30/05/2006

Dude! no "O Globo"

Dude está ficando famoso! A reportagem publicada no Segundo Caderno do jornal "O Globo" fala de Lost, dos fãs e do nosso blog! Nossos agradecimentos ao jornal e à Thaís Britto que nos entrevistou e autorizou publicação do texto aqui no Dude!



Perdidos Como Nunca
Por Thaís Britto
Jornal O Globo
30/05/2006



A série “Lost” — que a AXN exibe aqui toda segunda-feira, às 21h — estreou com estardalhaço nos Estados Unidos no dia 22 de setembro de 2004. Poucos dias depois, a saga dos sobreviventes do vôo 815 da Ocean Air já tinha ganho status de cult no mundo todo. Com o passar dos meses e dos episódios, no entanto, a febre “Lost” perdeu um pouco a sua força. A falta de respostas para os muitos mistérios apresentados pelo seriado criado pelo über-nerd JJ Abrams (de “Missão Impossível 3”) começou a irritar seus milhões de fãs. O frustrante último episódio da primeira temporada foi a pá de cal. Passado pouco mais de um ano da exibição do último episódio da primeira temporada nos Estados Unidos, no dia 25 de maio, a lostmania chegou a níveis inimagináveis. Exibido no último dia 24 nos EUA, o último episódio da segunda temporada — que passa no Brasil no dia 7 de agosto — foi assistido por cerca de 18 milhões de pessoas. No Brasil, a série é a mais assistida na TV paga na sua faixa, às 21h. Por causa de Jack, Kate, Sayid e cia., o faturamento da AXN aumentou nada menos que 76% .O número de sites, blogs e comunidades dedicados ao programa cresce numa velocidade impressionante. Num capítulo ainda inédito no Brasil, o personagem Sawyer aparece lendo o manuscrito de um romance chamado “Bad twin”. Semanas depois, o livro desembarcou nas livrarias americanas e imediatamente se tornou um best-seller. Seu autor é Gary Troup, uma das pessoas mortas no acidente aéreo que serviu de pontapé para as mil tramas de “Lost”.
Especula-se que Gary Troup (um anagrama de “purgatory”, purgatório) seja na verdade o escritor Stephen King, fã confesso do seriado. Diferentemente de alguns fenômenos ocorridos na ilha de “Lost”, a volta por cima do seriado tem explicação: um salto de qualidade nos roteiros da segunda temporada. Cada episódio novo continua trazendo novos mistérios. Aos poucos, no entanto, alguns dos antigos estão começando a ser resolvidos. Num episódio que será exibido em breve no Brasil, por exemplo, Claire descobre onde ela esteve nas duas semanas em que ficou desaparecida na primeira temporada.
Três Mistério Serão Resolvidos
No último episódio da segunda temporada, nada menos que três mistérios são resolvidos. E estamos falando de mistérios importantes. O público vai descobrir por que o avião da Ocean Air caiu, o que acontece quando os números de Hurley não são digitados no computador e onde está Walt. Três episódios antes, mais dois personagens vão ser assassinados.
No passado, assistir a um capítulo de “Lost” por semana bastava para muitos fãs do seriado. Por conta da virada da série, isso mudou. A historiadora Juliana Ramanzini, por exemplo, passa cerca de cinco horas diárias procurando novidades e fofocas sobre “Lost” na internet. Juliana é uma das idealizadoras do blog “Dude, we are lost!” (algo como “Cara, estamos perdidos!”).— Fiz amizade na internet com outros fãs e achamos que seria legal colocar comentários e imagens sobre a série num blog. Começamos com duas pessoas e, logo na semana de estréia, o blog estourou. Chamamos amigos e hoje são oito pessoas na equipe — conta Juliana, de Porto Alegre.
Um dos colaboradores do blog é o jornalista Carlos Alexandre Monteiro, também vocalista da banda de surf music Netunos. Assinada por ele, a coluna “Direto da escotilha” trata dos mais diversos aspectos da série: da relação entre pais e filhos à trilha sonora, passando pelas similaridades com a trilogia “Star wars”:
— Tento não fazer comentários diretos sobre a história. Minha idéia é divagar. Faço isso porque acho realmente que há muito mais em “Lost” do que a narrativa principal, e é isso que faz dela uma série muito especial — explica ele.
Davi Garcia é moderador da maior comunidade dedicada à série no site de relacionamentos Orkut, a Lost Brasil, que hoje tem mais de cem mil membros. Ele passa boa parte do seu dia em sites e fóruns como o o Lost Media, o Lost Forum e o Lost TV.— Se você estiver a fim mesmo, fica o dia inteiro nisso. Eu normalmente entro em um ou dois desses para ver as novidades. É um roteirinho que eu sigo diariamente — conta o estudante de marketing. — Acho que esse fenômeno deve-se à mistura de conceitos: não é apenas uma série de mistério, ela explora também os dramas dos personagens com um grau de comédia e ainda tem aventura. É uma mescla de estilos que agrada a todos.Garcia conta que está tentando achar “Bad twin” na internet.— Ainda não consegui baixar. E estou com o “O terceiro tira” (que segundo um dos roteiristas de “Lost”, Craig Wright, traria pistas importantes sobre o seriado). Gosto de ler esses livros porque certamente os autores beberam em várias fontes, e conhecê-las ajuda a aproveitar melhor a série.
A advogada Teresa Garcia transformou a paixão pelo seriado numa brincadeira. — Eu e uns amigos fizemos um curta chamado “Bost”. É uma paródia. Agora, com o fim da segunda temporada, estamos prontos para fazer o “Bost 2”. A seleção de elenco está a todo vapor — diz ela, que nunca foi fã de séries americanas até se deparar com os sobreviventes do vôo 815. — Acho que o mais interessante de “Lost” é que ninguém é de todo bom ou de todo mau. Todo o mundo tem qualidades e defeitos, e os flashbacks sempre nos deixam em dúvida sobre os motivos reais e as intenções dos personagens. Como na vida real, não há vilões e mocinhos. (colaborou Bruno Porto)

Comentários do epísódio 2x12 - "Fire + Water"

Ok, fiquei meio p*** com esse episódio. Não, não o achei ruim, mas devo admitir que fiquei decepcionado com as ações de alguns personagens. Já sabíamos que Charlie estava mentindo sobre as estátuas e era óbvio que todos ficassem com o pé atrás, mas o que fizeram Claire e Locke foi na minha concepção, ridículo. Vejamos a Claire por exemplo. Será que ela não lembra que foi o Charlie quem esteve ao lado dela desde os primeiros momentos na ilha e que quase morreu tentando protegê-la? E que tal lembrar que foi ele quem sempre a ajudou com o bebê? E então de repente porque o cara mentiu antes virou uma ameaça tão terrível assim para ela e o filho? Tá, eu sei que isso é só uma série, mas a situação reflete tão bem o que geralmente acontece no mundo real que conseguiu me chatear. Ou alguém não considera o egoísmo das pessoas que simplesmente esquecem o que uma outra já fez e representa(ou) em suas vidas e de repente decidem apagá-la e ou afastá-la de seu convívio algo ruim? E o Locke hein?! O que ele quer afinal? Logo ele que fala tanto de fé, de que nada acontece por acaso e etc, e de repente parece fazer tudo pra sabotar o Charlie. E por que não destruir as imagens de uma vez por todas ao invés de guardá-las no cofre da escotilha? Ele tá pensando em virar traficante? Enfim, como percebem, Claire e principalmente o Locke caíram no meu conceito depois desse episódio.

Prestaram atenção no prédio que aparece no flashback do Charlie como haviam sugerido os produtores Damon Lindelof e Carlton Cuse em um podcast da série? Se não, fique tranquilo 95% das pessoas que viram esse episódio não perceberam (eu fui um deles). O prédio pertence a uma empresa que ganhará vulto maior em breve... Do flashback deu para sacar mesmo o quanto Charlie se importa com o lance de ter uma família. Todo aquele apego à mãe e ao irmão (e posterior perda de ambos) se refletem na ilha e podem explicar até mesmo o porquê dele estar tão afetado e até mesmo vendo coisas depois de ser rejeitado pela Claire. Aliás por falar em ver coisas, o que foi aquela cena da gravação do comercial de fraudas hein?! Esse episódio se superou em termos de surrealismo ( e bizarrices porque não dizer).

Finalizando quero apenas fazer alguns comentários que considero pertinentes. 1º sobre o interesse do Hurley na Libby. O que explicaria? Será que é puramente aquele lance de "bateu o olho e gostou" ou tem mais coisa por trás como a pergunta dele durante a cena na escotilha sugeriu? "Conheço você de algum lugar?" Será que Libby realmente não é uma simples sobrevivente como especula-se, e já teria tido contato com o Johnny (aquele amigo do Hurley que trabalhou com ele e posteriormente ficara internado em um clínica) ou até mesmo Hurley, por ser psicóloga como já revelara no "Abandoned"? Talvez um próximo flash do Hurley ou da própria Libby nos ajude a responder a questão, mas o fato é que essa aproximação dos dois guarda um certo tom de mistério. O que não é mistério, é ver o Sawyer de volta colocando apelidos no pessoal. A vítima da vez foi o Hurley sendo chamdo de Jabba (aquele personagem gordão de Star Wars). Aliás, como é bom ver o Sawyer de volta à ativa com aquele jeitão que lhe é tão peculiar não? Sobre o quadrilátero formado por ele, Kate, Jack e Ana Lúcia ficam as suspeitas de que ele promete render...ou não. O que vai sair disso em termos de conflito não sei, mas desde já estou curioso pra ver. Bem, é isso aí e que o "The Long Con," que trará um novo flashback do Sawyer e um intruso no acampamento do Losties chegue logo.

Por Davi Garcia

Mais SPOILERS da 3ª temporada!

Novas e interessantes revelações sobre o que esperar da 3ª temporada. Como se ela já prometesse pouco...

Resumo dos spoilers dados por Damon Lindelof e Carlton Cuse: Na próxima temporada entenderemos as reais ramificações de Desmond ativando o mecanismo de segurança e o que isso fez. A questão central da 3ª temporada vai ser o que de fato aconteceu. Parece que Desmond estará de volta. Eles disseram que o querem de volta, queremos saber porquê ele estava na prisão e, é claro, saber o que aconteceu quando ele virou aquela chave que afetou toda a ilha. Isso vai ser muito importante. A ilha ficou visível mas só por um instante. E também fico invisível por um instante em 22/09/2004 quando o avião caiu. O pé de estátua representa a história e a arqueologia da ilha. A 3ª temporada vai explorar o que aconteceu na ilha antes da Dharma Initiative chegar no final dos anos 70 e quem estava lá. O Lostzilla definitivamente estará de volta. Há uma boa chance de termos visto o 'monstro' na 2ª temporada e não termos nos dado conta disso. No final da próxima temporada vamos saber o que era quando o virmos. Por que os Outros pegaram Jack, Kate e Sawyer? Onde fica a 'casa' deles? Essa vai ser a história contada ao longo dos 6 primeiros episódios. A 3ª temporada também será sobre os personagens principais e seus relacionamentos. Eles querem dar mais enfoque aos relacionamentos do que à mitologia. Como Locke ficou na cadeira de rodas e como Jack ganhou aquelas tatuagens por exemplo, são pontos que a temporada revelará.

Fonte:
Lost Podcast

28/05/2006

A casa de 'Lost': curiosidades de bastidores

O Havaí ainda oferece o mix perfeito de locações e apoio da comunidade para continuar hospedando a popular série Lost


Uma perspectiva de produtor

O rumor de que "Lost" poderia mudar de locações se o Estado não desse algum pacote de incentivo financeiro não se concretizou, e o plano é continuar por pelo menos mais uma temporada em Oahu. "'Lost' é o Havaí pura e simplesmente," disse o produtor Jean Higgins, que se mudou para o Havaí com seu filho adolescente para trabalhar na série. "São as locações. É a ilha. É onde tudo está. Você não encontra esse visual nos EUA."

Os escritores vão usar o período anterior às filmagens para fazer um 'brainstorm' e traçar as linhas gerais da próxima temporada. Para onde vamos é segredo. Mas Higgins disse que eles vão nos levar a uma direção que ninguém espera. Justo quando você pensa que está indo em linha reta, damos uma grande virada à esquerda, e essa é a verdadeira graça da série."

Isso explica porque aqueles envolvidos com a produção ficam extremamente frustrados com a energia devotada por alguns para revelar tramas de futuros episódios. Membros da equipe tem que assinar acordos de confidencialidade; os scripts são distribuídos individualmente e depois coletados para que não circulem ou sejam vendidos. E assim, à medida que a temporada terminava, o interior do Hawaii Film Studio tornava-se ainda mais restrito.

Mas mesmo com esforços tão concentrados, manter segredos provou ser tarefa difícil. Em adição ao burburinho e aos spoilers dos sites de fãs, um devoto renegado percorreu Oahu e postou fotografias na internet de cada set de Lost na ilha, sendo que sua última descoberta foi um set temporário da costa de Ka Iwi. Ela incluía portas construídas na lateral de um morro com o logo da Dharma Initiative estampada na frente, e tendas que aparentavam representar o acampamento dos "Outros."

Vazamentos de pistas é apenas um dos riscos de se gravar em locações externas, que são cercadas por desafios únicos e benefícios, disse Higgins. "É uma série de sobrevivência, então ficamos mais ao ar livre do que quaquer outra série de televisão. Estamos realmente sujeitos à imprevisibilidade do tempo, vento e chuva," o que significa muitas realocações durante o período de março a abril.

Uma enorme quantidade de equipamento tem que acompanhar os atores em áreas remotas, e isso pode significar riscos de segurança quando o acesso é limitado. Quando filmamos no Rancho Kualoa, a equipe trouxe buldôzer e cascalho para estabilizar a pavimentação irregular - um esforço que é mutuamente benéfico.

Ocasionalmente, carros abandonados e vidros quebrados cobrem certas locações escolhidas. Obviamente, eles não podem aparecer no vídeo, então a equipe tem que limpar as cercanias. Outra vantagem para a comunidade, pontua Higgins, é que "nós sempre deixamos a área mais limpa do que a encontramos."


Reforma no Estúdio

Enquanto os atores aproveitam as férias ou gravam comerciais ou participam de filmes até terem que retornar ao Havaí em 7 de agosto, alguns dos 10 escritores e produtores (outros ficam em Los Angeles), vão se mudar de Dole Cannery para os novos escritórios de produção no Hawaii Film Studio.

A construção de sets para a 3ª temporada também vai começar em breve na instalação técnica, onde tubarões e javalis falsos são armazenados com bicicletas e outros materiais usados ao longo das duas primeiras temporadas. A nova estrutura substitui a antiga instalação técnica, um edifício antigo que colocava em risco equipamentos elétricos.

Agora que as reformas de US$7,3 milhões, adições e escolhas de paisagens estão quase terminadas, o produtor de Lost Jean Higgins tem um plano: possivelmente reparar o tanque de água construído às custas do estado para gravações de cenas aquáticas de "Baywatch Hawaii". O tanque agora está tão abandonado que é usado apenas para depósito.

Sequências aquáticas anteriores foram vítimas das dificuldades naturais. A cena em que Kate e Sawyer mergulhavam em busca de uma maleta cheia de armas foi filmada em Waimea Valley, mas um tanque de mergulho em Hawthorn, Califórnia, foi utilizado para a parte subaquática, porque a claridade da água em Ko Olina provou ser muito imprevisível.

A Comissário estadual para filmes Donne Dawson disse que o estado ficaria honrado se Lost utilizasse o tanque de água, mas a produção teria que arcar com o custo de repará-lo.

Dawson vê o renovado estúdio, ainda cheirando a tinta fresca, como um grande benefício para a indústria de filmes do Havaí em tempos onde espaços para escritórios comerciais são mais limitados que nunca. Por ser de propriedade e operação do estado, temos a capacidade de oferecê-lo a taxas abaixo do mercado para incentivar as produções," ela disse. Embora Lost seja o único ocupante agora, produções futuras serão capazes de configurar o espaço conforme queiram.

Status de Cultura Pop

A comissária de filmes de Honolulu, Walea Constantinau, lembra de assistir a " Havaí 5.0 " quando era jovem e pensava "Oh, que grande série local," tendo uma pequena noção da sua influência. Muitas pessoas no Havaí se sentem da mesma maneira com relação a "LOST," disse. “Sem dúvida a série de maior sucesso que tivemos nos últimos anos. Está destinada a tornar-se tão legendária quanto ' Havaí 5.0.' "

As avaliações de Nielsen indicam que as médias da série ficam em aproximadamente 15 milhões de telespectadores a cada semana. Mas isso é apenas o começo.

Há uma revista oficial, sites não-oficiais, jogos interativos, jogos interativos (download do contador da Iniciativa Dharma no qual você pode digitar os números a cada 108 minutos!), wallpapers, camisetas, canecas, bonés, mochila da Oceanic Airlines – e a lista continua. Os produtores e os fãs trocam idéias e comentários em forums. Analisar indícios relacionados ao geográfico e ao labirinto psicológico que envolve a série é um esforço que consome tempo para as pessoas que elaboram teorias em vários sites. Um romance derivado de Lost de um passageiro no vôo Oceanic 815 é divulgado em sites da ABC, e links tais como http://www.thefuselage.com/ , http://www.lost-tv.com/ e http://www.oceanicflight815/ estão a um simples clique.

Por causa dos dois atores coreanos, Lost é extremamente popular na Coréia, de acordo com Constantinau, e vai ao ar pela AXN, que serve a um mercado afluente por toda a Ásia. Visualmente proeminente, propagandas de Lost são evidentes em toda Europa Oriental nos metrôs, em painéis ao ar livre e capas das Revistas russas.

"É totalmente fascinante para as pessoas," disse Constantinau, que perdeu as contas de quantos tours já fez com jornalistas estrangeiros que queriam escrever histórias sobre as locações de Lost.

Locações, locações

A série faz um uso excepcional dos lugares mais inesperados de Oahu. Estes incluem cenas em uma igreja velha na Inglaterra (convento do St. Andrew), uma biblioteca na casa de infância de Jack (The Pacif Club), Sawyer no porto de Sydney com a Opera House no fundo (feita em Ala Way Harbor com um funde Sydney digital), um aeroporto na Austrália (o centro de convenção do Havaí), um necrotério (a cozinha do centro de convenções), um bunker em um acampamento de guerra iraquiano (cratera Diamond Head), Búfalo, N.Y., em um dia com neve (uma rua da baixa em Chinatown coberta com a neve cenográfica), Coréia (Vale dos Templos) e Bernard e Rose nas cataratas do Niágara (Michel´s restaurante com uma vista digital da famosa cachoeira que substitui a praia de Kaimana).

Um jeito que os produtores encontraram para facilitar as gravações externas é usar um armazém em Mimitz Highway para as "noites no exterior da floresta/selva" . A equipe reuniu arbustos e construiu uma floresta no armazém, onde o set pode ser escurecido para parecer noite. "Isso é muito mais fácil para o elenco e a equipe técnica," disse Higgins, porque isso significa que todos podem ter um dia normal de trabalho e dormir à noite, bem melhor do que ficar gravando por horas nas externas.

O Havaí fornece uma mistura interessante da arquitetura étnica, da região selvagem e da praia, e "todos são facilmente acessíveis," disse Constantinau. As possibilidades para a próxima temporada incluem gravações em uma ilha vizinha - grande - para uma maior diversidade.

A parada constante das locações permite também que os membros da série interajam freqüentemente com os comerciantes locais, disse Constantinau. Certamente, uma parcela significativa do orçamento da série é destinada ao pagamento de 950 trabalhadores que lavam e secam os figurinos, entregam 50 pizzas de uma só vez e mais. Aproximadamente 450 pessoas estão na folha de pagamento e a maioria, exceto alguns roteiristas e membros da equipe de pós-produção, são moradores dali.

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Download do contador (screen saver) da Iniciativa Dharma

Win 2000/XP

Download da pasta zipada aqui

Dowload do arquivo exe aqui

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Texto originalmente publicado no Star Bulletin -Autoria de Katherine Nichols
Traduções e adaptações por Davi Garcia e Juliana Ramanzini
Pesquisa por Angy
e links para download por Fernanda Reple



27/05/2006

Fotos, Fotos e mais Fotos...

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Maggie Grace e Sarah Michelle Geller nas gravações do filme "The Girls' Guide to Hunting & Fishing"

Mais Fotos

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O elenco de Lost no ensaio fotográfico da revista Entertainment Weekly

Mais Fotos

26/05/2006

SPOILERS DA 3ª TEMPORADA

A 2ª temporada mal acabou e já surgem as primeiras informações sobre a 3ª, e aqui no Dude! claro, vocês sempre sabem antes...

Os produtores da série Lost disseram ao Sci Fi Wire que a 3ª temporada irá focar-se mais no romance e nos misteriosos Outros. "Os Outros são uma parte importante da 3ª temporada, e há muitos mistérios e muitas questões sobre eles que a audiência vai levantar," disse os produtor executivo Carlton Cuse na entrevista. "E essas são as coisas que vamos explorar." Cuse acrescentou:"Definitivamente teremos novos personagens na série... Obviamente, Michael Emerson, que faz Henry Gale, vai ser bastante proeminente na próxima temporada." Os fãs foram introduzidos a uma nova personagem que promete aparecer na trama da nova temporada: Penelope Widmore, feita pela atriz Sonya Walger. "Estou animado com a questão do amor na 3ª temporada," disse o produtor executivo Bryan Burke, acrescentando: "Não esqueça que agora as pessoas já estão na ilha a mais de 60 dias. Eles estão agora obviamente mais familiares uns com os outros. ...o conceito de amor está lá, e... vai se espalhar entre nossos personagens. Vai ser bem mais relevante na 3ª temporada."

Fonte:
Sci Fi Wire

Atualizações de 26 de Maio

Segundo o Ausiello Report surgem as primeiras informações sobre os novos personagens que se juntam a Lost. Em adição aos dois papéis femininos já comentados antes, a série também terá um novo papel masculino. As descrições são: Mulher na faixa dos 30 anos com qualidades de liderança. Mulher com 20 e poucos anos muito atraente. Homem, latino 20 e poucos anos, bonito e misterioso. O palpite é que eles façam parte dos sobreviventes até então "figurantes" que Carlton Cuse disse que emergiriam na próxima temporada.

Além disso o New York Times traz mais detalhes sobre o foco da 3ª temporada nos Outros. Carlton Cuse listou o que a audiência vai ter descoberto sobre os Outros a essa altura do próximo ano: "Quem são essas pessoas? Quantos eles são? Qual a história deles? O que estão tentando concluir?"

25/05/2006

Colecionadores comecem a mexer nos bolsos

Que estava na cara que Lost rende vários sub-produtos não é mais novidade para ninguém, mas é no mínimo animador saber que a McFarlane Toys vai atacar um segmento até então inexplorado pela série, o mundo das miniaturas. A empresa é conhecida por reproduzir com grande qualidade bonecos de HQ's, séries e filmes clássicos, portanto é hora dos colecionadores comemorarem e claro, começarem a guardar aquela graninha.

A 1ª leva de miniaturas trará Jack, Locke, Kate, Hurley, Shannon e Charlie (imagem ao lado). A empresa promete também a produção de determinadas locações especiais da série, como a escotilha e claro, a ilha.

O que falta agora hein?!


Agradecimentos a Ricardo Ferreira pela notícia.

24/05/2006

RESULTADO DA PROMOÇÃO "DUDE, ONDE ESTÁ DESMOND?"

Depois de dias de intensas discussões, socos e pontapés, subiu a fumaça branca pela chaminé e nós já temos os nossos três vencedores da promoção “Dude! Onde Está o Desmond!”. São eles:


Edson Nakano (Porto Alegre /RS)
“Preso na CTU em Los Angeles depois de chamar o Jack Bauer de brothaaaa...”



Rafael Nussi (São Paulo/SP)
“Bem, nesse exato momento ele e Forrest Gump cruzaram o mar morto correndo com uma camiseta escrita: Shit Happens/4 8 15 16 23 42 Nothing Happens.”



Sueli Aparecida Silva Astrini (São Paulo/SP)
Desmond está afastado de "LOST" porque está gravando um filme. Ele é o protagonista de "CORRA BROTHA, CORRA !!".



Entraremos em contato com os vencedores que receberão as suas camisetas nas próximas semanas. Agradecemos a todos que escreveram e até a próxima promoção!

Mais Vídeos Promocionais - 2x23/2x24 "Live Together, Die Alone"

E links para os promos da ABC no AOL!

23/05/2006

Evangeline Lilly e o namorado Dominic Monaghan

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Evangeline Lilly e o namorado Dominic Monaghan fazendo compras e caminhando de mãos dadas!
Bom, há quem ache o casal lindo ... e há quem acredite que Evangeline é areia demais para o caminhãozinho do Dom! E você? O que acha?

Mais Fotos Aqui

Chat Dude!

Olá pessoal! Hoje venho anunciar mais uma 'invenção DUDE!!!!' Um chat que reunirá a equipe do blog e vocês, nossos leitores! A idéia surgiu depois de percebermos que a galera que nos acompanha diariamente curte discutir, opinar e participar. Os chats ocorrerão em datas e horários previamente marcados... no MIRC. Nosso colaborador e moderador do Dude MIRC, Rômulo Andrade, criou um tutorial para quem não sabe o que é, nem como usar o programa.


  • Entrem em http://www.cyberscript.org/download.php (esse é um exemplo de programa de mirc, existem vários outros, mas acho esse o melhor pra quem ta começando), depois é só escolher um dos 4 links, dá no mesmo.
  • Depois de baixar e instalar (acredito que não exista nenhuma dificuldade nisso), abram o programa, aparecerá uma janelinha, ae é só seguir esses passos:

1- Prosseguir / Prosseguir

2- escolha seu nick na primeira opção (nick) e coloque o mesmo na opção seguinte (nick alternativo), o email não é obrigatório.

3- Prosseguir / Prosseguir / Finalizar

4- Depois disso, o programa será reaberto automaticamente e aparecerá uma outra janelinha, dando dicas sobre o mirc... acho ela meio idiota, aconselho desmarcar a opção "mostrar dica do dia ao iniciar" e fechar.

5- Logo em seguida, cliquem na barrinha inferior e digitem isso :/server irc.brasnet.org (colar pode dar erro, digite!) se tiver digitado o comando certo, conectará e aparecerão mais 3 opções lá embaixo, ao lado do status: #cyberscript, Brasnet e @news, além de mais duas janelinhas, aconselho fazer o mesmo que foi feito com a dica do dia, desmarcar a opção de abrir a janela ao iniciar e fechá-la.

6- Quando estiver só o status, como inicialmente, digite /j dude (na barra em branco), aparecerá o nome #dude, logo ao lado do status. Pronto, vocês já estão no canal (mesmo que sala, no mirc) onde acontecerá o chat.

Os chats serão moderados e com número limitado de participantes. Os melhores momentos serão publicados no blog!

Caso vocês tenham dúvidas, postem nos comentários! Logo anunciaremos a data do primeiro evento que terá como tema o final da segunda temporada.

Juliana Ramanzini

22/05/2006

Comentários do episódio 2x11 - "The Hunting Party"

É engraçado, mas pela 1ª vez fiquei dividido sobre o que achar desse episódio. Acontecimentos na ilha: 10. Flashback do Jack: 5. Foi um episódio estranho. Parece que as coisas entre flashback e ilha estavam meio desconexas. É notório que o Jack é constantemente colocado como "o protagonista" da série, algo pelo qual nem me oponho, mas ficar querendo explicar o passado dele com flashbacks um tanto quanto chatos e que no fim não dizem a que vieram, desgasta a idéia inicial, que suponho eu, seja a de tornar o personagem mais carismático.

Os acontecimentos na ilha por sua vez, foram muito bacanas e nos permitem várias pequenas observações interessantes:

*A mais óbvia, e que 99% das pessoas que assistem a série já sabiam, é que o Michael é realmente ‘um mala sem alça sem rodinha cheia de pedra’ (ok, forcei nessa). A atitude irracional tomada por ele não tem justificativa. E nem venham me dizer que não sabemos o que ele leu no computador porque não dá pra engolir. Tomara que fiquemos uns 5 episódios pelo menos sem vê-lo novamente. Ou melhor, tomara que só achem o cadáver dele no mato junto com o Walllllttt (Ok, forcei de novo:P).

* Gostei de ver a Sun botando moral no Jin. Uma interessante mudança na relação do casal pode vir pela frente, o que aliás deve ser explorado num eventual próximo flashback deles. E se tem gente que acha irrelevante ficarem dando foco a eles, (como aconteceu no ...and Found) eu pelo contrário gosto de entender mais esses personagens que por questões culturais acabam ficando mais à margem dos outros.

* Charlie e sua prometida descida ao inferno novamente ganha um vulto maior. Ok que mostrou-se pouco, mas apenas aquele olhar no final dele observando Locke brincando com Aaron e Claire, já foi capaz de deixar mostras de que um provável desvirtuamento vém pela frente, o que entendo ser bom pra trama e do resgate da importância do personagem, até então meio esquecido como já havia mencionado no comentário do episódio 2x10.

* A relação Jack& Kate & Sawyer promete esquentar. Jack obviamente com raiva por não compreender o que Kate quer, e Sawyer cada vez mais atraído por Kate, que por sua vez sempre dá mostras de que tem muito mais que uma quedinha pelo ‘cafa’. O que me intriga nesse triângulo, são os motivos do Jack pra sentir atração pela Kate. Além da questão óbvia de que ela é bonita e etc, não vejo outras razões que justifiquem seu interesse. Sobretudo se formos levar em consideração a mensagem que o flashback passou, de que o Jack sempre se interessa por "algo(alguém) a quem possa consertar". A ex- mulher fora acidentada, a tal Gabrielle ficara fragilizada por causa da doença do pai... mas a Kate o que tem?

* Então quer dizer que "Os Outros" realmente sabem de tudo o que acontece na ilha como se fosse um Big Brother? Humm então eles sabiam os nomes de Jack e Locke, o que faziam do outro lado da ilha, no que mexiam e etc? Não me parece que a indagação do Jack de que eles plantaram um espião no grupo dos sobreviventes (que seria o Ethan) seja a real explicação. Há algo muito maior por trás. Aliás falando nisso, os Outros estão em um número muito maior do que eu imaginava até então. A impressão é que há ali naquele grupo, uma pequena sociedade estabelecida e que não quer dividir espaço com o grupo dos sobreviventes. Mas por que isso? Seriam os sobreviventes realmente parte de um experimento equivocado (da Dharma talvez) e que devem ser mantidos fora de qualquer contato com esta suposta sociedade? Essa é até o momento, a única luz que me surge, pois se fosse uma mera questão de exclusividade de espaço, os Outros simplesmente dariam um jeito de aniquilar "os invasores" de uma vez.

* E por último mas não menos importante, que papo é esse de que o Jack quer brincar de guerrinha?

Enfim, como não quero me estender ainda mais, quero apenas tecer um breve comentário sobre o flashback, que é foi um tanto quanto decepcionante, pois o fim do casamento do Jack (que rendia várias suposições) teve uma explicação meio boba. Quer dizer que a mulher se sentia sozinha, não conversava sobre o problema com o marido, resolveu chifrá-lo e ir embora de repente??? Não dá para engolir, até porque já sabíamos desde o início da série que Jack é o cara que tem o terrível defeito (ou não) de sempre querer ser o tal a tomar as decisões, cuidar do bem estar dos outros, definir o que é certo e errado e etc, portanto na minha percepção, o flashback não mostrou nada além do que já sabíamos. De relevante mesmo porém, fica um detalhe captado no flashback e que pode dar uma pista (ou não) sobre a trama, ou pelo menos uma pista que indique que os acontecimentos na ilha acontecem num futuro provavelmente não muito distante (como inclusive já fora levantado antes). Mestres ninjas com a visão além do alcance do TV Squad e que obviamente devem usar lentes microscópicas ao assistirem Lost, repararam que na cena em que o Jack e se pai examinam as chapas da coluna do pai de Gabriele logo no início do episódio, aparece uma data. Qual? 16 de Novembro de 2005. Dica ou erro da produção??? Mais mistério.

Por Davi Garcia

Lost vai virar jogo!

Sabemos que essa notícia era ansiosamente esperada por muitos fãs da série!
O site Uol Jogos publicou uma nota na qual anuncia o lançamento do game para o natal de 2007. Ainda não existem informações precisas pois a Ubisoft, empresa que fará a distribuição do jogo, em parceria com a Touchstone Television (que produz Lost para ABC), ainda está negociando com os roteiristas do seriado as adaptações e atores que aparecerão no game (a dublagem dos personagens). Também não foram fornecidas informações sobre as plataformas nas quais o jogo será lançado.
Saiba mais no clicando no link do Uol Jogos.




Pesquisa: Erik Pereira

21/05/2006

Breve nota de esclarecimento

Abrindo um pequeno parênteses às postagens sobre Lost, queremos chamar atenção para um fato lamentável que para nossa tristeza tem se repetido ultimamente. Vários sites, inclusive alguns bem conhecidos, têm copiado nossos posts e reproduzido sem dar crédito, ou descaradamente assinando as matérias como se fossem os verdadeiros autores. Essa nota serve para esclarecer que todo o trabalho feito aqui, apesar de amador (com exceção do Carlos Alexandre e do Ricardo Henriques que são jornalistas por formação), é feito com toda a ética e respeito autoral. Nada que não seja feito por nós é citado sem o devido crédito. Todos que escrevem e postam aqui o fazem ser receber nada, é um trabalho voluntário e nosso contrato é a nossa amizade.
O blog está crescendo e ficando conhecido. Sabemos que isso implica em sermos copiados. Caso isso aconteça, só pedimos que citem o blog como fonte. Principalmente no caso das traduções. É um gesto de respeito ao trabalho de todos nós que passamos horas na frente do computador pesquisando, escrevendo, discutindo e trazendo para todos as novidades sobre a série que tanto gostamos. Registro aqui meu protesto em nome de todos que participam deste blog e que, graças a Deus, são criativos, inteligentes, divertidos e tem um ótimo caráter, senão não estariam aqui comigo, com a Fernanda e com o Davi. Aproveito para agradecer as manifestações de carinho de todos vocês. Em breve, mais novidades.
Juliana Ramanzini
Conhecendo a equipe Dude!
Angy Poderosa - é advogada, mora no Rio de Janeiro e deu a idéia para fazermos o blog (é a mãe do blog).
Bruno Marinho - é estudante do Ensino Médio, mora em Recife e é moderador da comunidade Dude do Orkut. Esse menino tem futuro!
Carlos Alexandre Monteiro- é jornalista (e músico... banda Netunos galera!), mora no Rio de Janeiro e escreve uma coluna aqui no blog!
Davi Garcia- é administrador de empresas, mora no Rio de Janeiro, faz traduções e comentários dos episódios. Além disso, tem o blog de cinema! O resto eu não conto...
Ester Arieta Moreira - é advogada, mora em Porto Alegre, apaixonada pelo Desmond, escreve e traduz matérias para o blog.
Fernanda Reple - é estudante do Ensino Médio, mora em Campinas, é responsável pelo template, pelas fotos paparazzi e pelas fotos e vídeos promocionais. Essa menina é um gênio.
Juliana Ramanzini- é historiadora, mora em Porto Alegre, administra a bagunça do blog, incomoda os colunistas e comentaristas pedindo textos, de vez em quando traduz, pesquisa notícias e imagens e logo logo vai escrever também. Juro.
Ricardo Henriques - é jornalista, mora em Recife, é incomprendido e comentarista do blog.
Rômulo Andrade - Faz um curso técnico, mora em Araruama e será nosso moderador do chat Dude no Mirc (logo mais eu explico).

DESMOND – A pergunta que não quer calar

Por Ester Arieta Moreira*


A primeira imagem que tivemos dele passou despercebida, sim, porque jamais poderíamos supor que o prestativo atleta que se encontrou com Jack no estádio reapareceria na ilha, dentro da famigerada escotilha, e depois literalmente “sairia correndo”, deixando uma enorme trilha de perguntas a serem respondidas. Desmond, interpretado por Henry Ian Cusick, um ator praticamente desconhecido, nascido em Trujillo, Peru, em 17 de abril de 1969, filho de uma peruana e um escocês, caiu nas graças do público que assiste LOST, ávido pelo seu retorno, é constantemente mencionado nas discussões sobre a série, ganhou um fórum no site “The Fuselage” e assustou seu intérprete (Henry é caseiro e super família, vive com a esposa Annie e seus três filhos, Elias, Lucas e Esaú, em Shipbourne, um pequeno e tranqüilo vilarejo em Londres) com o sucesso e a fama tão repentinos.

E mesmo assim, nos passa a imagem de uma pessoa tranqüila e bem-humorada. Aqueles que fazem parte do seu fórum em “The Fuselage” podem eventualmente conversar com ele, pois muitas vezes ele “passa” por lá para bater um papo com os fãs e responder algumas perguntas. Ainda, em um dos sites sobre o personagem em LOST, foi disponibilizado um e-mail para os fãs que, se tiverem um pouco de paciência, poderão escrever e sem dúvida, receberão sua resposta.
Dessa forma, nada melhor do que conhecê-lo um pouco mais, agora que estamos às portas do episódio final da temporada, que trará Desmond de volta e, quem sabe, nos mostrará, afinal, como ele foi parar dentro da escotilha e porque tão facilmente aceitou continuar o trabalho que estava sendo feito por Kelvin.

Fazendo uma espécie de “compilação” de informações (entrevistas dadas a jornais e redes televisivas) encontradas sobre o ator, foi possível ver o efeito que o personagem causou sobre Henry Ian. Notamos que ele sentiu-se confuso com o sucesso que estava fazendo nos EUA, principalmente pelo fato da 2ª temporada da série ter estreado meses antes lá, do que no Reino Unido, o que o fez notar que, ao sair de seu apartamento em Los Angeles era praticamente “atacado” pelos fãs, que extasiados com a novidade, buscavam aproximar-se e, principalmente, saber quando veriam Desmond novamente em LOST, em contrapartida ao fato de que, em Londres, praticamente ninguém sabia quem ele era.

“É estranho, porque em um momento, as pessoas vêm falar com você enquanto você está no caixa do supermercado, e logo depois você volta pra casa, e é como se nada daquilo tivesse acontecido”, diz Henry Ian, em uma entrevista dada ao Sunday Times, cerca de dois meses após o início da 2ª temporada nos EUA; entretanto, ele parece ser supersticioso, e querendo manter a “normalidade” da sua vida, listou seus afazeres domésticos (sim, acreditem, ele tem!): busca os filhos na escola e os leva ao caratê, vai ao supermercado e assegura que o jantar vai estar pronto quando sua esposa chegar do trabalho. “Minha vida é bastante tranqüila”, ele diz, “Minha mulher trabalha turno integral, então quando eu não estou trabalhando, estou em casa com as crianças. Funciona perfeitamente para mim”.

Henry cursou The Royal Scottish Academy of Music and Drama antes de juntar-se ao Glasgow Citizen’s Theatre. Seu trabalho no teatro é extenso, incluindo atuações em peças do Royal Shakespeare Company (Othello) e The Royal National Theatre (Richard II), entre outras. Sua filmografia também não pode ser desprezada, tendo como mais recentes aparições os filmes “The Gospel of John” (2003), onde sua performance no papel de Jesus Cristo foi aclamada pela crítica, Perfect Romance (2004), Half Ligth (2006) e 9/Thenths (2006), além de ter representado o agente da inteligência alemã Theo Stoller nos episódios 5x13 e 5x14 de 24 Horas.

Apesar de toda essa exposição, Henry parece ter os pés no chão, demonstrando um enorme apego pela opinião da sua família, em especial de sua esposa Annie. Constantemente indagado sobre a possibilidade de deixar a Inglaterra e mudar-se para Los Angeles, ele sempre se esquiva, respondendo que precisa ter um bom motivo para deixar a Inglaterra, embora assuma que, por ter passado sua infância em Trinidad y Tobago, adora o clima quente.

Na entrevista concedida ao Sunday Times, Henry foi perguntado sobre como ele reagiria se estivesse preso em uma ilha deserta, com um bando de estranhos e um monstro misterioso. “Eu não tenho idéia”, respondeu, “mas provavelmente eu seria um desastre! Fui escoteiro quando era criança, mas nunca conseguia erguer uma barraca, nem executar todas aquelas coisas práticas que os escoteiros fazem, eu só queria jogar bola e nadar. Se fosse só ficar deitado na praia, eu conseguiria fazer isso perfeitamente”, respondeu bem humorado.


Bom, agora acho que só nos resta esperar (ansiosamente, com certeza) pelo episódio final da temporada “Live Together, Die Alone” para vermos o retorno triunfal de Desmond, que está importante a ponto de ter um episódio-flashback de duas horas, season finale (... ui, um luxo!!!!), e para podermos finalmente ver mais um pouquinho do olhar “maluco” que só ele sabe fazer e ouvir o famoso “Brothaaa” com seu sotaque único peruano-escocês-inglês!

See you in another life, yeah?


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*Estar Arieta Moreira é advogada, assumidamente fã incondicional do Desmond e adora cada vez que ele diz “brothaaa”...

Fontes:

Sinopse do 2x23 ?


Sinopse do final da temporada? Decida por si mesmo!Pessoal, não sabemos se o que segue abaixo é verdade ou não, mas de qualquer forma achamos que as descrições são bastante coerentes com o que já vimos nas descrições oficiais e nas fotos e vídeos promocionais. O quanto disso vai se concretizar de fato é um jogo de apostas, mas de qualquer forma descobriremos essa semana.Agora chega de enrolação e vamos ao que interessa. Se você não tem medo de spoilers ou é curioso demais, selecione o texto oculto abaixo e saiba antes (ou não) quase tudo o que acontece no final da temporada.Mas lembre-se, o risco é seu!Os sobreviventes pensam estar sendo resgatados quando vêem o barco. Jack nada em direção a ele. Desmond está no compartimento. Eles o levam para a praia. Desmond tem muita bebida com ele, e um segredo obscuro... Durante os 23 dias que esteve desaparecido, ele tentou consertar seu veleiro e sair da ilha. Jack pergunta o que ele não está contando para eles.Vemos um flashback da vida de Desmond antes da ilha, e quando ele foi parar lá. Pontos interessantes aqui são que Desmond era casado com uma mulher chamada Penny, Libby era casada com Charles Widmore, e Desmond pegou o barco de Libby emprestado para sua "corrida ao redor do mundo." Desmond também fez o mapa visto na porta de isolamento da escotilha, e Kelvin é, ou era, o irmão gêmeo de um certo Joe Inman, o agente da CIA visto no flashback de Sayid. Veremos Kelvin arrastando Desmond para a escotilha, apertando o botão, mostrando o filme para ele, e assim Desmond começando a pressionar o botão também.Dias atuais,À noite Jack e Sayid armam um plano envolvendo o barco de Desmond que desaparece na floresta indo em direção da escotilha.No dia seguinte, Jack e a turma (Kate, Sawyer, Michael e Hurley) se preparam para partir. Charlie deseja boa sorte à Hurley e Michael sai na frente.Na escotilha Eko continua a pressionar o botão. Locke aparece e eles conversam. Locke ri do fato dele ainda estar apertando o botão e Eko retruca dizendo-se um "Homem de Fé."Jack, Kate, Michael, Sawyer e Hurley seguem pela floresta. Eles começam a passar pela área que Hurley diz ser o 'território negro.' Há muitas árvores caídas ao redor deles e eles acampam para passar a noite. Michael fala sobre como essas pessoas fizeram mal aos sobreviventes e particularmente a eles 5. Mataram Shannon, Libby e etc.Locke e Eko estão discutindo na escotilha e Locke argumenta de como ele pensou que aquele lugar era um destino, que a ilha o ergueu apenas para derrubá-lo, e que tudo é um experimento. Locke diz a ele que pretende ver oque acontece quando o botão chega ao zero de uma vez por todas. Ele quer ter certeza que está certo e Eko não concorda com isso.Desmond chega à escotilha e fala com Locke e Eho. Ele parece nervoso e pergunta a Locke se ele continuou apertando o botão e Locke diz que sim, mas ele não acredita.No topo de uma colina, Jack e o outros encontram uma grande pilha de tubos da estação Pérola. Michael diz a eles que não estão longe agora e precisam seguir, guiando-os ao local onde Zeke e os 'Outros' o capturaram.Os sussurros reaparecem e todos começam a ouvir. São muitos dessa vez. Jack grita dizendo que é uma armadilha quando percebe que há um deles nas árvores. Todos começam a atirar e parecem estar cercados.Acontece um outro isolamento na escotilha. Não sabemos porquê, mas poderia ser algum tipo de teste final? Locke está preso dentro do Geodomo com Desmond e Eko preso do lado de fora começa a gritar com Locke de que ele não pode deixar o contador atingir o zero, mas Locke tem outras idéias. O Contador marca 107 minutos.Bernard conversa com Claire, perguntando para que serve a vacina e Claire explica.Sayid fala com Jin e Sun. Ele faz um plano com Jin que Sun traduz e Jin entende.Eko procura a ajuda de Charlie na praia para a situação na escotilha e diz a ele que eles precisam pegar a dinamite que Charlie sabe onde está.Na escotilha, Desmond e Locke discutem sobre o botão. Locke diz a Desmond que o botão não é real, e que tudo era um experimento da maldita Dharma Initiative. Desmond grita com ele, "Não me diga que isso não é real!" e conta a Locke que ele velejou para longe da ilha e estava indo buscar resgate para eles, mas quando alcançou a terra descobriu que NÃO HAVIA MAIS HUMANIDADE. Desmond diz que o mundo inteiro não estava lá. Não havia nada. Ele acredita que é culpa do botão, recordando o que o filme original da Dharma dizia. Locke está estarrecido com isso, mas pensa que Desmond enlouqueceu. O contador agora marca 43 minutos.Eko e Charlie recolhem a dinamite do esconderijo e correm para a escotilha. Eko planeja explodir a porta de isolamento. Charlie pensa que ele está louco. Eko acredita no que Desmond disse de que o contador REALMENTE FAZ alguma coisa quando atinge o zero.Enquanto isso Jack e os demais são capturados pelos 'Outros' e são levados para a vila.Jin e Sayid pegaram o barco de Desmond e seguiram o mapa de Rousseau ao longo da costa onde Sayid acredita que seja a localização da vila dos 'Outros'. Eles descobrem uma grande pedra com um buraco. Sayid sobe furtivamente as pedras com sua arma e Jin o segue. Para resumir, eles atacam os 'Outros', uma confusão ocorre, Sawyer briga com Zeke e arranca sua barba falsa, Sayid é ATINGIDO POR UM TIRO, bem no peito e cai na água.Com o caos rolando no acampamento, Michael chega escondido à porta no penhasco. Há um símbolo da Dharma nela. Um dos guardas é atingido por um tiro. Michael entra e a fecha.Dentro há uma GRANDE revelação.De volta à escotilha o contador marca 23 minutos. Eko e Charlie armam a dinamite. Locke e Desmond discutem lá dentro com o contador chegando a 15 minutos, depois 8 minutos e então 4 minutos. O alarme começa a soar bem alto. Eko explode a porta, Charlie é lançado inconsciente contra a parede de cimento. Eko corre para apertar o botão antes que o contador zere. Locke derrubou Desmond deixando-o inconsciente com o porrete de Eko. Os dois brigam e Locke derruba Eko no chão. Ele pega o porrete e QUEBRA O COMPUTADOR, que está destruído. Agora não há mais como parar o contador.No acampamento dos 'Outros', Jack, Kate, Sawyer e Hurley parecem ter dominado a situação.Do outro lado da porta Michael encontra Walt, mas é confrontado pelo falso Henry Gale, que conta tudo a Michael sobre o que ele está vendo agora, e não vou dizer o que é para não estragar essa surpresa pelo menos. Mas digo que ela envolve 3 outras pessoas, a queda do avião, Hanso, e uma chave. Há uma ÚNICA tv de monitoramento dentro da sala também que mostra a estação 3. Henry diz a Michael que ele precisa deixar a ilha agora se quiser escapar com Walt. O barco está pronto para ele em uma saída traseira.O contador na escotilha chega ao ZERO.Algo REALMENTE acontece.O que? Vocês verão, assim como Michael e Walt que escapam da ilha com o barco, deixando todos para trás.Se você acredita no que Desmond disse, eles não encontrarão nada.
Fonte da suposta sinopse: http://www.4815162342.com
Pesquisa por Charles Freire Gonçalves
Tradução por Davi Garcia

Sinopse do final da Temporada? Decida por si mesmo!

Pessoal, não sabemos se o que segue abaixo é verdade ou não, mas de qualquer forma achamos que as descrições são bastante coerentes com o que já vimos nas descrições oficiais e nas fotos e vídeos promocionais. O quanto disso vai se concretizar de fato é um jogo de apostas, mas de qualquer forma descobriremos essa semana.

Agora chega de enrolação e vamos ao que interessa. Se você não tem medo de spoilers ou é curioso demais, selecione o texto oculto abaixo e saiba antes (ou não) quase tudo o que acontece no final da temporada.

Mas lembre-se, o risco é seu!

Os sobreviventes pensam estar sendo resgatados quando vêem o barco. Jack nada em direção a ele. Desmond está no compartimento. Eles o levam para a praia. Desmond tem muita bebida com ele, e um segredo obscuro... Durante os 23 dias que esteve desaparecido, ele tentou consertar seu veleiro e sair da ilha. Jack pergunta o que ele não está contando para eles.

Vemos um flashback da vida de Desmond antes da ilha, e quando ele foi parar lá. Pontos interessantes aqui são que Desmond era casado com uma mulher chamada Penny, Libby era casada com Charles Widmore, e Desmond pegou o barco de Libby emprestado para sua "corrida ao redor do mundo." Desmond também fez o mapa visto na porta de isolamento da escotilha, e Kelvin é, ou era, o irmão gêmeo de um certo Joe Inman, o agente da CIA visto no flashback de Sayid. Veremos Kelvin arrastando Desmond para a escotilha, apertando o botão, mostrando o filme para ele, e assim Desmond começando a pressionar o botão também.

Para ler o restante clique AQUI

NOVO! Veja a foto de Sayid no acampamento dos Outros aqui.


Agradecimentos especiais à Charles Freire Gonçalves pela pesquisa.


19/05/2006

Fotos do elenco no ABC Upfront

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Parte do elenco no ABC Upfront em Nova York

Clique aqui para ver as fotos

Bad Numbers? Não, agora é o Código!

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Contando com uma das campanhas de marketing mais comentadas da história do cinema e enfrentando uma onda de protestos mundo a fora, O Código Da Vinci chega com a árdua missão de justificar os mais de US$120 milhões gastos em sua produção e claro, transpor para a telona o controverso thriller de Dan Brown mantendo os elementos que construíram o sucesso internacional do livro. O "Dude!" que é curioso e apressado já correu para a sala de cinema mais próxima e diz o que esperar desse que talvez deva ser o filme mais comentado do ano. Siga o código aqui.

18/05/2006

Fique por dentro... Dude!

Amanhã é o último dia para o envio das frases para a promoção "Dude! Onde está o Desmond?". As três frases mais criativas ganharão camisetas BemLegal!
Além disso, convidamos vocês para usarem o espaço do blog no Orkut. Lá poderemos discutir, opinar, sugerir e dar umas risadas!
E fiquem de olho! No final do mês, o Dude vai lançar mais um espaço para discussão de temas sobre Lost, com a participação da equipe do blog e de vocês, nossos leitores!

Um abraço,

Equipe Dude! We are Lost!

17/05/2006

Promo do final da temporada 2x23/2x24 "Live Together, Die Alone"

Confirmado: 3ª temporada terá exibição dividida nos EUA

Fim do mistério. Calma, não descobrimos o que se passa na ilha mas pelo menos já sabemos como acompanharemos a 3ª temporada seguindo a exibição americana. Respondendo aos apelos dos fãs, Steve McPherson presidente da ABC confirmou ontem que a série retornará com sua 3ª temporada no outono americano (Setembro) em seu horário normal de 4ª feira às 21 horas. A novidade é que teremos 7 episódios inéditos exibidos em sequência, e depois uma interrupção (Lost sai da grade) que deve durar até janeiro ou fevereiro de 2007, quando então voltaremos a ter episódios inéditos até maio.

Durante a ausência de Lost, a ABC vai lançar o novo drama "Day Break" sobre um detetive que literalmente vive o mesmo dia seguidamente por 13 semanas.

Os produtores executivos de Lost, Damon Lindelof e Carlton Cuse, dizem estar animados com o novo esquema de exibição e que estão desde já trabalhando dentro do novo cronograma. Se 24 Horas viu seus índices de audiência crescerem notadamente depois de adiar as estréias de sua 4ª e 5ª temporadas no que garantiu apenas episódios inéditos, é praticamente certo afirmar que Lost pode alcançar um patamar ainda maior de sucesso. Aguardemos então, mas desde já digo que muito me agradou essa notícia. E vocês o que pensam?

4815162342 = 1984


Por Carlos Alexandre Monteiro*


(Antes de tudo, o aviso de sempre: o texto abaixo encontra-se cheio de spoilers pra quem não está em dia com a exibição da série na tevê americana. Caso você seja uma dessas pessoas, siga a leitura por sua conta e risco.)

Uma das inegáveis virtudes de Lost é a de fomentar o interesse de seu público por livros. Os criadores da série não só já puseram vários nas mãos de Sawyer como também rechearam a Estação Cisne com diversos exemplares. Na incansável busca por referências, muitos telespectadores não perdem a chance de fuçarem os títulos que já apareceram em episódios, como "O Terceiro Tira" ("The Third Policeman"), de Flann O'Brien. Recentemente até aconteceu o inverso: foi lançado nos Estados Unidos o livro "Bad Twin", de autoria de um tal Gary Troup, escritor que estava no vôo 815 - uma bela jogada de marketing que certamente já faz vítimas e ainda fará outras tantas, inclusive este que vos escreve.

Se na coluna passada falei da importância de "Star Wars" na decadente trajetória moral de Michael Dawson, agora trato de livros e seu uso como fontes para a série. Na verdade, abordo um apenas, de vital importância para ela pelo que pudemos ver até agora: "1984", de George Orwell. Obra que serviu de inspiração também para o "Big Brother", "1984" exerce em Lost uma influência mais madura e instigante.

Resumidamente falando, "1984" conta a luta de um homem, Winston Smith, para tentar libertar-se do regime totalitário de um novo mundo em que os governantes regem a sociedade com rédeas curtíssimas. E como se dá esse controle ? Basicamente assim:

1º) Uma espécie de adestramento popular em que todos são ensinados desde cedo a respeitar, amar e não contrariar o "Grande Irmão", um ser onipresente, onisciente e líder da Pista nº 1, o nome da Inglaterra neste novo mapeamento mundial;

2º) Monopólio da produção de bens culturais e materiais por parte do Estado;

3º) Vigilância constante de todos por câmeras e microfones instalados em cada residência do novo país.

Difícil ler os três procedimentos descritos acima e não lembrar da famigerada Iniciativa Dharma, né ? O último episódio, então, deixa ainda mais clara toda a presença da obra de Orwell em nossa querida série. As evidências são várias: a certeza de que há uma pesquisa envolvendo condicionamento psicológico na Estação Cisne, a adoração a Alvar Hanso por parte dos Outros...e nem os produtos Dharma que já conhecemos há um bom tempo escapam. Eles mais parecem "primos" dos 'Vitória' - esta, a marca única das comidas, bebidas, cigarros e demais bens de consumo em "1984". Até a mensagem positiva incutida nos dois nomes parece ter fins iguais.

Mas são as atividades ocorridas na recém-descoberta Estação Pérola que merecem um parágrafo à parte nesse jogo de encontrar semelhanças entre Lost e "1984". O trabalho de assistir aos comportamentos de pessoas sem que elas saibam e registrá-los em relatórios é também a atribuição de muitos dos responsáveis pela ordem e progresso do estado anti-utópico relatado no livro. E a comparação ainda se torna mais pertinente: na trama de Orwell o protagonista Winston é funcionário do chamado "Ministério da Verdade", e seu trabalho consiste em alterar informações de publicações anteriores de forma conveniente à ação governamental. E sabe como ele faz isso ? Lê as notícias atuais, pesquisa as antigas, as altera e reenvia os novos escritos à um banco de dados através de...tubos pneumáticos!

Podemos também encontrar informações baseadas nos componentes de "1984" em detalhes menos importantes da série. Por exemplo, um trecho do livro que deve ter chamado a atenção de JJ Abrams e asseclas é o que trata do principal passatempo do povo oprimido e forçosamente alienado. E qual é ele ? Veja: "A Loteria, com seus enormes prêmios semanais, era o acontecimento público a que os proles davam a maior atenção. Era provável que houvesse milhões de proles para quem a Loteria era o principal, se não o único, motivo de continuar a viver". Quem sabe não saiu daí a idéia pra fazer de Hurley um milionário ?

Enfim, "1984" parece ser realmente uma chave pra descobrirmos a origem de muito o que vemos em Lost. Fica a dica: vale cair dentro da leitura do romance - e restam poucas dúvidas de que isso foi justamente o que Alvar Hanso, Gerald e Karen DeGroot andaram fazendo há um tempo atrás...

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Carlos Alexandre Monteiro é jornalista, vocalista e guitarrista da banda Netunos - http://www.netunos.com.br - e tem medo do totalitarismo, ainda que em ficção.

16/05/2006

Produtor de Lost promete grandes respostas no final da temporada

ATENÇÃO! PEQUENOS SPOILERS ABAIXO

Na edição dessa semana da revista Newsweek, o produtor de Lost Carlton Cuse prometeu que o final da segunda temporada vai responder algumas grandes questões. Que questões? 1) Por que o avião caiu? (Essa é grande!); 2) O que acontece se o botão não é pressionado; e 3) "Vamos dar uma resolução à história de Michael e Walt."

Eu acho que já sabemos o que acontece quando o botão não é pressionado: NADA. Na última 4ª feira, descobrimos que o lance do botão aparentemente é apenas um experimento. Isso sem mencionar que nós nunca vimos nada além dos hieróglifos...

Com essas grandes questões respondidas, no que vocês acham que a 3ª temporada vai se concentrar?

Ah, e que tal essa declaração de Damon Lindelof? "Nós nunca prometemos que haveria uma teoria única para explicar Lost. Vocês terão várias pequenas respostas ao longo do caminho, e no final entenderão o que é a ilha, mas todas essas respostas não serão necessariamente reduzidas a uma única explicação."

Por essas e por outras meu único conselho a todos os teóricos é que curtam a viagem...

15/05/2006

Dude! Fui ao Cinema!



Sim.... enlouquecemos de vez!!!!!!!! Agora Dude foi ao cinema!!!!


É com muito prazer que apresento a todos vocês "Dude! Fui ao Cinema!".
Sob total e exclusiva responsabilidade de Davi Garcia, agora Dude vai falar de cinema sim!
O novo blog vai comentar filmes, destacar as estréias, dar dicas e nos manter atualizados sobre o mundo do cinema!
Percorrendo o índice vocês encontrarão uma vasta lista de comentários sobre os principais filmes que ocuparam a telinha nos últimos meses.
Há tempos que o Davi determina o que vou assistir no cinema com seus excelentes comentários (quem acompanha o Dude sabe do que estou falando) !
Agora é a vez de vocês se viciarem!
Pessoal... boa leitura e muita diversão!
Davi... em nome da equipe Dude, boa sorte!!!!

Juliana Ramanzini

Comentários do episódio 2x10 - "The 23rd Psalm"

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Enquanto a estréia do Ricardo “Raquete” Henriques continua rendendo discussões calorosas, abro espaço para comentar o 10º episódio dessa 2ª temporada, que críticas à parte nos reservou alguns episódios memoráveis, e nessa categoria não dá para deixar de dizer que The 23rd Psalm ou simplesmente o Salmo 23 foi um episódio caprichadíssimo e que nos brindou com um flashback bacana mas ao mesmo tempo chocante sobre quem era ou melhor quem é o Eko, que sem dúvida nenhuma é um dos personagens mais bacanas do elenco.

Início do episódio, vemos 2 garotos jogando uma inocente pelada num campinho qualquer, quando de repente tem sua diversão interrompida por um grupo de guerrilheiros na Nigéria em busca de nova "mão de obra". O mais novo dos 2 garotos irmãos se vê obrigado a matar um senhor idoso sob as ordens do guerrilheiro chefão mas hesita. O mais velho temendo pela vida do irmão lhe toma a arma e executa o velho. A revelação em seguida é que o garoto em questão era Eko, que acaba sendo levado pela guerrilha e vê o jovem irmão ficando para trás.

O que descobrimos mais tarde é que Eko tornara-se um poderoso guerrilheiro e que seu jovem irmão tornara-se padre. E o que isso tem de chocante? Nada se você não achar surpreendente o fato de que mais à frente vemos que o jovem padre acaba salvando a vida de Eko, quando este estava prestes a embarcar naquele famoso aviãozinho amarelo que conhecíamos desde a 1ª temporada e sobre o qual tanto se especulara. Sim, o avião que caíra na ilha de fato pertencia a traficantes nigerianos disfarçados de padre, e dentre os "passageiros" estava ninguém menos do que o jovem irmão de Eko.

Ok, agora parece que não dá mais pra questionar quais são as intenções dos roteiristas da série né? Pelo menos no que tange às intenções de fazer tudo (ou quase) ter relação. Se não vejamos: temos o Sawyer, que conhecera o pai do Jack antes do acidente, o Hurley que já ‘conhecia’ os bad numbers antes de sequer pisar na ilha, o Jack que já havia encontrado com Desmond antes e por aí vai. Ou os caras estão simplesmente brincando conosco dizendo: "Olhem como tudo é coincidência!", ou então estão de fato construindo uma coisa muito bem amarrada e que sabe-se lá quando irá revelar os porquês de tudo isso.

Mas quais foram as impressões de vocês sobre o encontro do Eko com o SS / Lostzilla? O que dizer sobre o escaneamento da mente do Eko feito pelo SS? As imagens surgem bem rapidamente, mas no meio daquela fumacinha toda, vemos uma cruz, um rosto de mulher e outras coisas. Bizarrice à parte, de qualquer forma confesso que já não sei mais o que pensar sobre o "monstrão". Depois do final da 1ª temporada quando Locke é atacado pela fumacinha negra, surgiram vários boatos e centenas de especulações girando em torno do fato da tal fumacinha que toma a forma do SS, ser na verdade um composto de Nano-robôs, o que acabou sendo de início levemente descartado pelos produtores, mas que depois desse episódio, deixa claro que há uma coisa no mínimo muito próxima da explicação levantada na época. O barulho, a forma e até mesmo a racionalidade do SS, nos dá pistas de que nanotecnologia deve fazer parte da explicação para o que é o SS. Agora, como essa tecnologia está na ilha e até onde isso vai dar não faço a menor idéia e prefiro deixar isso por conta de quem gosta de "viajar" em mil e uma teorias.

O episódio não apenas nos deu algumas resposta sobre o Eko e explicou como ele adquiriu toda aquela devoção religiosa (mesmo que por caminhos tortuosos), mas também trouxe luz ao que toma boa parte da trama pelos próximos episódios. A espiral descendente que deve envolver Charlie depois de perder a confiança de Claire e seu possível retorno às drogas. E digo possível, obviamente baseado na cena final quando vemos que ele estava a algum tempo estocando várias daquelas santinhas recheadas de heroína em algum lugar esmo na floresta. Charlie, Charlie o que te aguarda hein?! Sendo coisa boa ou ruim, pelo menos vai funcionar no meu entendimento como um resgate da importância de personagens que como ele e Claire, por exemplo, estavam meio esquecidos e que até agora eram apenas decoração nos episódios desta 2ª temporada. Michael por sua vez não tem sido objeto de decoração, mas também ainda não conseguiu dizer, ou melhor, mostrar que é um personagem que mereça nossa atenção. Será que depois da nova "conversa" com Walt (ou quem quer que seja) pelo computador as coisas mudam pra ele? Vale à pena esperar para ver.

Por Davi Garcia

Paparazzi - Josh Holloway passeando em seu Iate

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Josh Holloway passeando em seu Iate! É tão bom ser pobre né?! =p

Mais Fotos Aqui

Dude! apresenta.... Ricardo Henriques!

Como anunciamos anteriormente, as novidades não param no "Dude!", que emagreceu no visual mas vai engordar no conteúdo, abrindo espaço para mais colunas que discutam Lost sem preconceitos ou visões ofuscadas por fanatismo à série. E assim, apresentamos nosso mais novo colaborador Ricardo Henriques, vulgo "Raquete", jornalista, piadista de carteirinha, fã do Dr. Gregory House e... crítico de Lost. Nós do blog damos as boas-vindas ao "Raquete" e prometemos mais novidades para muito breve.
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Carta de Intenções

Por Ricardo Henriques*


Não adianta bater o pé, fazer beicinho, cortar os pulsos, dar de ombros, xingar a mãe, rogar praga, entrar na Justiça, expulsar a Petrobrás, nacionalizar o gás natural boliviano ou incendiar a Embaixada da Dinamarca. Vou falar e vou ser bem direto (se é que ainda posso o ser, depois da longa frase anterior): Lost não é a melhor série de todos os tempos. Tampouco a melhor série do momento. Enquanto as qualidades (que são muitas) do seriado são declamadas em verso e prosa pela sua legião de semi-satânicos fiéis, os defeitos (que na segunda temporada começam a brotar como que por geração espontânea) também precisam ser comentados. Cabe a alguém fazer o trabalho sujo. Ser indesejável. Bancar o Sawyer, sem no entanto apelidar um a um os seus dízimos periódicos leitores. Embora sempre correndo o risco de apanhar deles, seguindo os tortuosos passos do personagem em questão.

Lost é antes de tudo uma série irregular. É praticamente impossível encontrar alguém que tenha gostado de todos os episódios. Ou mesmo que não tenha ficado desapontado com o caminho tomado pelo seu personagem preferido, não por exatamente julgamento moral, mas por alguma incoerência momentânea por parte dos roteiristas. Combina em uma mesma temporada episódios "bonitinhos" (no mal sentido da palavra) com episódios "bizarros" (no bom sentido da palavra), passando pelos melhores: aqueles onde humor, drama, ação e suspense se encadeiam, mas não se atropelam. Pode ter tanto episódios reveladores decepcionantes como episódios inúteis extremamente agradáveis. A impressão clara que tenho é que Lost seria sim a melhor série de todos os tempos se os produtores não quisessem esticá-la o máximo possível. Por enquanto o soneto não precisou ainda de emenda. Quando você pensa que Lost está descendo a ladeira, sempre lançam um episódio que traga sua esperança de volta ao horizonte (jamais passarei fome novamente!). Mas sabe-se lá se um dia a corda não vai arrebentar, o programa cai em um precipício e então passaremos anos e anos discutindo em fóruns se o final que rola pela Internet é ou não é o verdadeiro. Ou seja, algo como o melhor desenho animado de todos os tempos, Caverna do Dragão.

A grande diferença de Lost para as demais séries é que ela se torna maior (e não necessariamente melhor... aliás, quase nunca melhor, dado o imenso número de viagens na maionese que provoca) quando o episódio termina. Para mim a melhor série do momento é House. Mas House não me faz correr pra internet para discutir sobre o episódio. O máximo que eu poderia fazer seria tecer alguns elogios, comentar alguma cena em especial, eleger a melhor fala do episódio. E olhe que House é uma das poucas séries que propõem discussões realmente importantes (ou seja, anos-luz além de "Será que a Kate vai terminar com o Sawyer? Ou com o Jack?" ou "Eles estão todos mortos?"), sobre ética, honestidade, relações interpessoais e racismo (pararei por aqui, antes que eu comece a comentar sobre House e contradiga minha argumentação, mas me façam um favor e dêem uma chance a este programa). Lost é uma série que estimula a audiência a desvendar os seus mistérios coletivamente.

Em outras palavras, a mitologia de Lost é muito mais forte que a série em si. Claro que cada um faz uso dela como bem entende. Eu, por exemplo, me recuso a formular teorias mirabolantes (até porque eu já abracei a tese de que é tudo um sonho do Sidney Magal), mas me divirto muito lendo as bobagens que saem das mentes ociosas dos fãs. Outras pessoas vão procurar pela internet sobre assuntos que normalmente não lhe despertariam o mínimo interesse, como propriedades eletromagnéticas e ursos polares. Tem sempre aquele mané que atira pra tudo quanto é lado, expõe 137 possibilidades diferentes e depois posa de entendido, espalhando aos 4 ventos que já sabia. Serviria de base para um estudo antropológico o fato de qualquer mapa ou easter egg lançado ao público fazer as pessoas perderem o sono, achando que dali será possível chegar a alguma conclusão. É o caso inclusive do caça-níqueis Lost Experience, que ainda vai levar alguns desequilibrados à falência.

Não é a primeira vez que J J Abrams faz isso, como todos os fãs de Alias já sabem de cór e salteado (expressão do tempo em que Bernard e Rose ainda passavam brilhantina no cabelo). Se esta tivesse tido mais audiência, tudo que anda se fazendo com o Lost Experience poderia ser feito, não com base no Dharma, mas sim em Rambaldi (não sabe quem é? Google it, brotha). A mitologia de Alias é tão interessante quanto, mas com a desvantagem de que, por tudo ser menos complexo, as descobertas serem mais esparsas. Tudo isso comprova que o novo menino de ouro da TV americana (sempre lembrando que ele é apenas o líder da turma de criadores de Lost) está se aprimorando nos seguintes talentos: 1) criar tramas cheias de variáveis; 2) por tabela tornar essas séries viciantes; 3) marcar o seu estilo, que já é inconfundível; e 4) enrolar muita gente. Quer perder peso? Pergunte ao JJ como.

Quando eu aceitei colaborar com este blog, minha preocupação era só uma: saber se iam entender minha análise cronicamente cínica de Lost. Recebi carta branca da diretoria para esculhambar o que eu bem quiser (o que me lembra de cobrar as 10 mil toalhas brancas que também foram citadas no acordo) . Mas não tenho a menor intenção de ser agredido na rua por algum lunático adorador da série. Nem na rua, nem em qualquer outro espaço, que fique bem claro. Vejam só o que aconteceu no Japão. Para protestar contra a substituição de Inu Kami, seu desenho predileto, por um simpático e empolgante campeonato de tênis de mesa, um telespectador mais exaltado enviou um pacote de restos mortais humanos para a emissora. É mais ou menos o risco que eu corro ao vir escrever neste blog. Sem contar os anos de terapia por dar de cara com o Hurley lá no cabeçalho da página.

Em nome de Alvar Hanso, de todos da Dharma Initiative e da comunidade do Morro do Sem Braço, muito obrigado.

Nescafé.

Ou quase isso.

ps: A quem interessar possa: prefiro que me mandem seios.
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*Ricardo Henriques é jornalista e não é tão malvado quanto parece. (Nota by Dude! We are Lost!)

11/05/2006

Perdido em 'Lost'

Uma teoria presume um grande experimento psicológico. Outra mexe com análises numéricas. Outras escolas de pensamento examinam a consciência coletiva, eletromagnetismo e teologia.

Um seminário da Ivy League? Dificilmente. É especulação sobre o significado de Lost, a segunda temporada do drama da ABC. Seguidores devotos online examinam cada episódio no microscópio, procurando responder questões que vão bem além do se e quando os perdidos vão sair de sua misteriosa ilha.

Embora alguns fãs pareçam dedicar tempo necessário para ganhar um Ph.D, - e vários PhDs analisam a série - um guia se faz necessário para novos estudantes. Lost segue os sobreviventes de um vôo de Sydney para Los Angeles que partiu-se e caiu em uma ilha tropical. Depois de encontrarem um 'monstro' incomum, um urso polar e outras coisas estranhas na estréia em 2004, o rockeiro viciado Charlie (Dominic Monaghan) fez uma pergunta que ainda consome os fãs: "Onde nós estamos?"

Alguns devotos procuram uma teoria única que explique o que é a misteriosa ilha, por quê aquelas pessoas estão lá e por quê nenhum resgate apareceu mais de um mês depois do acidente. Os produtores da série dizem que não há uma explicação simples e que uma resposta simples deixaria a audiência insatisfeita. "Insistimos dizendo 'o que não é'," pontua Damon Lindelof, que criou Lost com J.J. Abrams (Alias, Missão Impossível 3).

Lindelof e Carlton Cuse, os produtores executivos que cuidam de Lost, dizem que os sobrevivente não estão mortos e presos em algum tipo de purgatório. Nem que Lost acontecem em um sonho ou alucinação na mente de um personagem - um conceito que eles chamam de "teoria do globo de neve," depois que o drama médico St Elsewhere, revelou em seu final de 1988 ser passado em um globo de neve de um garoto autista.

Isso não reprime os fanáticos que tem simpatia por essas teorias. "O que é legal sobre a comunidade de fãs é que ela não parece se importar com o que dizemos ou não," Lindelof diz.

Para encorajar análises extensas, Lindelof, Cuse e a equipe de escritores semearam Lost com tantas pistas que eles não podem nem adequá-las na tv. A série pulou de cabeça na sinergia multimídia, criando tudo desde sites relacionados a Lost (como www.thehansofoundation.org) a livros derivados (Bad Twin, um romance escrito pelo ficcional Gary Troup, um dos passageiros do vôo 815 da Oceanic) que podem ou não dar dicas.

Na semana passada, a ABC mostrou um um comercial falso da Hanso Foundation durante a série para lançar a Lost Experience, uma caçada parela na internt designada para dar aos jogadores pistas adicionais mas que não afetam a esperiência daqueles que não jogam.

A maturação da comunicação da internet chegou a um nível de escrutínio e interação entre audiência/escritores acima e além de daquela de ancestrais como Twin Peaks, Arquivo X e Buffy. Com milhares de fãs colecionando explicações, a audiência pode se alimentar nessa rede de análises toda semana em sites como thefuselage.com, lost-tv.com, lost-forum.com e lost.cubit.net.

"Com Lost, há tantas formas de interagir... que há mais de uma comunidade que leva a mais pesquisa e mais níveis de discussão," diz Lynnette Porter, uma professora de humanismo da Universidade Aeronáutica da Flórida Embry-Riddle e co-autora de Unlocking the Meaning of Lost: An Unauthorized Guide

Atenção! Spoilers abaixo para quem ainda não viu os episódios 2x20 e 2x21

Semana passada, a audiência teve muito o que ponderar quando Michael (Harold Perrineau), obcecado por sua busca pelo filho sequestrado Walt (Malcolm David Kelley), atirou nas sobreviventes Ana Lucia (Michelle Rodriguez) e Libby (Cynthia Watros). Ontem, os fãs ganharam mais informações na escotilha subterrânea que é uma sobra de um grande experimento psicológico da ilha, a Dharma Initiative. Apropriadamente, o episódio foi intitulado "?", a marca de interrogação no centro do que aparenta ser o mapa da ilha.

Os episódios do final da temporada também vão oferecer uma resolução à situação de Michael e Walt, que foi visto algumas vezes como aparição, e os sobreviventes vão se preparar para enfrentar os Outros, um misterioso grupo que sequestrou Walt. Desmon, o homem descoberto na escotilha no início da temporada, vai retornar também, e a audiência vão descobrir porquê o avião caiu.

As Teorias

Lindelof e Cuse, falando do set de Lost na semana passada quando finalizavam a 2ª temporada e planejavam a 3ª, dizem que há muitas perguntas para uma explicação simples. "Sabemos onde eles estão e oque está acontecendo, mas isso não poderia ser classificada como uma teoria única," Lindelof diz. Várias questões rendem múltiplas respostas, eles dizem.
"Uma camada fala do eletromagnetismo, outra de experimento psicológico, outra do porquê eles podem ver Walt. Chegar a uma resposta que unifique todas essas coisas é quase impossível. Esperançosamente, todas as subcamadas serão explicadas" no final, eles dizem.


Embora os teóricos sejam um grupo de fãs de Lost muito intensos e clamorosos, os produtores dizem que eles tem se focar na audiência maior de telespectadores casuais, desenvolvendo personagens e relacionamentos que retenham seu interesse. (Lost tem alcançado uma média de 15.3 milhões de telespectadores nessa temporada, aparecendo na 15ª posição entre as séries de horário nobre)

Para esses que querem analisar, contudo, eles dão boas vindas às especulações. "Nós não queremos eliminar muitas teorias," Cuse diz. "O que as pessoas curtem na série é essa possibilidade de teorizar."

E isso de websites a Entertainment Weekly, tentando descobrir do que se trata tornou-se um esporte participativo. Teorias proeminentes e áreas de investigação:

A Ilha como laboratório - A revelção dessa temporada da Dharma Initiative, uam organização secreta com um objetivo fundamentado na melhoria humana, levou muitos a abraçar a teoria de Lost é um grande experimento. A Hanso Foundation, que tem laços com a Dharma e debruça em tópicos como saúde mental e extensão da vida, também sugere estudos da ciência social. A escotilha, que requer que uam sequência de números (4, 8, 15, 16, 23 e 42) seja digitada em um computador a cada 108 minutos, sugere uma Caixa de Skinner, batizada assim por causa do famoso psicólogo B.F. Skinner.

Eletromagnetismo - Essa foi uma das favoritas inicialmente depois que uma bússola não funcionava adequadamente na primeira temporada. Teóricos pontuam que a obscura Hanso Foundation conduz pesquisa nesse campo, e que a escotilha foi designada para tal estudo. Essa teoria pode ajudar a explicar o mal funcionamento dos instrumentos do avião.

Continuum tempo-espaço - Na Física, a Teoria das Cordas sugere outras dimensões de espaço e tempo, que poderiam ajudar a explicar porquê nenhum resgate encontrou os perdidos. Deslocamentos no tempo poderiam ajudar a explicar porquê uma instalação médica onde a grávida Claire (Emilie de Ravin) foi mantida parecia estar abandonada a anos quando sobreviventes a descobriram poucas semanas depois, Porter diz. Um website creditado à ABC/Disney (www.oceanicflight815.com) também levanta a questão do tempo: Um tíquete de bagagem para o sobrevivente Jack Shepard (Matthew Fox) parece ser datado como 21 de Setembro de 2009.

Os Números - O aparecimento da sequência em um bilhete premiado da loteria do sobrevivente Hurley (Jorge Garcia) desencadeou uma série de idéias envolvendo os números. Uma teoria diz que eles coincidem com os números de uniformes aposentados do New York Yankees. Os produtores reagiram ao interesse do fãs pelos números, mostrando-os em tudo desde uniformes de times de hockey a carros de polícia, Porter diz.

Consciência coletiva - Conexões passadas entre os sobreviventes - Sawyer bebendo com o pai de Jack, o pai de Jack contratando Ana Lucia, Locke trabalhando para a empresa de Hurley - levou muitos a supor que essas ligações estão relacionadas à suas presenças na ilha. A aura psíquica da ilha levanta a questão se os personagens estão se insinuando na consciência dos flashbacls individuais de cada um que são a assinatura de Lost, diz David Lavery, um professor da Universidade de Middle Tennessee State.

Com a especulação vém as discordâncias, que podem ser metade da graça. Orson Scott Card, autor do best-selling de ficção científica Ender's Game, diz que um tema de consciência coletiva poderia tornar qualquer base sólida que a audiência tenha em um castelo de areia. "Uma coisa que estamso considerando é que as histórias passadas são verdadeiras," diz Card, que está editando seu novo livro Getting Lost: Survival and Starting Over in J.J. Abrams' Lost, a ser lançado em agosto.

Lost pode estar provocando a audiência algumas vezes também. Os produtores dizem que não é um purgatório, mas o nome Gary Troup é um anagrama para esse ambiente de transição, Porter diz.

As muitas alusões literárias e filosóficas de Lost não dão explicações específicas, mas oferecem um banquete de considerações. Personagens com nomes dos famosos filósofos Locke e Rousseau. O romance Watership Down é sobre coelhos que tem que fugir de suas coelheiras, e cubos multidimensionais e ondulações de tempo, são encontradas em A Wrinkle in Time, dois de muitos dos livros lidos na ilha

Uma história de Ambrose Bierce na lista de leitura de Lost, An Occurrence at Owl Creek Bridge, brinca com a teoria do globo de neve, contando a história de um homem que pensa ter escapado do enforcamento até descobrir que isso ocorreu na sua mente momentos antes de ser enforcado. Mas Lavery aponta para o The Damned Thing de Bierce, que é sobre um monstro invisível.

Outros ensaístas citam o filósofo Francis Bacon e o matemático René Descartes em suas considerações. "Eu penso que Lost, mais do que qualquer coisa na tv, abre espaço para um fórum de discussão crítica e filosófica," diz Amy Bauer, um professor assistente de música da Universidade da California que tem um diário online, A Sociedade para o Estudo de Lost (www.loststudies.com).

Tudo em Lost é feito para análise, diz Joyce Millman, que escreveu um dos ensaios Getting Lost. Ela credita os escritores com "uma rica variedade de referências: científica, bíblica, cultura pop, literária, histórica e filosófica."

Millman, cujo ensaio é chamado Teoria dos Jogos, vê a estrutura de Lost atraindo os fãs pela familiaridade: Ela pensa que a série funciona como um video game interativo. "A narrativa e a ação se desenvolvem em múltimplos níveis. Há pistas escondidas que funcionam como os Easter Eggs dos jogos," Millman diz. "Lost é um grande jogo, e o ato de acompanhá-la te força a jogar junto."

A natureza de teorizar

Tentar dar significado ao mistério é da natureza humana. "É isso que as pessoas gostam de fazer. Nós vemos todos esses modelos, e tentamos extrair um sentido deles," Porter diz.

Lindelof e Cuse dizem que outros escritores de Lost monitoram as teorias dos fãs e dos websites porque não querem servir apenas essa audiência. Mas eles aprendem com eles e respondem às preocupações dos fãs. A insatisfação com o número de respostas no final da temporada passada leva a mais respostas no episódio final dessa temporada a ser exibido no dia 24 de Maio.
Alguns fãs estão "surpreendentemente perto" com as teorias, Lindelof diz, mas não tem informações suficientes ainda para chegar lá."

Card gostou mais da primeira temporada e diz que não está certo que Lost esteja revelando as respostas rápido o suficiente. Seu sucesso futuro depende do fornecimento de respostas suficientes e fazer com que elas sejam complicadas o bastante para fazer valer o comprometimento dos fãs.

"O suspense real vém das respostas, não das perguntas. Suspense vém não de iamginar o que está acontecendo mas de iamginar o que acontece a seguir, " ele diz. "Se você retém as respostas, fica impossível satisfazer."

Alguns fãs nunca vão estar satisfeitos com o ritmo ou a qualidade das respostas de Lost. Outros pensam se os produtores podem manter seu brilhante equilíbrio entre personagens, mistério e alusões. "Os produtores tem... mantido o interesse bem alto," Bauer diz.

Pelo menos um fã dedicado inclina-se mais na direção Zen do que analítica. Como na vida, nem tudo em Lost fará sentido, e nem precisa, diz Charlie Starr, outro ensaísta Getting Lost e professor de Inglês e humanismo na Universidade Cristã do Kentucky em Grayson.

"Talvez não devamos teorizar. Talvez devamos nos render a isso. Nós temos que ser pessoas que podem lidar com mistério, render-se ao texto e deixar que ele nos leve onde ele quiser," diz Starr, em referência ao poeta inglês John Keats. "Com Lost, talvez a melhor coisa que se tenha a fazer, seja simplesmente assistir com um senso de maravilha e surpresa."