão...

Seguindo a tradição, vale o aviso de que esse post só deve ser lido se você já assistiu o episódio The Constant, o 5º dessa temporada. Se já o fez, não esqueça de deixar seu comentário neste post e siga a leitura tranquilamente e nos ajude a acrescentar o que eventualmente ficou de fora.

Easter Eggs e Curiosidades




1. Inicío do episódio e vimos que Frank Lapidus pilotava o helicóptero na direção norte coordenada 305. Dois fatos interessantes e curiosos disso. (1) No final da 2ª temporada Ben mandara Michael seguir a coordenada 325. Seria a indicação de que existe mais de uma janela de saída para a Ilha? (2) Dica do leitor Brian à colunista Kristin dos Santos do E! online. Lembra que havia uma inscrição no cajado de Eko que dizia, "Erga seus olhos para o norte - João 3:05"? Pura coincidência?



2. No flashback de 1996 Daniel Farady diz que ele irá libertar / separar a ratinha Eloise do tempo. Essa passagem é um referência à situação de Billy Pilgrim, também viajante do tempo e protagonista do livro "Matadouro 5" (Slaughterhouse Five) de Kurt Vonnegut. Sim, mais uma prova da inspiração literária no universo de Lost.



3. Não, essa não é a Ms. Hawking como algumas pessoas disseram. Apenas uma senhora parecida com ela ;)




4. Durante a sequência do leilão descobrirmos mais detalhes sobre o navio Black Rock incluindo o fato de que ele iniciara sua viagem em Portsmouth, Inglaterra em 1845. E se vimos que Charles Widmore acabou adquirindo o diário do Black Rock em 1996, é certo relacionar o fato aos eventos mostrados no ARG Find 815, o que aumenta ainda mais minha suspeita (e a de muita gente, é claro) de que Widmore está intimamente ligado à equipe do cargueiro, afinal, quem mais daria a ordem para que nenhuma ligação de Penny fosse atendida como disse Minkowski?

Aquela sequência trouxe também mais um pequeno mistério: Quem era o Tovard Hanso mencionado no leilão? E mais, que grau de parentesco ele tinha com Magnus Hanso, avô do fundandor da Fundação Hanso, Alvar Hanso?

5. Quando Charles e Desmond saiam da sala de leilões, ocorria o anúncio do lote de uma coleção dos livros de Charles Dickens. Pois é, lembra que esse parece ser o autor preferido do 'brotha'? Ele inclusive estava guardando uma edição de "Our Mutual Friend" para ser lida em um momento especial. Ainda sobre Charles Dickens aliás, vale mencionar que sua cidade natal era exatamente Portsmouth, o local de saída do navio Black Rock.



6. E essa porta aberta, hein? Quem será o misterioso "amigo" no cargueiro que facilitou a breve fuga de Desmond, Sayid e Minkowski? O espião de Ben ou apenas uma ajudinha de Frank Lapidus?






7. "Se alguma coisa de errado acontecer, Desmond é minha constante." A mensagem do diário de Faraday indicaria que ele também é um viajante do tempo? E as outras anotações de seu diário, será que trazem alguma mensagem decifrável por físicos? Alguém se arrisca?




8. Sobre os bad numbers. Antes que alguém diga que ficar identificando-os no episódio é besteira e bla blas do tipo, eu digo que isso é uma simples brincadeira onde somos convidados a prestar atenção em cada frame. Dito isso, você reparou que: (a) Durante sua 'viagem' a 1996, Desmond tinha que dizer a Daniel Faraday que o ajuste da máquina tinha que ser 2.342 ? (b) O lote do quadro do navio Black Rock era o 2342 e que os lances começavam em 150.000 libras? (c) O endereço de Penny era o 423 em Cheyne Walk e que a soma dos números do telefone de Penny (7964-893) davam 46, que é o dobro de 23?

Repercutindo o episódio

Preso em flashes do passado e presente, presenciamos a incrível jornada [de Desmond] para reencontrar o equilíbrio da confusa equação que sua vida virou. E é claro que a constante que (novamente) o salvou foi Penelope Widmore, numa cena que certamente já é um dos momentos mais emocionantes de toda a série."

Bruno Carvalho (Ligado em Série)

"Está mais do que comprovado que os "Darlton" recuperaram a mão. Só na primeira temporada eles haviam escrito episódios tão bons quanto os dois que já escreveram nessa quarta. Um episódio de fazer cair o queixo, primeiro por mostrar finalmente exatamente como a ilha está isolada do mundo por alguma espécie de distanciamento temporal, e apenas umas poucas brechas dão acesso ao mundo exterior (os Others sabiam onde elas estavam, e aparentemente o Faraday também)."

Rafael Savastano (Comunidade Lost Brasil - Orkut)

"A minha interpretação para o que foi mostrado é a seguinte: A consciência de Desmond no presente da Ilha foi trocada pela consciência do passado dele. Então, essa mente [do Desmond] de 1996 ficou viajando para trás e para frente ao longo de todo o episódio enquanto a consciência do presente permaneceu ausente até o final do episódio."

Jeff Jensen (Entertainment Weekly)

"Me desculpem, mas parece 100% óbvio que depois desse episódio a história de amor imbatível e inegável em Lost não é daquele polígono que muitos de vocês (e por "vocês" eu quero dizer "Eu") se tornaram obcecados por tanto tempo, mas sim Desmond e Penny. Denny, Pesmond, ou seja lá do que você quiserem ser chamados, vocês nos mantém na "constante" e completam essa série."

Kristin dos Santos (E! Online)

"Um episódio enlouquecedor. E essa é razão que explica porque os fãs mais hardcore amam Lost. Quando Sayid, Frank e Desmond estão voando para o cargueiro no helicóptero, Desmond subitamente 'acorda' no exército em 1996. E justo quando ele começa a se convencer que a viagem no helicóptero foi um pesadelo, sua consciência volta para 2004... mas aquele Desmond não tem mais nenhuma memória do que aconteceu depois de 1996. Ao longo do episódio, Desmond tenta reconciliar seus dois mundos e encontrar um jeito de parar com suas viagens no tempo e a chave para isso está em encontrar sua constante, algo que seja parte dos dois mundos e signifique muito para ele: Penny."

Nikki Stafford (Wizard Universe)

"O [ponto] de Desmond [que traria luz e estabilidade] atende pelo nome de Penelope Widmore; e, numa das cenas mais impactantes da história de "Lost", o "eu te amo" dito ao mesmo tempo pelos dois poderia passar por um escorregão na pieguice mas na verdade faz todo o sentido. Após Desmond experimentar tortuosas modalidades de déjà vus, em frases que começavam e terminavam em épocas diferentes, a harmonia de palavras entre ele e sua amada é mais do que a buscada e mencionada interseção entre o ontem e o hoje: é a paz que ele buscava desde o momento em que, hesitante, cedeu aos caprichos do destino e se afastou de seu amor."

Carlos Alexandre Monteiro (Lost in Lost)

"...com uma montagem excepcionalmente fluida, o episódio usa e abusa do raccord como instrumento de elipse - e os diálogos são memoráveis em sua maioria ("Vou ligar para minha maldita constante!")... Mas tudo isso empalidece diante da força dramática do episódio - e esta foi a primeira vez que me lembro de ter chorado assistindo a Lost. E, sim, chorei copiosamente nos minutos finais. Nunca tive tanto orgulho de ser fã de Lost."

Pablo Villaça (Cinema em Cena)

Por Davi Garcia

Press Release do episódio 4x08 "Meet Kevin Johnson"

Foi liberado pela ABC o release oficial do aguardadíssimo Meet Kevin Johnson, o 8º episódio da 4ª temporada que será exibido no dia 20 de março nos EUA. Se não quiser saber nada sobre ele por antecipação fuja deste post pois há spoilers ;)


Ainda aqui? Ok, então você já sabe que é nesse episódio que deveremos ver o retorno de Michael à série e também uma misteriosa aparição da falecida Libby, né? Mas que outras surpresas esse episódio nos reserva? Leia a breve sinopse e comece a exercitar sua capacidade de especular.

"Meet Kevin Johnson" - Sayid confronta o espião de Ben no cargueiro e Ben implora à sua filha Alex que fuja da vila entào domindada por Locke para sobreviver a um ataque iminente.

Atores convidados para esse episódio: Cynthia Watros como Libby, M.C. Gainey como Mr. Friendly/Tom, Mira Furlan como Danielle Rousseau, Tania Raymonde como Alex, Blake Bashoff como Karl, Marsha Thomason como Naomi Dorrit, Ken Leung como Miles Straume, Jeff Fahey como Frank Lapidus, Kevin Durand como Keamy, Anthony Azizi como Omar, Fisher Stevens como George Minkowski, Grant Bowler como Captain Gault, Jill Kuramoto como a oficial de âncora, Galyn Gorg como uma enfermeira, Starletta DuPois como a mãe, William P. Ogilivie como Gus, Francesco Simone como Arturo e James Locke como um mecânico.

"Meet Kevin Johnson" foi escrito por Elizabeth Sarnoff & Brian K. Vaughan e dirigido por Stephen Williams.

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Sayid confronta o espião de Ben no cargueiro... Hum, agora parece que ficou óbvio que o tal espião de Ben é na verdade o Michael, né? Se isso for confirmado, resta saber como ele conseguiu ficar escondido ou camuflado dentro do barco esse tempo todo. E dando uma olhada na lista de convidados quer dizer então que além de Libby veremos Minkowski e mais outros dois defuntos (Tom e Naomi) reaparecendo neste episódio? E qual seria o contexto dessas aparições, alguém se arrisca a dizer? Sobre a Libby eu reafirmo meu palpite dizendo que devemos descobrir que a loira tem um passado que a liga intimamente à equipe do cargueiro e sobretudo quem está por trás deles (Charles Widmore, alguém?). Já sobre o Tom, só digo que é bom lembrar o que dizia esse relato de uma gravação que postamos ainda em 2007. Mas e a Naomi? Bom, como acredito que parte deste episódio mostrará o início da expedição do cargueiro rumo à Ilha, nada mais justo que esperar que ela apareça não é mesmo? Ok, agora passo a bola para você. Quais são seus palpites para Meet Kevin Johnson?

Por Davi Garcia

Sneak Peeks do Episódio 4x06: "The Other Woman"








Fonte: Lost Spoilers
Tradução por Fernanda Reple
Sincronia: TV TrailerZ

Produtor fala sobre o que veremos e o que não deveremos ver na 4ª temporada

Em um artigo bem interessante sobre o impacto que a prolongada greve do roteiristas trouxe à continuidade da produção das séries na atual temporada, Damon Lindelof (produtor executivo de Lost) revelou ao USA Today o que será mostrado na 4ª temporada e o que ficará para depois.

"O arco fundamental os mistérios que serão respondidos na 4ª temporada foram indicados no final da 3ª temporada. A questão básica é como Jack e Kate saíram da Ilha, quem mais fez o mesmo, o que aconteceu com as pessoas que não saíram e por que Jack quer voltar à Ilha. Nós estamos devendo todas essas respostas para a 4ª temporada. Há mais coisas que gostaríamos de explorar nessa temporada, como por exemplo mais sobre as histórias pregressas do pessoal do cargueiro (Daniel Faraday, Charlotte, Lapidus, Miles...), mas [por causa da greve] tivemos que adiá-las para episódios futuros (leia-se na 5ª e 6ª temporada).

Por Davi Garcia

Podcast Oficial de 29/02/2008

No mais recente podcast oficial da série, a sempre divertida dupla de produtores Damon Lindelof e Carlton Cuse (também conhecidos como 'Darlton') fala sobre o (novo?) conceito de viagem no tempo apresentado no episódio The Constant (4x05), dá uma dica sobre o que veremos em The Other Woman (ep. 4x06 centrado em Juliet) e ainda responde algumas dúvidas dos fãs sobre os acontecimentos de Eggtown (4x04). Confiram os principais destaques:

  • Sobre os 3 episódios que ficarão de fora dessa 4ª temporada (que teria 16 mas será concluída com 13), Carlton Cuse confirmou mais uma vez que eles serão incluídos na 5ª e/ou 6ª temporada.
  • Falando sobre o conceito de 'consciência viajante' (fenômeno ocorrido com Desmond no episódio The Constant), Cuse disse que a elaboração de tudo o que foi mostrado foi mais difícil do que montar um complexo quebra-cabeças, afinal como frisou Lindelof, eles são absolutamente contrários à situações paradoxais na trama, o que claro, demandava bastante cuidado quando decidiram mostrar uma 'troca' de consciência entre o Desmond de 1996 e o de 2004.
  • Ainda sobre a questão do paradoxo, Lindelof reafirmou que nada que os personagens façam no passado ou no futuro alterará o presente, corroborando com outras palavras aquilo que Ms. Hawking afirmara ao Desmond em Flashes Before Your Eyes sobre o destino, lembram? Além disso, tal como fizera em uma entrevista recente à EW ele voltou a dizer que não veremos situações paradoxais como as da série Heroes...
  • Há futuros ou universos paralelos na trama? Segundo Carlton Cuse não é intenção da série explorar esse caminho.
  • Penny sabia que teria que procurar por Desmond em 2004 depois de tê-lo encontrado em 1996? Lindelof recorre ao que foi mostrado no episódio 3x08 (Flashes Before Your Eyes) e diz que devemos lembrar do que Ms. Hawking disse sobre o destino, dizendo que não importa o que façamos ou digamos, o destino sempre encontra um caminho ou uma forma de se concretizar.
  • Falando sobre o que The Other Woman, 6º episódio da 4ª temporada abordará, Darlton revela que descobriremos se Juliet também saiu da Ilha ou não.
  • Já sobre os 6 da Oceanic, eles disseram que no final do episódio 7 teremos certeza de quem completa a lista.
Perguntas / dúvidas dos fãs:
  • Onde estão os Outros? Lindelof disse que nos episódios 4x06 e no 4x08 teremos uma boa idéia de onde eles estão. Além disso ele sugeriu que Richard Alpert deve reaparecer na história em breve.
  • E sobre as 2 supostas vítimas mencionadas na história contada por Jack no tribunal (visto em Eggtown), quem seriam elas? Carlton Cuse é enfático ao afirmar que isso não tem qualquer importância indicando que aquela história é mesmo uma grande mentira perpretada por Jack (e quem sabe pelos demais '6 da Oceanic').
  • O site de escavação visitado por Charlotte na Tunísia em Confirmed Dead tem algum significado mais forte? Lindelof não só confirma que aquele lugar guarda um forte significado para a trama como também afirma que há outros locais no planeta (vejam Ayers Rock como exemplo) que possuem uma estreita ligação com a Ilha.
  • Como é o processo de roteirização de um episódio? Lindelof disse que os 8 roteiristas da série se reúnem e discutem todas as cenas, falas e personagens que serão vistos no episódio e só então os 2 responsáveis pelo episódio em questão colocam tudo no papel.
  • Por que o nome Eggtown para o 4º episódio? Segundo Cuse o nome faz referência ao fato ao que Locke serviu a Ben e claro sobre a questão da fertilidade (ovo = óvulo) e a dúvida sobre a gravidez de Kate.
  • A cena entre Daniel e Charlotte no episódio 4 mostra que a Ilha provoca perda de memória ou que Daniel tem algum problema pregresso? Carlton Cuse confirma que os dois estavam fazendo um teste para ver se a Ilha afeta a memória e também diz que Daniel pode ter um problema anterior. (Creio que a indicação sobre esse 'problema' dada em The Constant seja clara, não?)
  • E sobre o vídeo da estação Orquídea? Depois de brincar com a pergunta se o objeto que vemos caindo durante aquele vídeo poderia ser a prótese do braço de Marvin Candle / Edgar Halowax, eles disseram que o conceito de experimentação com o espaço/tempo visto naquele vídeo voltará a ser visto em breve na série.
  • E para finalizar, Damon Lindelof volta a falar na 'zombie season' de Lost brincando que os fãs deviam começar a pensar sobre o que enviariam (como fizeram os fãs de Jericho) à ABC para convencer o canal a esticar a série :p
Ufa! Esqueci de alguma coisa?

Por Davi Garcia

Comentários do episódio 4x05 "The Constant"

A vida. Esse intricado e por vezes incompreensível emaranhado de acontecimentos, sensações, emoções e aprendizado que molda aquele(a) que fomos, quem somos e quem seremos. Será que por trás de tudo isso existe uma ordem pré-definida? Será que saímos de um encontro entre duas células destinados a chegar a um determinado ponto não importa o que aconteça ou há muito mais além da lógica física e das coincidências ou puro acaso? The Constant, o 5º episódio da 4ª temporada explora de forma muito sutil este tema lançando-nos por uma miríade de possibilidades e por tabela reinventa (ou no mínimo redefine) o conceito apresentado em Flashes Before Your Eyes - FByE (ep.3x08), o da viagem no tempo.

Mas afinal, o que foi que vimos nesse aparentemente complicado 5º episódio? Um passo arriscado demais mesmo para os padrões da série, ou um mais um golaço das mentes criativas que conduzem o espetáculo? Uma coisa é certa. The Constant foge totalmente do padrão estabelecido até aqui na temporada (assim como ocorrera com FByE na 3ª temporada) convidando-nos a experimentar com Desmond os efeitos colaterais decorrentes da exposição à uma das propriedades mais misteriosas e fonte de estudos da Dharma na Ilha, o eletromagnetismo. E se em FByE, vimos o 'brotha' revivendo o passado de forma consciente só para descobrir pelas palavras de Ms. Hawking que seu destino era chegar à Ilha para salvar a humanidade apertando um botão - o que o levou a abrir mão de seu amor por Penny - agora o vimos novamente revivendo seu passado, mas com o diferencial de ter adquirido a plena(?) capacidade de projetar sua consciência ainda que sob riscos de morrer se não encontrasse sua "Constante", o ponto de equilíbrio entre seu passado, presente e futuro. Sobre isso aliás, é interessante destacar que o encontro para lá de inusitado entre Desmond e Daniel Faraday no passado tem toda lógica por causa da representação que o personagem do físico traz sobre a natureza diferenciada da Ilha. E se o vimos revisitando sua anotação de diário dizendo que " Se alguma coisa acontecer de errado, Desmond Hume será minha constante" fica dada a dica de que ele também é um viajante do tempo, o que poderia inclusive explicar sua emoção ao ver aquele noticiário sobre os destroços do vôo 815, lembram?

The Constant sem dúvida arma uma engenhosa arapuca ao explorar o conceito de viagens no tempo (aqui no caso, a viagem da consciência e não a do corpo) e se para alguns esse 'pulo' soe forçado, vale destacar algo que sempre defendo como uma das maiores qualidades de Lost: sua contínua capacidade de criar um universo repleto de referências à primeira vista inspirados na mais pura ficção, mas que na verdade estão embasadas em conceitos absolutamente discutidos e teorizados pela comunidade acadêmica como você pode conferir neste post. E se esse tema lhe parece 'viajante' demais, apegue-se a outro aspecto do que o episódio propõe, o da necessidade de que não importa quando ou como, cada um de nós precisa encontrar sua constante na vida, algo que traga equilíbrio e seja seu porto seguro. E se na história de Desmond e de suas 'viagens', o acaso e o destino parecem caminhar lado a lado conspirando para separá-lo da mulher que ama, é sempre um vislumbre interessante (e por que não dizer emocionante) perceber que para ele, Penny representa muito mais que o amor de sua vida ou sua salvação, já que não importa o que lhe seja dito ou feito, seu destino final sempre será encontrá-la ontem, hoje e amanhã...

Esqueci de Minkowski e de suas palavras para Sayid e Desmond no navio? Ou do leilão do diário do Black Rock ganho por Charles Widmore? Claro que não, mas esses serão assuntos para o Dudecast que você ouvirá no sábado. Até lá não deixe de dividir conosco suas opiniões sobre The Constant e fique ligado no post com os easter eggs e curiosidades que pintará ao longo do dia de hoje.

Por Davi Garcia

Vídeos Promocionais do Episódio 4x06: "The Other Woman"






Thanks to Luanne for the promo and thanks to Kristina for the transcript
Tradução por Fernanda Reple
Sincronia: TV TrailerZ

28/02/2008

Colunista da EW fala sobre o conceito de The Constant e mais

Para ajudar a entender (ou tentar descomplicar) o nó na cabeça de muitos fãs, o colunista do Entertainment Weekly, Jeff Jensen destaca algumas coisas que devemos ter em mente antes e depois de assistir o The Constant além de considerar alguns dos mistérios relacionados à diferença de tempo e outros relacionados à série.

Para começar, Jensen simula uma conversa com um 'amigo imaginário' chamado Magic Eight Ball onde dá dicas valiosas.

De acordo com a experiência feita com o foguete por Daniel Faraday, há uma diferença de 31 minutos entre o tempo da Ilha e o do cargueiro. Contudo, já vimos o pessoal do cargueiro conversando pelo telefone via satélite com seu barco em tempo real. Muitos fãs querem saber: Isso é um erro de continuidade?

Magic Eight Ball: Não.

Como você explica isso?

MEB: Como se explica isso? Você terá que se esforçar aqui, 'Doc'.

Bem... Será que existem algumas frequências que não sejam afetadas pelas forças que provoquem a diferença de tempo?

MEB: Ding! Ding! Ding! Viu só? Esses mistérios de Lost nem são assim tão misteriosos! Tente outra. Que tal a diferença de tempo? Qual é a sua teoria sobre isso?

Ah, que ótimo. Vamos mostrar ao mundo o quão pouco eu sei sobre física. Ok. Claramente estamos lidando com a teoria geral da relatividade de Einstein aqui.

MEB: Ah, "claramente." Você não sabe sobre o que está falando, não é? Doc, você pelo menso tentou pensar nesses mistérios de uma forma mais simples? Vamos começar com a coisa mais interessante sobre a diferença de tempo e que não era a questão da diferença em si, mas a reação de Faraday à essa diferença. Lembra qual foi?

Me lembro que ele não estava exatamente feliz.

MEB: Se é assim que você quer caracterizar isso, tudo bem. Agora, o que isso pode sugerir?

Que ele obteve um resultado que não estava esperando?

MEB: Continue.

Que talvez a diferença de tempo não seja "constante", para usar o título do episódio 5. Como se o Faraday fizesse o experimento de novo e encontrasse um diferença ainda maior, menos ou mesmo inexistente.

MEB: Muito bem. Eu não vou te dizer qual dessas três possibilidades está correta. Mas... essas três apontam para uma idéia sobre a Ilha que todos os teóricos de Lost deveriam ter em mente. Você sabe o que é, 'Doc'?

Por que você está me ridicularizando? Não faça isso! Não o inventei como interlocutor para que você me sacaneie, Magic Eight Ball! Nós podemos simplesmente não repetir isso e então você nem mesmo existiria!

MEB: Então meu status atual é altamente... "instável"?

Espere um pouco. É isso que você está tentando me dizer? Que as leis da física estão em constante fluxo na Ilha?

MEB:
Como sempre você faz tudo ficar muito mais complexo do que precisa ser. Apenas guarde essa palavra: instabilidade.


E aí, caiu a ficha para você também? Bom, se isso não sinaliza nada veja o que as seguintes argumentações de 'Doc' Jensen oferecem:


A ESCOTILHA

Um bunker enterrado na floresta, conhecida como Cisne, e parte da Iniciativa Dharma, um projeto utópico de ciência financiado pela Hanso Foundation. Diz-se que ela foi construída para estudar as flutuações eletromagnéticas da Ilha. No final da 2ª temporada, a escotilha foi explodida ou implodida; deixando nada além de uma cratera no lugar. Desmond, Locke e Mr. Eko estavam todos dentro dela durante o evento que a destruiu. Eles também deveriam ter desaparecido. Em vez disso, Desmond acordou nú, Locke ficou mudo e Mr. Eko ficou delirando. Desde então me convenci que Lost não nos deu uma explicação satisfatória que justifique a sobrevivência dos três. Mas ontem uma teoria me veio à mente. Primeiro temos que revisitar:

''FLASHES BEFORE YOUR EYES''

Um importante episódio da 3ª temporada no qual foi revelado que após ter girado a chave de segurança, Desmond experimentou algo como uma viagem no tempo; sua consciência do presente na Ilha viajou para o passado. Ainda mais estranho, quando sua mente retornou para a o presente da Ilha, Desmond começa a ter "flashes" do futuro. Será que a consciência do brotha expandiu-se simultaneamente para frente e para trás no tempo e então tomou um curso reverso de volta à sua mente? Será que Desmond tem a habilidade de oniscientemente experimentar arcos de sua existência de uma vez só, mas escolhe não fazê-lo, ou pelo menos o faz através do 'flashes'? Talvez esse 5º episódio traga luz sobre essa questão. Durante o flashback de "Flashes Before Your Eyes", Desmond aprendeu através de uma misteriosa senhora chamada Mrs. Hawking duas coisas sobre a natureza do tempo em Lost (considerando que ela tenha falado a verdade, é claro): Tanto o livre arbítrio quanto a predestinação funcionam juntos. Hawkig avisou Desmond que se ele propusesse casamento a Penny, "cada um de nós iria morrer." Mas então, depois que eles testemunham a morte de um homem, Mrs. Hawking disse a Desmond que embora soubesse qual era o destino do homem, ela nada poderia fazer para impedir pois o universo encontraria uma maneira diferente para matá-lo. Isso nos leva a:

DAVID LEWIS

David Lewis é o nome do pai de Charlotte Staples Lewis. (Sabemos disso pois Ben fez o relato da biografia dela no final de Confirmed Dead.) David Lewis é também um famoso pensador do campo da física. Durante os anos 70, ele produziu uma série de ensaios sobre tópico das viagens no tempo. Uma de suas mais importantes contribuições era a resposta para o problema conhecido como "O Paradoxo do Avô." É a idéia de que um viajante do tempo não pode voltar no tempo e matar seu avô porque isso criaria uma nova linha do tempo no qual o viajante não existiria. Lewis resolveu esse paradoxo sugerindo simplemente que em um mundo onde viagens no tempo fossem possíveis, criar um paradoxo seria impossível; o cosmos basicamente agiria contra você e faria o que Desmond chamaria de...

''CORREÇÃO DE CURSO'' PARTE UM

Exemplo: Charlie. Mas antes duas coisas sobre a morte dele: (1) O destino tecnicamente não matou Charlie. Lembre o que aconteceu: Desmond teve um flash de uma nova versão da morte de Charlie - um que oferecia um futuro que era benéfico a todos os losties. Heroicamente, Charlie abraçou seu destino. Charlie exerceu seu livre arbítrio e essencialmente se matou. (2) Apesar disso, o destino alcançou o que queria. O que me leva de volta ao mistério de como Desmon, Locke e Eko sobreviveram à implosão da escotilha. Teriam sido eles salvos pelo "paradoxo do avô"? Teria o destino os poupado porque eles não tinham que morrer naquele momento? Talvez. E se for isso, seria terrivelmente conveniente; Lost poderia basicamente ignorar o fato com qualquer pulo na lógica narrativa colocando-o como "correção de curso." Ironicamente, isso é exatamente a principal reclamação que muitos físicos tem às teorias do paradoxo como a sugerida por David Lewis. O que nos leva a...

''CORREÇÃO DE CURSO'' PARTE DOIS

Igor Novikov foi um físico cujo nome está atrelado à mais famosa teoria sobre o paradoxo da viagem no tempo: o princípio de auto-consistência de Novikov. Simalar à de Lewis, Novikov advogava em prol da "correção de curso." Mas muitos outros - incluindo Mat Visser, que criou a frase "Conspiração da Consistência de Novikov" - oposta à articulação de Novikov porque ela implicava o trabalho de caminhos sobrenaturais. Uma pessoa religiosa (como o inspirador do nome de Charlotte, C.S. Lewis) pode chamar esse 'caminho' de Deus. Um cientista de mente aberta pode chamar de "demônio de Maxwell", em homenagem ao experimento de James Clerk Maxwell. O próprio Novikov chamou esse tal caminho por outro nome, um nome conectado diretamente a Lost: "Jinn," uma palavra do Corão para uma categoria de entidades mágicas sem forma que desafiam as leis do espaço-tempo. (O monstro de fumaça por exemplo poderia ser um 'Jinn.') Mas eu sugeriria um quarto candidato, um que nossa antiga amiga de Arquivo X, Dana Scully diria ser difícil de engolir mas que pelo menos colocaria tudo em uma arena humana plausível: uma honesta conspiração divina, executada pelos agentes do Canceroso, como a Mrs Hawkings, o irmão Campbell (antigo chefe de Desmond no monastério), muitos outros. O universo de Lost é habitado por pessoas lutando para evitar o paradoxo catastrófico e talvez lutando uns contra os outros para definir qual a melhor forma de fazer a "correção de curso."Isso levanta a questão: Como esses "demônios" de carne e sangue saberiam do futuro? Resposta:

A ORQUÍDEA

Orquídea é o nome de outra estação da Iniciativa Dharma que ainda não vimos, mas iremos ver em breve. Uma versão do filme de orientação da Orquídea foi divulgado no meio do ano passado pelos produtores de Lost; você pode vê-lo no YouTube. O filem sugere que a Dharma estava tentando dominar as energias particulares da Ilha para conduzir experimentos com viagens no tempo. O filme também faz menção a algo chamado de efeito Casimir, que aponta direto para o tip ode energia que a Dharma estava tentando dominar. Para que serviria a energia negativa? Desenvolver e manter a maior distorção volátil na fábrica da realidade, ou o "tempo-espaço de Minkowski," uma distorção conhecida como:

BURACO DE MINHOCA

Me ajoelho aos pés de muitos outros teóricos de Lost que trouxeram o conceito do buracos de minhoca para as conversas sobre Lost muito antes de mim. Se você é um aficionado por ficção científica, sabe tudo sobre buracos de minhoca, um fenômeno teórico no espaço-tempo que pode conectar um ponto no tempo a outro. Novikov especulou que buracos de minhoca poderiam maturar-se até tornarem-se "máquinas do tempo naturais." Se a Ilha é basicamente o marco zero para um pequeno buraco de minhoca, então é bem possível que a Dharma gostaria de criar um painel de controle (como as de empresas telefônicas), conectando as chamadas entre o presente da Ilha e o futuro ou o passado. Fico imaginando se o nome Miles Straum é uma outra pista em direção à teoria dos buracos de minhoca. Os produtores já disseram [em um podcast recente] que "Miles Straum" foi pensado para soar como "maelstrom," que é um grande, monstruoso redemoinho no meio de um oceano. Uma boa analogia para um buraco de minhoca no Pacífico Sul, hein?!

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Eu sei o que você está pensando. Você quer me dizer que eu tenho que saber disso tudo para entender Lost? Minha resposta para isso é: Se alguma coisa disso tiver sentido para a trama, aposto que será explicado para nós de forma genérica, e se não, como eu fiz aqui. Mas o curioso sobre tudo isso é que espera-se que a ciência seja capaz de tornar o que é incompreenssível, compreensível, certo? Esse essencialmente é o argumento que vai contra as forças sobrenaturais: Eles são apenas fenômenos que ainda não explicamos, fenômenos como o monstro de Lost, os fantasmas, e vários outros "jinns." Mas a corrente atual da física sugere que a ciência tem ido tão fundo na questão que acabarão voltando para onde começaram: uma realidade marcada pelo intrínseco desconhecido. Conceitos como "cosmologia de braneworld" advogam a existência de dimensões integradas na nossa realidade que desafiam a ordem natural. Eu não ficaria surpreso se no final das contas Lost se apoiar na "teoria M" de Edward Mitten, uma teoria unificada de realidade que incorpora múltiplas dimensões (10 para ser exato) mas uma 11ª de bônus marcada pela supergravidade. O que significa esse "M"? Witten nunca disse. Pode significar 'mágica', 'membrana,' ou 'mistério.' De fato, Lisa Randall oferece a idéia de que o "M" significa ''Missing theory.'' (Teoria Ausente).

Parece com Lost para mim.

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Mas e aí, será que essa imensa viagem no mundo da física e das possibilidades teóricas ajudou a iluminar as coisas ou tornou tudo ainda mais obscuro?

Traduções e adaptações do texto original por Davi Garcia

Informação sobre o episódio 4x09

Mesmo ainda sem título definido, começam a surgir as primeiras informações sobre o nono episódio da atual temporada. Via Lost Spoilers, o Secretagentman disse o seguinte sobre 2 personagens que serão vistos naquele episódio.

O episódio 4x09 apresentará Bakir, um distinto homem do oriente médio com cerca de 40 anos que embora seja charmoso possui um implícito tom ameaçador. Esse episódio também apresentará uma mulher africana que fala francês.

Nada foi dito sobre quem será centrado este episódio, mas com a descrição desses personagens será que já podemos especular que veremos mais detalhes da viagem de Charlotte à Tunísia e sua descoberta da ossada do urso polar com aquele colar da Dharma?

Por Davi Garcia

'Desmond' fala sobre o ep. 4x05 "The Constant"

Em entrevista ao jornal USA Today, Henry Ian Cusick, intérprete do 'brotha' Desmond fala sobre o aguardado The Constant, 5º episódio da 4ª temporada que trará um inusitado flashback. Vale avisar mas é claro que você sabe que há pequenos spoilers do episódio no texto, né?


Por William Keck para o USA Today
Traduzido e adaptado por Davi Garcia


Flashbacks são coisas tão... do passado. Lost atualmente é mais sobre flash-forwards. Mas então tem o Desmond, cujas cenas do episódio de hoje é algo totalmente à parte. Henry Ian Cusick, dá dicas sobre o que será visto em The Constant.


Pergunta: O episódio do Desmond hoje trará um flash-forward ou flashback?

Resposta: Ele trará um, uh... para ser honesto, não trará nenhum dos dois. Ele está mais alinhado com aquele conceito de viagem no tempo explorado em Flashes Before Your Eyes (Ep. 3x08). [E eu sei que] Muitas pessoas amam ou odeiam o elemento de viagem no tempo.

P: Na última vez que vimos Desmond, ele e Sayid estavam indo de helicóptero em direção ao cargueiro, mas a viagem acabou levando mais tempo do que deveria. O que aconteceu?

R: Há uma razão para isso e vocês irão descobrir nesse episódio. Outra coisa que vocês também vão descobrir é porque é tão difícil chegar à Ilha.

P: Com quem veremos Desmond interagir?

R: Vocês verão Penny (o amor de Desmond) e o pai dela, Chales Widmore. Vocês também verão Desmond de volta ao exército e também vão conhecer alguns novos rostos no cargueiro com os quais foi muito bom trabalhar.

P: Como foi para você e o Naveen Andrews (Sayid) filmar naquele cargueiro no meio do oceano?

R: Filmamos em Barber's Point (na costa oest de Oahu) - cerca de 10 ou 15 minutos do litoral. Quando você está lá, percebe que está preso no barco, então todos nós tínhamos que encontrar lugares para dormir e nos esconder para ficar fora da lente das câmeras. Ficamos alguns dias naquele cargueiro e fizemos algumas gravações noturnas também. E como o Naveen e eu somos britânicos, tínhamos sempre algo sobre o que conversar - como personagens de antigas séries toscas da tv que víamos na nossa infância.

P: Estamos descobrindo um a um quem está na lista dos 6 da Oceanic e até agora temos Jack, Hurley, Sayid, Kate e talvez (ainda não confirmado na série) o bebê Aaron. Já que o Desmond nunca esteve no vôo 815, podemos considerar que ele não vá aparece como um dos 6?

R: Isso é o que todos nós estávamos tentando descobrir quando recebíamos os roteiros. Mas acho que isso subitamente passa a idéia de que você precisa ser um passageiro original do vôo que caiu para ser um dos 6 da Oceanic.

P: Então nos diga. Quem é o "espião" de Ben no cargueiro?

R: Vocês descobrirão, mas só daqui a alguns episódios.

*-*-*-*-*

E aí, ansioso para ver logo o episódio que promete fundir (ainda mais) a cabeça de muita gente?

27/02/2008

Novo cronograma de exibição da 4ª temporada

Via DarkUfo, chega a informação de que a ABC mudou de idéia e vai exibir o 8º episódio da atual temporada na primeira leva de episódios. Com essa decisão, Lost ficará fora do ar por apenas 1 mês, prazo bem razoável para não deixar os fãs tão desesperados. Você deve lembrar que assim que a greve dos roteiristas acabou, a idéia dos produtores da série era usar o 7º episódio como encerramento para a primeira metade da temporada pois segundo eles, "Ji Yeon" representaria uma quebra mais natural na história. Os executivos da emissora contudo pensam diferente e querem recomeçar a exibir suas principais séries na mesma semana de abril. Sendo assim, Lost retorna à tv americana no dia 24 de abril às 22 h e não mais às 21h como acontece atualmente. Notícia dada, confira o novo cronograma:

Episódio 5: 28 de Fevereiro
Episódio 6: 6 de Março
Episódio 7: 13 de Março
Episódio 8: 20 de Março

INTERVALO

Episódio 9: 24 de Abril
Episódio 10: 1 de Maio
Episódio 11: 8 de Maio
Episódio 12: 15 de Maio
Episódio 13: 22 de Maio (Final da temporada)


A única dúvida que permanece no ar é se o final da temporada será um episódio duplo ou não, mas você sabe que assim que tivermos qualquer confirmação nesse sentido postaremos por aqui ;)

Por Davi Garcia

25/02/2008

Novo Sneak Peek do Episódio 4x05: "The Constant"




Tradução Por Fernanda Reple
Sincronia: TV TrailerZ

Matéria revela o que veremos na 4ª, 5ª e na 6ª temporada

Via Lost Spoilers, surgiu um artigo originalmente publicado no site do New York Post apontando as 10 razões que fizeram o público voltar a amar Lost. (Mas... Será que alguém deixou de fazê-lo antes?)

Há sérios Spoilers no texto que de uma forma geral apontam qual será a estrutura base do que a atual e as outras 2 últimas temporadas da série explorarão.


10 Razões do porque amamos Lost de novo

Por Paige Albiniak para o NY Post

1. A atual temporada mantém a quase perfeição do final da temporada passada: Vimos os losties emboscando os Outros e mais tarde ficando à espera do resgate. Aquele final concluiu um capítulo e iniciou outro de uma maneira bem instigante. Essa nova temporada tem feito o mesmo.

2. Descobrimos o destino de Jack: Aquele final introduziu o flash forward e nos mostrou Jack entregue ao alcoolismo depois de deixar a Ilha. "O flash forward é parte de um plano maior para a série", diz Damon Lindelof, co-produtor executivo. "A 4ª temporada é sobre quem sai da Ilha e o fato de que eles precisam voltar. A 5ª será sobre porque eles precisam voltar e a 6ª é sobre o que acontece quando eles voltam."

3. Sabemos quem sobrevive: A 4ª temporada já introduziu seis sobreviventes: Jack, Kate, Hurley e Sayid [e mais 2 ainda não revelados]. Esses "6 da Oceanic" saíram da ilha mas um deles vai morrer - isso será mostrado nessa temporada. "Fizemos uma escolha de focalizar a história nos personagens que os fãs amama desde o início - Jack, Kate, Sawyer, Locke, Sayid e Hurley," diz Lindelof.

4. Os novos personagens são ótimos: Que rede complexa eles estarão formando? Daniel Faraday é um físico inseguro e Miles é um caça fantasmas de pavio curto. A antopóloga cultural Charlotte Lewis tenta continuar charmosa mesmo pendurada de cabeça para baixo em uma árvore. E Frank Lapidus é o piloto que deveria ter pilotado o vôo Oceanic 815.

5. Jack e Locke são rivais: Jack perdeu a liderança da Ilha para Locke depois de um racha que promete trazer muita tensão. Pensamos que Ben ainda está no comando das coisas especialmente agora que sabemos que ele tem um espião no cargueiro. "A maldade está nos olhos do observador," diz Carlton Cuse. "Se você é Benjamin Linus todos são vilões, menos você."

6. Sayid se juntou a Ben: O pessoal do cargueiro aparentemente representa uma ameaça maior do que os Outros jamais foram. Sabemos que Sayid trabalha para Ben no futuro e que Hurley está ajudando Locke a ganhar vantagens sobre Jack e Kate.

7. Ganhamos mais episódios: Lindelof e Cuse nos dariam apenas 8 episódios de Lost. Agora que a greve acabou, eles farão 13. O episódio 7 termina com um grande gancho e depois a série ficará fora do ar por um mês. "Teremos um mistério bem significativo respondido no sétimo episódio," diz Cuse. "O oitavo episódio foge do padrão tradicional da série dando início a algo novo."

8. Mais tensão sexual: O quadrilátero amoroso entre Jack e Kate, Kate e Sawyer e Jack e Juliet promete complicações deliciosas com Jack dizendo a Kate que a ama, Sawyer pedindo Kate para ficar com ele na ilha e Juliet salvando o dia para Jack.

9. As viagens da série: Parte do material promocional da série para essa temporada inclui o reflexo de uma cidade na água. "Estamos levando a série para fora da Ilha essa temporada para lugares como Berlin e Tunisia," diz Cuse.

10. Existe um final: J.K. Rowling convenceu Lindelof e Cuse a anunciar uma data final para Lost. "Quando ficamos sabendo que ela só escreveria sete [livros de Harry Potter], ficamos inspirados," disse Lindelof. "Séries como Grey's Anatomy não precisam ter um início, meio e fim definidos. Eles podem trazer novos médicos, enfermeiras e pacientes, mas séries como a nossa precisam saber onde vão terminar."

*-*-*-*
Se há algo que definitivamente me anima muito é saber que com o planejamento dos produtores para a série podermos construir a expectativa adequada para o que será visto ou não dentro de determinada temporada, o que ajuda a evitar certas decepções ao mesmo tempo em que aponta caminhos para que fiquemos especulando e teorizando sobre o que será apresentado. E isso sim é um dos motivos que me fazem adorar cada vez mais essa série.

Por Davi Garcia

The Constant: O que sabemos sobre o episódio

Post com spoilers de The Constant, 5º episódio da 4ª temporada.


Você já viu aqui 2 sneak peeks absolutamente fantásticos desse episódio e agora terá uma idéia um pouco mais clara sobre o que poderemos ver nesse que promete ser um episódio repleto de acontecimentos cheios de situações enloquecedoras envolvendo o 'brotha' Desmond. Confira abaixo um trecho do que o blogueiro DarkUfo postou nessa manhã no Lost Spoilers baseado justamente nesses 2 vídeos e em um breve review feito pelo site UGO.


Quando Frank Lapidus aponta o helicóptero na direção de uma grande tempestade de trovões na coordenada 325, Desmond sofre efeitos colaterais inesperados (prepare-se para uma grande virada na fórmula de"Flashes Before Your Eyes"). Daniel Faraday aparece nesse episódio como um professor de física em Oxford. Ele será uma das peças-chave do flashback de Desmond. Também vamos descobrir algumas coisas sobre Frank Lapidus que irá nos surpreender. Ele tem um 'fraco' por casais felizes e pode saber uma coisa ou outra sobre como 'se aproximar e tocar ' alguém. Os tripulantes a bordo do cargueiro não são do tipo calorosos e receptivos. Pelo menos não todos eles.

Desmond pula/viaja no tempo para uma locação próxima ao porto de Fiji. Ele parece ser aguardado lá e é pego por dois homens: Keamy de Las Vegas e Omar da Flórida. Eles o trancam em uma sala e saem para encontrar 'o médico' que irá fazer algumas perguntas a ele. Nessa mesma sala George Minkowski está deitado preso a uma cama e pergunta se uma determinada coisa está acontecendo com Desmond também.

Na praia, Jack e Juliet estão preocupados com o helicóptero que desapareceu a mais de 1 dia. Juliet percebe que Charlotte e Daniel não estão tão preocupados mesmo levando em conta que o cargueiro deles está a apenas 40 milhas (64 km) de distância ou 20 minutos de vôo. Contrariando o conselho de Charlotte, Daniel admite que a percepção de tempo na Ilha pode ser diferente daquela experimentada fora dela. Ele diz que se Frank usar as coordenadas que lhe foram dadas todos ficarão bem no helicóptero, caso contrário ocorreriam efeitos colaterais.

E aí, alguém ainda duvida que esse episódio tem tudo para ser o melhor da temporada até aqui? Que virada na fórmula de Flashes Before Your Eyes seria essa? Será que diferente do que ocorreu no ep 3x08, dessa vez veremos Desmond contrariando a ordem das coisas e mudando o destino de algo ou alguém? E mais. O que será que o Faraday está fazendo em um flash do 'brotha', hein?! Bom, por enquanto eu confesso que estou me preparando para fundir a cabeça, mas se fosse chutar alguma coisa diria que o físico possui a mesma habilidade de Desmond e também tem alguns flashs...

Por Davi Garcia

24/02/2008

Crítica de Lost: Via Domus

O aguardado jogo Lost: Via Domus chega oficialmente às lojas estrangeiras no dia 27 de fevereiro - por aqui ainda não há data embora o site CD Point anuncie sua venda por R$216! - mas alguns sortudos já o tem em mãos. Um deles é o blogueiro DocArzt que dedicou algumas horas explorando o jogo e fez a crítica que você lê abaixo.

Recebi minha cópia de Lost: Via Domus ontem e passei boa parte da tarde de ontem e da manhã de hoje jogando. O aguardado jogo nos coloca jogando como um passageiro do vôo 815 afetado pela amnésia (depois que o avião cai). Tentando lutar para recuperar sua memória, um sinistro passageiro exige que você entregue para ele uma misteriosa foto. Seu personagem (Elliot) certamente está em apuros.

À medida em que você explora seu próprio mistério, você tem a oportunidade de relembrar vários momentos-chave da série e ver alguns aspectos de certas locações que nunca foram reveladas. Para responder aquela que deve ser a pergunta mais quente: Não, não há nada revelado no jogo que realmente explique qualquer coisa sobre qualquer um dos mistérios da série. A expansão da mitologia da série é em grande parte importante apenas para o universo do jogo.

Fiéis à sua promessa, a dupla Darlton (Carlton Cuse e Damon Lindelof, produtores da série) não permitiu que qualquer princípio da série fosse solucionado exclusivamente no jogo. O jogo é de fato uma experiência estritamente opcional para quem acompanha a série.

Sobre o realismo do jogo - A maioria dos jogos da próxima geração faz um bom trabalho oferecendo uma atmosfera suficiente [para atrair o jogador], mas já que Lost: Via Domus é baseado em Lost, ele precisa recriar as locações e os personagens que os fãs já estudaram em um nível quase acadêmico.

E nesse departamento, Via Domus é certamente aceitável. O terreno em que ele acontece é o ponto forte do jogo. As cenas do acidente são cheias de perigo e devastação; a estação cisne mantém o mesmo clima de mistério que trouxe desde a primeira vez que a vimos na série; a floresta é bonita e transpira um clima formidável.

Os modelos dos personagens são realmente o ponto fraco do jogo. Alguns deles são fantásticamente bem feitos: Desmond, Locke, Kate e Jack só para citar alguns; outros são risíveis: Hurley, Michael, Claire...

O comportamento dos personagens também é algo bem variável. Jack, por exemplo, logo no início do jogo se torna uma barreira humana impedindo que você avance floresta adentro para procurar a parte da frente do avião e a misteriosa câmera. Jack certamente é mandão e inflexível, mas uma barreira humana? Nunca. E no mundo real, apenas caminharíamos um pouco mais à frente na praia e entraríamos na floresta de qualquer jeito; ou diríamos, "Vá se ferrar Jack" e passar por ele.

Cada situação é mais ou menos sem um propósito definido, mas há algumas tarefas que precisam ser completadas antes que você consiga ir adiante e algumas vezes elas não trazem necessariamente aquele clima da série. Por exemplo, quer fugir do Jack? Tenha um flashback e descubra que os homens são facilmente enganados quando há uma mulher jovem em perigo. Isso automaticamente o levará àquela fala "A Claire desmaiou." Isso acaba te dando a impressão de que você é muito mais um prisioneiro do roteiro do jogo do que um jogador com vontade própria.

O fator de maior desapontamento do jogo é sua constante limitação sobre o quanto você pode explorar. Explorar a ilha de forma livre deveria ser o ponto primordial do jogo. Contudo, o acampamento da praia é limitado pelos destroços do avião e se você caminhar muito longe floresta adentro receberá a mensagem pedindo para recomeçar.

Sobre o clima de Lost - Isso era essencial para mim. Tinha que parecer Lost e eu não tenho problemas em endossar Via Domus como uma experiência 'lostiana'. Naturalmente ele não transmite o mesmo clima dos episódios mas à medida que a história progride você definitivamente perceberá que está mais envolvido com a aventura da vida desse personagem do que com qualquer outra coisa que tenha a ver com a ilha. Ela aliás, serve como pano de fundo para muitas histórias pessoais.

A tendência com um video game, penso eu, seria esperar uma versão cheia de ação da mitologia da série. Você como Jack lutando contra a Dharma na floresta enquanto explora os templos daos habitantes originais da ilha. Obviamente esse não é o caso e em vez disso você relembra os mistérios através de personagens e momentos-chave da mitologia da série.

A voz dos personagens é muito ruim. Talvez exista uma razão legal que explique porque eles não usaram as vozes originais, mas acredite em mim, do jeito que ficaram elas estão longe da perfeição. Mas como não foram os atores da série que gravaram as vozes isso é completamente perdoável.

Sobre a jogabilidade - Sou um fã de Lost muito dedicado mas também sou um jogador dedicado e Lost: Via Domus tem problemas sérios para mim. O ritmo como mencionei antes é roteirizado e mecânico demais. Os controles são bons, há alguns momentos épicos na história frustrantemente difíceis enquanto outros momentos-chave são surpreendentemente fáceis. Precisa impedir o avião de explodir? É simples matemática. Precisa passar pela caverna para encontrar a parte frontal do avião? Uma virada errada e você precisará passar 10 minutos circulando pela floresta recolhendo cocos para negociar com Michael uma troca por tochas.

As sequências de flashback são bem feitas. Um recurso eficiente foi encontrado para tornar a experiência satisfatória. Você lembra de fragmentos de uma fotografia antes de entrar no modo em que revive a situação. Recupere a fotografia na sua câmera e você passa pelo segmento do flashback.

Veredito Final - Lost: Via Domus é um jogo que encontra seu ritmo no segundo ato. Jogadores casuais que pesquisarem bem antes de encomendá-lo acabarão não comprando. Já os fãs de Lost por outro lado, não conseguirão ignorá-lo. Esse tipo de apelo como idéia de mercado é uma má idéia porque enquanto Lost tem uma enorme base de fãs ela é relativamente pequena quando você a divide para jogadores e coloca o jogo em três plataformas diferentes. Jogadores mais viciados em aventura e sem vício em Lost vão rapidamente enjoar das tarefas roteirizadas.

Resumindo: O jogo é uma experiência honesta que nenhum fã da série deveria dispensar. Os que não são fãs contudo, deveriam ficar longe dele.


*-*-*-*

Uau, que pedrada ele deu no jogo, não? Mas tudo bem, como cada um tem a sua opinião, sigo na expectativa de poder dar a minha quando colocar as mãos no joguinho. Tomara que você possa fazer o mesmo ;)

Por Davi Garcia

23/02/2008

Dudecast - 8ª Edição





Está no ar a 8ª edição do Dudecast falando sobre Eggtown, o 4º episódio da 4ª temporada de Lost. Dessa vez além dos nossos comentários e opiniões, contamos com a participação da Fernanda e mais uma vez abrimos espaço para as dúvidas e opiniões que recebemos pelos e-mails. Portanto ouça pois seu e-mail pode ter sido respondido aqui. Aliás você já sabe, né? Se quiser participar escreva para gente no dudewearelost@yahoo.com.br



Clique AQUI e você poderá baixá-lo direto sem ter que aguardar (Clique direto ou com o botão direito do mouse escolha as opções 'Salvar como' ou 'Salvar Link como')


OU...

Se quiser ouvir sem baixar, basta clicar no player para ouví-lo direto por aqui.





-->: Quer ser informado toda vez que um novo Dudecast estiver no ar? Então assine o nosso feed escolhendo uma das opções abaixo








Sneak Peeks do Episódio 4x05: "The Constant"







Fonte: Lost Spoilers
Tradução e Adaptação por Fernanda Reple
Sincronia: TV TrailerZ

22/02/2008

Lost na revista Galileu


Viagens no tempo, poderes sobrenaturais, eletromagnetismo, engenharia genética. Tudo a ver com os temas de Lost, não? Eu acho que sim, por isso uma ótima dica é conferir a excelente matéria publicada na revista Galileu desse mês. A matéria foi escrita pelos jornalistas Emiliano Urbim, Pablo Nogueira e pelo nosso amigo do Lost in Lost, Carlos Alexandre Monteiro. Há pequenos spoilers no texto se você ainda não está vendo a quarta temporada.

Por Davi Garcia

Press Release do episódio 4x07 "Ji Yeon"

Saiu o press release do episódio 4x07, "Ji Yeon". Não leia esse post se não quiser saber de nada antes da exibição.

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JULIET REVELA NOTÍCIAS ALARMANTES SOBRE SUN A JIN, E SAYID E DESMOND COMEÇAM A ENTENDER A MISSÃO DOS INTEGRANTES DO CARGUEIRO QUANDO ENCONTRAM O CAPITÃO DO NAVIO.


“Ji Yeon” – Juliet é forçada a revelar notícias alarmantes a Jin quando Sun ameaça se mudar para a Vila dos Outros onde está o grupo de Locke. Enquanto isso, Sayid e Desmond começam a ter uma idéia sobre a missão dos integrantes do cargueiro quando eles encontram o capitão do navio."

Participações especiais desse episódio:

Sam Anderson como Bernard, Jeremy Davies como Daniel Faraday, Rebecca Mader como Charlotte Lewis, Jeff Fahey como Frank Lapidus, Kevin Durand como Keamy, Marc Vann como um médico, Grant Bowler como Captão Gault, Lanny Joon como o Dr. Bae, Simon Rhee como gerente da loja, Zoe Bell como Regina, Christine Kim como enfermeira, Lynette Garces como outra enfermeira, David Yew como um agente de segurança chinês e George Kee Cheung como o embaixador chinês.

“Ji Yeon” foi escrito por Edward Kitsis & Adam Horowitz e dirigido por Stephen Semel.


Conheçam o capitão do navio

Notícias alarmantes sobre Sun? Bem, por enquanto só consigo pensar no risco que a continuidade de sua gravidez na Ilha traz, concorda? E esse encontro de Sayid e Desmond com o capitão do navio?! Promete ou não promete?


O que o embaixador chinês
estará fazendo na trama, hein?


Fora isso, notaram que além da ausência da Rose, o ator Ken Leung (o Miles) não está listado para aparecer nesse episódio? Hum... Será que aquela granada não lhe 'caiu bem' ou será que ele foi bater um papo com Jacob hein?! E o pai da Sun? Eu jurava que iríamos vê-lo nesse episódio mas ele não aparece relacionado. Vou ter que rever minhas idéias sobre o que eu imaginava para esse episódio. Agora, será que esse embaixador chinês desempenhará algum papel importante na trama? Especulemos...

Por Davi Garcia

Ep. 4x04 - Easter Eggs, curiosidades, repercussão...

Já sabe né? Só leia este post se já tiver assistido Eggtown, o 4º episódio da 4ª temporada. Já viu? Então não esqueça de registrar sua opinião no post de comentário. Já o fez também? Ok, então siga tranquilo(a) na leitura.

Que belo episódio, não? Primeiro por ser o melhor centrado na Kate em toda a série e depois... Bem, se você não leu a sinopse que postamos aqui antes, deve ter dado um salto na cadeira quando a viu falando aquele simples e singelo, "Oi, Aaron" no final, né? Que bomba. E com a explosão dela nossa cabeça girando para tentar entender o significado daquilo tudo. Bom demais, e o pior é que ainda tem gente que diz que Lost é porcaria tsc tsc... Ok, mas sem mais delongas, vamos ao que interessa.

Easter Eggs e Curiosidades



1. O livro que Locke retira da estante e oferece a Ben no início do episódio é Valis do renomado autor Philip K. Dick. Valis é a sigla para Vast Active Living Intelligence System (algo como Vasto Sistema de Inteligência Viva e Ativa). O livro é o primeiro de um trilogia inacabada e segundo a Wikipedia revela a visão gnóstica de Dick sobre um aspecto de Deus. Mas será que o livro guarda alguma relação com a série ou alguns de seus personagens? Bom, uma rápida pesquisa sobre a trama do livro trouxe isso:

"Valis conta a história de Horselover Fat, um sujeito melancólico e obsessivo que tem uma estranha revelação divina. Fat está convencido de que uma entidade superior, que já foi Buda e Jesus, está para nascer a qualquer momento, e não vai descansar enquanto não encontrá-la. Neste 'romance policial teológico', Dick surpreende ao ser narrador e personagem da trama. Impiedosamente honesto, revela-se sem disfarces, sem medo de assumir a própria loucura."

Sujeito melancólico, obsessivo e que tem uma estranha revelação divina. Hum, parece o Locke, não? Lembram que ainda na 1ª temporada ele disse que olhou nos olhos da Ilha e o que viu era lindo? Ou será que a parte do "Impiedosamente honesto, revela-se sem disfarces, sem medo de assumir a própria loucura" seria o oposto do que é o Ben?



2. Canequinha Dharma. Também quero a minha e você?



3. Vinho na caixa? Mais uma 'invenção' que só a Dharma faz para você.



4. Clube de leitura do Sawyer - Livro da vez: "A Invenção de Morel" de Adolfo Bioy Casares. E vejam só que curiosa é a descrição do livro segundo a Wikipedia.

"Conta a história de um fugitivo que se esconde em uma ilha, aparentemente deserta. Aos poucos começa a descobrir os curiosos habitantes da ilha, apaixonando-se por uma jovem. Mas aos poucos descobre a verdade sobre os habitantes,a história do navio fantasma encontrado perto da ilha e a invenção do cientista Morel."

Tudo a ver com Sawyer, não?



5. Momento Relax do episódio: Hurley colocando Xanadu, pequeno clássico musical do cinema que trazia Olivia Newton-John como protagonista. E olha que legal, temos até o videozinho com a música brevemente ouvida naquela sequência.





6. Sawyer inicia mais um golpe em Locke com um... Jogo de Gamão, definitivamente o passatempo predileto de careca. Lembram quando o vimos jogando com Walt ainda na 1ª temporada? O jogo ambém foi visto em uma sequência que trazia Walt ganhando US$ 83 mil de Hurley depois de vencê-lo em uma partida.



7. O baralho é da Dharma mas que tipo de experimento Faraday estava tentando fazer agora, hein?!



8. Nesse episódio ele fez o advogado Duncan Forrester, mas vejam só que achado interessante fez o leitor Scud. O ator Shawn Doyle participou do filme Alta Frequência e nele interpretava um personagem chamado... Jack Shepard! O_o

9. E para fechar, um detalhe sempre importante que esqueci de incluir antes, os números. E se não os vi em nenhuma cena é no mínimo curioso perceber que a quantia pedida por Miles para livrar a cara de Ben, de certa forma traz dois dos misterioso números, afinal, três milhões e duzentos mil dólares pode ser lido simplesmente como US$ 3.2, certo? Se dividirmos o número lendo-o inteiro (32) por 2 temos... 16, ou ainda se o invertermos temos... 23 :)


Repercutindo o episódio

"Eu preciso reconhecer que o 4º episódio desta temporada de LOST foi um filler, ou seja, serviu como ponte para novos acontecimentos e deixou a trama com aparência de estagnada e (obviamente) sem respostas. Mas em Eggtown as aparências enganam. Muita coisa foi confirmada, como o fato de que Jack, Kate, Hurley, Sayid, **** e **** deixaram a ilha em circunstâncias gravíssimas. O Oceanic 6 virou Oceanic 7, já que Aaron foi mais um sobrevivente da queda do vôo 815 que apareceu no mundo. Foi curioso perceber que todos os célebres resgatados estão dispostos a manter a falsa história narrada por Jack sob juramento, custe o que custar. Ávidos por respostas, tenham calma! Estamos apenas começando esta temporada."

Bruno Carvalho (Ligado em Série)

"A surpresa [do episódio] me lembra do que me disseram antes mesmo de Lost estrear em 2004: 'A filho ainda não nascido da personagem de Emilie de Ravin está conectado à história da Ilha." Esse era o conceito original para toda a a série que foi apresentado por J.J. Abrams e sua equipe naquela época e parece ser aposta certa que Aaron, o único a nascer na Ilha ainda seja o epicentro dessa mitologia cada vez mais complexa de Lost."

Kristin dos Santos (E! Online)

"A parte mais importante do episódio, em termos de mitologia, foi o Jack dizer especificamente que o avião "caiu numa ilha no pacífico sul". Até o momento, só sabíamos da farsa da queda em alto-mar, mas parece que após o resgate dos 6 da Oceanic, a palavra "ilha" vai entrar na história oficial, assim como uma localização. E sabemos também exatamente qual a parte oficiosa da mesma história, ou seja, apenas os 6 sobreviveram, todos os outros já estavam mortos desde o dia da queda. Isso levanta uma questão muito intrigante: como eles podem afirmar que caíram em uma ilha, sem revelar a existência dA Ilha para o mundo? Teriam eles "trocado" de ilha antes de serem resgatados? Ou existe uma versão inabitada da ilha que pode ser acessada facilmente pelo resto do planeta?"

Rafael Savastano (Comunidade Lost Brasil do Orkut)

"Agora sabemos: Kate não quer voltar para lá porque não sente a culpa que o médico parece querer exterminar. Se Jack quer ir em busca de um ato de heroísmo em relação à história vivida por eles na ilha, o de Kate já está sendo realizado. E se no fim de "Through the Looking Glass" Jack era o angustiado/arrependido em busca de redenção e Kate a egoísta/conformada, em "Eggtown" Kate é a desapegada, e Jack, um homem que foi incapaz de assumir para si um compromisso que, por laços familiares, deveria ser seu."

Carlos Alexandre Monteiro (Lost in Lost)


Por Davi Garcia

Comentários do episódio 4x04 "Eggtown"

Ao longo desses pouco mais de 3 anos de história já vimos muita coisa na série, eventos e acontecimentos que nos garantiram um grau tão íntimo e pessoal com aqueles personagens que passamos a vê-los não mais apenas como elaborações de mentes criativas, mas como se fossem amigos. Dessa forma, nesse período vivenciamos cada nova descoberta, experimentamos com eles o peso de suas dores pregressas e presentes e comparatilhamos de igual forma o doce sabor de suas conquistas e redenções particulares na Ilha. E se é certo afirmar que até aqui a temporada nos faz acreditar que cada um dos personagens que saíram daquele lugar efetivamente parecem ter perdido muito mais do que ganharam (basta lembrar de como Hurley e depois Jack terminam consumidos pelo desejo de retornar), é igualmente curioso perceber que dos 4 Oceanic 6 (ou será que agora deveríamos dizer 5?), Kate foi a única até aqui a dar sinais de que a saída lhe deu uma chance verdadeira de um novo recomeço real e absoluto. Do trauma de ser a filha renegada por Diane Janssen ela assumiu no mundo exterior o papel de mãe superprotetora que em boa parte de sua vida se fez ausente. E assim foi Eggtown um episódio com máscaras caindo, relacionamentos se complicando e um novo e talvez o mais marcante capítulo na história de Katherine Austen.

Eggtown é daqueles episódios que armam pequenas armadilhas narrativas que induzem o espectador a interpretar uma situação por um caminho A suave e sereno só para lançá-lo ao caminho B cheio de surpresas no final. O caminho A é sempre simples e aparentemente objetivo, enquanto o B denota implicações diversas que terminam por desencadear uma nova série de questionamentos. E assim foi a construção feita ao longo de todo o episódio em cima do relacionamento Kate e Sawyer. Ficou óbvio que o envolvimento mais íntimo entre os dois serviu perfeitamente para plantar a dúvida ao longo dos eventos mostrados no flash forward sobre a paternidade do anunciado filho de Kate. E se no final a sardenta descarta um 'café' com Jack, a primeira idéia que fica é a de que o médico não quer saber da criança por não conseguir olhar para o rosto do filho de seu antigo rival. Mas é justamente nesse momento que a rota muda de direção e somos levados a um final de percurso infinitamente mais instigante e repleto de significados. Quando Kate chama seu filho pelo nome e descobrimos que ele é Aaron, aquele grande boom surge em nossas cabeças e todas as certezas até então estabelecidas se dissipam e a que surge agora traz o quadro de que ao sair da Ilha Kate levou Aaron porque Claire meio-irmã de Jack foi impedida de sair da Ilha (ou quem sabe morreu por lá) o que por tabela explicaria a negação do Dr. Shepard em querer ter qualquer contato com o único ser humano vivo que o faz lembrar-se do alto preço que o resgate/saída da Ilha lhe cobrou, uma vez que podemos especular que àquela altura os dois já soubessem do parentesco que possuem/possuiam.

E se agora sabemos que no futuro Kate fica livre de todas as acusações dos crimes que cometeu é interessante prestar atenção no grau de amargura que tomou conta dela durante o julgamento quando viu Jack mentindo na sua frente para tentar salvá-la. Naquele momento Kate deixa transparecer que a negação sobre a verdade do que aconteceu durante a saída da Ilha é também um fato que lhe incomoda assim como vimos com Hurley e com o próprio Jack depois. Dessa forma é curioso perceber que ela engoliu a dor causada pela mentira para proteger aquele que parece ser o ELE a quem ela se refere no final da 3ª temporada.

Mas voltando à Ilha. O que foi aquele encontro entre Miles e Ben executado graças ao plano de Kate, hein?! A tentativa de extorsão de Miles ( que no fim das contas pode ser realmente um mero mercenário) parece ser a prova irrefutável de que o grupo do cargueiro está intimamente ligado àquele mesmo grupo que Ben elimina no futuro com a ajuda de Sayid, não acham? E se não for, por que eles estão tão interessados em Ben? E o mais intrigante, como é que Ben tem acesso a tanto dinheiro? Dúvidas que ficam e que servem para instigar teorias e a nossa imaginação. E se a certeza de que Locke ainda não aprendeu a evitar os jogos psicológicos de Ben (com quem sempre divide cenas memoráveis, diga-se de passagem) será a chave para começarmos a entender como o líder dos Outros também conseguirá deixar a Ilha, ficamos também com a clara impressão de que a fé obsessiva de Locke e sua busca por respostas pode em algum momento significar sua ruína como líder daqueles que acreditam na ameaça do grupo que chegou à Ilha. Esqueci da conversa entre Charlotte e Regina envolvendo o helicóptero que levou Sayid e Desmond rumo ao navio? Definitivamente não, mas como esse assunto está muito mais ligado aos eventos do próximo episódio, por enquanto só deixo no ar um palpite (baseado em promo) do que poderemos ver em The Constant. Selecione com o mouse o espaço a seguir se quiser saber. Novas viagens no tempo (especificamente ao passado) e um furtivo encontro entre o 'brotha' e um certo físico recém chegado à Ilha...

Agora é sua vez. Divida conosco quais foram suas impressões sobre Eggtown e não deixe de conferir o post com os East Eggs e curiosidades que será publicado ao longo dessa sexta-feira. Ah, e no final de semana você já sabe, tem nova edição do Dudecast pintando. Vai dar mole de perder?

Por Davi Garcia

Vídeos Promocionais do Episódio 4x05: "The Constant"

Canadense e Americano









Thanks to Luanne for the promo and thanks to Kristina for the transcript
Tradução por Fernanda Reple
Sincronia e player
TV TrailerZ