28/03/2007

Michael Emerson fala sobre o objetivo final de Ben

ATENÇÃO! Esta estrevista contém spoilers para quem ainda não viu o episódio 3x13.

Entrevista original por Matt Webb Mitovich para o TVGuide.com

Traduzido e adaptado por Davi Garcia


O episódio da semana passada terminou com a bomba revelada por Ben de que o pai de ex-paralítico está na ilha e sob custódia dos Outros. O que vai acontecer agora? O TVGuide.com convidou Michael Emerson, o intérprete do assustador Ben, a antecipar algumas coisas.

TVGuide.com: Então agora sabemos que Ben nasceu na ilha, e tem aversão em deixá-la tanto quanto Locke tem.

Michael Emerson: Sim… o que é interessante é que com nenhum dos dois sabemos porque eles são tão ligados à ilha.

TVGuide.com: Terry O’Quinn e eu conversamos semana passada sobre como Locke considera a ilha como uma entidade com a qual se deve ser confidente.

Emerson: Sim, a ilha tem um poder revigorador para ele. Subitamente, todas as coisas com as quais ele sonhou ser, ele agora é. Ele é um líder de homens, um lutador, um caçador...

TVGuide.com: Parece que não importa quantas coisas novas aprendamos sobre Ben – como Alex sendo sua filha – ele permanece bastante enigmático, deixando-nos intrigados com cada palavra que ele fala.

Emerson: É um bom personagem mesmo, e tem essa carga que você menciona. Quando personagens guardam mais do que a audiência sabe, eles meio que ganham mais antenção. Isso os torna mais interessantes, penso eu. Uma boa peça funciona dessa forma.

TVGuide.com: E mais, o Ben é tão dissimulado que mesmo quando ele nos diz alguma coisa, nem sempre podemso acreditar nele.

Emerson: Ele é mesmo. Em partes isso serve aos objetivos da série e parte aos de Ben. Ele claramente é um jogador, e isso faz parte de sua natureza. Algumas vezes ele provavelmente mal sabe a verdade.

TVGuide.com: Os produtores já te deram alguma idéia sobre o que se passa?

Emerson: Normalmente não falamos sobre a história, mas sei que algumas coisas grandes vém por aí. Essa batalha renovada de escolhas e desejos entre Locke e Ben é parte da história que nos levará ao fim da temporada.

TVGuide.com: Refletindo sobre a metade inicial da temporada, eu às vezes fico pensando se nós de fato descobrimos bastante sobre os Outros em termos de sua mitologia. Eu sei que alguns fãs reclamam dizendo, “Não estamos vendo respostas o bastante”, mas...

Emerson: É isso que você continua ouvindo, mas eu me preocupo com isso assim como você. Eu penso sobre isso inevitavelmente, e os escritores prometeram e eu tenho certeza que eles querem dar uma guinada conclusiva e lógica a essa história, portanto parece que revelar a história passada da ilha é parte dos planos deles, e isso é mais que necessário.

TVGuide.com: Há outras grande revelações vindo por aí?

Emerson: Oh, há grande coisas…

TVGuide.com: Vamos voltar a ver essa semana a revelação ao Locke de que seu pai está na ilha?

Emerson: Hum… isso vai ser mencionado por um ou dois episódios, mas não voltaremos imediatamente a isso como tema central por alguns episódios. Mas quando voltarmos, vai ser com força.

TVGuide.com: Você teve algumas cenas bastante intensas com Matthew Fox, Terry O’Quinn, Naveen Andrews... Quais são as diferenças que cada um deles traz para a mesa?

Emerson: Todos eles trazem um alto nível de intensidade, e em todos os casos são atores realmente focados. Há pequenas diferenças de temperamento, como se relacionam entre as cenas quando você está gravando essas tomadas mais profundas e sombrias. Naveen é provavelmente um ator mais sereno que Matthew que permanece concentrado entre as cenas. E Terry é realmente tranquilo entre as cenas.

TVGuide.com: Antes de Lost, qual foi a experiência com tv mais memorável para você?

Emerson: The Practice foi bem marcante para mim.

TVGuide.com: Qual foi mesmo o destino final do seu personagem William Hinks?

Emerson: Quando Bobby (Dylan McDermott) mandou um capanga intimidá-lo, aparentemente esse mensageiro superzeloso cortou a cabeça de William Hinks e colocou em um freezer de sua casa.

TVGuide.com: Ah, sim. Então Hinks nunca vai ressurgir em Boston Legal.

Emerson: Não, não, eu acho que ele nunca vai voltar. (risos)

TVGuide.com: Eu sei que seu trabalho com teatro é muito importante para você. Quando você tem um diálogo consistente em uma cena de Lost, você se sente no palco?

Emerson: Sim, e do melhor jeito possível. Essas cenas são realmente íntimas, essas mano a mano envolvendo jogos de manipulação, quando um escorregão pode custar o jogo ou sua vida, eu amo fazer. Eu amo a qualidade que elas tem de tantas coisas que ficam sem serem ditas, com a conversa acontecendo na superfície mas com seu significado ficando escondido. Isso é o que um ator de palco ama, o que você ganha quando faz uma peça. Muitas cenas em Lost funcionam assim.

TVGuide.com: Vamos falar sobre “The Iceman Cometh”, no verão de 99. Foi uma das primeiras peças a cobrar US$100 por ingresso que se esgotou em um dia e tinha Kevin Spacey, Paul Giamatti... Como foi estar envolvido nisso?

Emerson: Foi como u msonho virando realidade. Foi minha estréia na Broadway e fazer uma peça tão poderosa... Ela é uma peça antiga grande e difícil, e uma que já é lendária... É uma peça com 19 personagens e cada um no elenco era tão bom quanto o outro. Tinhamos a bola. Foi realmente excitante, e me senti como se tivesse me tornado, do meu pequeno jeito, um elo em um tipo de ‘corrente de ouro’ do teatro que remete aos gregos. Eu me senti recompensado artisticamente e como se tivesse encontrado meu lugar na história do teatro, onde grandes papéis e grandes peças vivem e são passadas e retrabalhadas por gerações.

TVGuide.com: Com você estando no Havaí agora, não pode fazer tanta Broadway se quisesse.

Emerson: É tudo tão parado aqui que fica sem graça. Eu gostaria que Honolulu fosse uma cidade um pouco mais teatral....

TVGuide.com: Mas ela simplesmente não é.

Emerson: Não, ela não é.

TVGuide.com: Há alguma coisa estreando na Broadway que você gostaria de ver?

Emerson: Há uma peça vindo da Inglaterra chamada “The Coram Boy” que tem sido muito comentada; Eu gostaria de vê-la. Eu estava em Nova York algumas semanas atrás, e fui ver “Journey’s End”, porque eu conhecia algumas pessoas que estava fazendo, e vi “Our Leading Lady”, a peça de Charles Busch sobre Laura Keene, que estava no palco na noite em que Lincoln foi baleado.

TVGuide.com: Você tem planos para as férias de Lost?

Emerson: As ferias são um pouco curtas, haveria um curto espaço de tempo para fazer uma peça, se existisse uma bem rápida, mas... há muita coisa de publicidade para se fazer – levando em conta que eu participe de outra temporada da série.

TVGuide.com: O quão rápido eles o querem de volta?

Emerson: As filmagens recomeçam na primeira semana de agosto. Isso dá quase 2 meses e meio de férias.

TVGuide.com: Muda alguma coisa que eles queiram exibir a 4ª temporada direto e sem interrupções?

Emerson: Eles realmente não tem como começar mais cedo, porque todos precisam de férias, portanto o que poderiam fazer é começar a exibição (da nova temporada) mais tarde. Eu acho que é assim que vai funcionar. Não há como diminuir o cronograma de gravações, mas se elas começarem em agosto e não exibirem nada até janeiro, então poderiam exibir de forma contínua.

TVGuide.com: E por ultimo, você tem tomado cuidado com a velocidade no Havaí?

Emerson: Sou cuidadoso. Eu sei que as pessoas dizem, “Oh, não há conexão entre ser preso no Havaí e acabar morto na série”, mas eu não quero testar esse princípio! (risos)

3 comentários:

Mczilla disse...

Estou achando q o Locke será o novo lider dos Outros... Se ele e o Ben tem algo com a ilha, e pelo fato do Locke ter se curado, levaria uma grande vantagem em frente aos Outros. E, vendo como os outros se comportam, aceitariam esse novo lider superior!!!

Ricardo disse...

Lost é para o Emerson a mesma coisa que a ilha para o Locke

julia disse...

Locke pode ter nascido mesmo na ilha. Se o pai dele estava lá, é pq havia alguma conexão com os outros. E outra coisa, sua mãe disse que ele havia sido concebido imaculadamente, mas sabe-se que Antony Cooper é mesmo pai biológico do Locke, já que eram compativeis no transplante de rim. Não teria sido ele, então, uma experiência dos outros? Apesar que eu o acho meio velhinho pra ter nascido por inseminação artificial...