14/03/2007

Podcast Oficial de 12/03

Se uma dica minha vale alguma coisa para vocês, sugiro que passem a ouvir o podcast oficial que sempre oferece um algo mais sobre a série, traz curiosidades sobre bastidores e tudo que envolve aquele universo. Vale lembrar que o aúdio é todo em inglês. Pois bem, dica dada, o podcast dessa semana traz a participação de Michael Emerson (Henry Gale/Ben Linus) contando sobre a experiência de ser o vilão que todos amam. E quem negaria que Michael Emerson foi uma das, senão a melhor adição ao elenco de Lost, junto de Henry Ian Cusick (Desmond) e Elizabeth Mitchell (Juliet) ? Pois é, e como o próprio Emerson conta no podcast, é no mínimo curioso saber que a aura de seu personagem transcende o universo ficcional já que, assim como na série, fora dela ele também é respeitado (ou seria temido?) pelo elenco e equipe técnica, bem como pelo público nas ruas que, segundo ele, sempre mostram-se temerosos, mas ao mesmo tempo admirados com ele. Emerson conta ainda que o que mais lhe atrai ao fazer o personagem é que em todas as cenas em que ele aparece sempre há um clima de perigo no ar e uma sutileza que faz com que todos prestem atenção especial ao personagem. O ator comenta ainda sobre a experiência de ter filmado com um coelho e o quão difícil ela foi, já que o bicho não cooperava em nada, fazendo com que seu personagem parecesse ainda mais temível, fazendo o público pensar que ele maltratava o animal. Encerrando sua participação no podcast, Emerson reforça a idéia de que Ben sempre parece estar à frente nas ações que toma, sempre controlando as cartas e manipulando o jogo para servir aos seus interesses. E dá para discordar disso?

No segmento posterior, quem fala é a co-produtora executiva Jean Higgins respondendo uma curiosidade que sempre tive. Por que Lost tem tantos produtores? Higgins, que está na produção da série desde o episódio piloto, esclarece que cuida da parte logística e de orçamento da série, o que claro a torna também responsável por validar ou não tudo o que pode sair do papel e ganhar vida na telinha, trabalho que ela divide com o também produtor Jack Bynder, responsável pela parte criativa da série. E se vocês, assim como eu pensavam que a vida desse pessoal é só mandar os outros fazerem, Higgins diz que muita ralação faz parte do seu dia de trabalho, que geralmente começa às 6:30 da manhã e vai até 8 e pouca da noite. Outra revelação dela é que geralmente se trabalham com 5 episódios em estágios diferentes ao mesmo tempo. E isso significa cuidar da pós-produção de um ou dois, enquanto se prepara toda a logística de mais 2 e inicia-se a pré-produção de outro, e isso tudo ao mesmo tempo. Molezinha, hein?! Ficar doente não é algo permitido nesse trabalho, segundo ela, que defende inclusive a idéia de que a tensão e o nível de urgência é tão grande que o organismo não tem tempo de enfraquecer, o que acaba acontecendo justamente nas férias, quando a adrenalina está mais baixa. Um belo contrasenso mas que tem até certo sentido, não? Pois é, vida agitada a desses produtores. Mas diz aí, apesar do imenso trabalho, deve ser um prazer trabalhar com tudo o que envolve uma série tão distinta como Lost não é mesmo? Eu adoraria.

Mas e as curiosidades? Bem, Higgins conta que muita criatividade é necessária para transformar as locações do Havaí em cenários que reproduzam as mais diversas partes do mundo, como Coréia, uma rua de Nova Iorque, a tradicional Inglaterra ou mesmo a Austrália. Segundo ela, muito do que vemos é reproduzido com efeitos especiais sobrepostos às famosas telas verdes ou azuis. Mas, em um episódio de Sayid passado no Iraque, por exemplo, Higgins disse que uma área de bunkers remanescentes da 1ª guerra foi usada como cenário e o resultado, se vocês lembram, foi bem satisfatório, remetendo-nos realmente a um deserto iraquiano como aqueles que vemos nos telejornais. Perguntada se a população local já se acostumou a presenciar gravações da série, ela diz que de uma maneira geral sim, mas que vez ou outra alguém ainda se empolga, e nisso ela cita uma ocasião em que fora levar seu filho ao médico e que na sala de espera um outro paciente ficara entusiasmado pelo simples fato do garoto estar usando uma camisa com o logo da produção da série. E das outras curiosidades interessantes de bastidores reveladas pela co-produtora uma delas é a de que são da equipe técnica da série o 1º e o 2º colocados do Pipeline International Surf Festival, que é divertido poder trabalhar com tanta mistura e que por estarem atualmente trabalhando nas gravações de um novo episódio com flashbacks de Jin & Sun, uma situação inusitada ocorreu. Como dois membros da equipe atendiam pelo nome de Bob, havia a necessidade de descobrirem uma forma de diferenciá-los, ao que um deles sugeriu que o chamassem de Bobow pois era assim que ele era chamado em casa. O que aconteceu é que a tradutora de coreano envolvida nas gravações aquele dia, virou-se para ele e perguntou se sua esposa era coreana, ao que ele retrucou negativamente ouvindo dela que bobow em coreano significava ‘estúpido’, ao que claro, todos riram, o que não era para menos.
E assim terminou mais um podcast da série, que promete a presença da atriz Emilie De Ravin (Claire) comentando as repercusões do episódio desta semana, “Par Avion”.

Por Davi Garcia

Um comentário:

arthur disse...

engraçadpo, bobow pronuncia ''bobo'' em porgues seria uma especie de estupido..