21/05/2006

DESMOND – A pergunta que não quer calar

Por Ester Arieta Moreira*


A primeira imagem que tivemos dele passou despercebida, sim, porque jamais poderíamos supor que o prestativo atleta que se encontrou com Jack no estádio reapareceria na ilha, dentro da famigerada escotilha, e depois literalmente “sairia correndo”, deixando uma enorme trilha de perguntas a serem respondidas. Desmond, interpretado por Henry Ian Cusick, um ator praticamente desconhecido, nascido em Trujillo, Peru, em 17 de abril de 1969, filho de uma peruana e um escocês, caiu nas graças do público que assiste LOST, ávido pelo seu retorno, é constantemente mencionado nas discussões sobre a série, ganhou um fórum no site “The Fuselage” e assustou seu intérprete (Henry é caseiro e super família, vive com a esposa Annie e seus três filhos, Elias, Lucas e Esaú, em Shipbourne, um pequeno e tranqüilo vilarejo em Londres) com o sucesso e a fama tão repentinos.

E mesmo assim, nos passa a imagem de uma pessoa tranqüila e bem-humorada. Aqueles que fazem parte do seu fórum em “The Fuselage” podem eventualmente conversar com ele, pois muitas vezes ele “passa” por lá para bater um papo com os fãs e responder algumas perguntas. Ainda, em um dos sites sobre o personagem em LOST, foi disponibilizado um e-mail para os fãs que, se tiverem um pouco de paciência, poderão escrever e sem dúvida, receberão sua resposta.
Dessa forma, nada melhor do que conhecê-lo um pouco mais, agora que estamos às portas do episódio final da temporada, que trará Desmond de volta e, quem sabe, nos mostrará, afinal, como ele foi parar dentro da escotilha e porque tão facilmente aceitou continuar o trabalho que estava sendo feito por Kelvin.

Fazendo uma espécie de “compilação” de informações (entrevistas dadas a jornais e redes televisivas) encontradas sobre o ator, foi possível ver o efeito que o personagem causou sobre Henry Ian. Notamos que ele sentiu-se confuso com o sucesso que estava fazendo nos EUA, principalmente pelo fato da 2ª temporada da série ter estreado meses antes lá, do que no Reino Unido, o que o fez notar que, ao sair de seu apartamento em Los Angeles era praticamente “atacado” pelos fãs, que extasiados com a novidade, buscavam aproximar-se e, principalmente, saber quando veriam Desmond novamente em LOST, em contrapartida ao fato de que, em Londres, praticamente ninguém sabia quem ele era.

“É estranho, porque em um momento, as pessoas vêm falar com você enquanto você está no caixa do supermercado, e logo depois você volta pra casa, e é como se nada daquilo tivesse acontecido”, diz Henry Ian, em uma entrevista dada ao Sunday Times, cerca de dois meses após o início da 2ª temporada nos EUA; entretanto, ele parece ser supersticioso, e querendo manter a “normalidade” da sua vida, listou seus afazeres domésticos (sim, acreditem, ele tem!): busca os filhos na escola e os leva ao caratê, vai ao supermercado e assegura que o jantar vai estar pronto quando sua esposa chegar do trabalho. “Minha vida é bastante tranqüila”, ele diz, “Minha mulher trabalha turno integral, então quando eu não estou trabalhando, estou em casa com as crianças. Funciona perfeitamente para mim”.

Henry cursou The Royal Scottish Academy of Music and Drama antes de juntar-se ao Glasgow Citizen’s Theatre. Seu trabalho no teatro é extenso, incluindo atuações em peças do Royal Shakespeare Company (Othello) e The Royal National Theatre (Richard II), entre outras. Sua filmografia também não pode ser desprezada, tendo como mais recentes aparições os filmes “The Gospel of John” (2003), onde sua performance no papel de Jesus Cristo foi aclamada pela crítica, Perfect Romance (2004), Half Ligth (2006) e 9/Thenths (2006), além de ter representado o agente da inteligência alemã Theo Stoller nos episódios 5x13 e 5x14 de 24 Horas.

Apesar de toda essa exposição, Henry parece ter os pés no chão, demonstrando um enorme apego pela opinião da sua família, em especial de sua esposa Annie. Constantemente indagado sobre a possibilidade de deixar a Inglaterra e mudar-se para Los Angeles, ele sempre se esquiva, respondendo que precisa ter um bom motivo para deixar a Inglaterra, embora assuma que, por ter passado sua infância em Trinidad y Tobago, adora o clima quente.

Na entrevista concedida ao Sunday Times, Henry foi perguntado sobre como ele reagiria se estivesse preso em uma ilha deserta, com um bando de estranhos e um monstro misterioso. “Eu não tenho idéia”, respondeu, “mas provavelmente eu seria um desastre! Fui escoteiro quando era criança, mas nunca conseguia erguer uma barraca, nem executar todas aquelas coisas práticas que os escoteiros fazem, eu só queria jogar bola e nadar. Se fosse só ficar deitado na praia, eu conseguiria fazer isso perfeitamente”, respondeu bem humorado.


Bom, agora acho que só nos resta esperar (ansiosamente, com certeza) pelo episódio final da temporada “Live Together, Die Alone” para vermos o retorno triunfal de Desmond, que está importante a ponto de ter um episódio-flashback de duas horas, season finale (... ui, um luxo!!!!), e para podermos finalmente ver mais um pouquinho do olhar “maluco” que só ele sabe fazer e ouvir o famoso “Brothaaa” com seu sotaque único peruano-escocês-inglês!

See you in another life, yeah?


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*Estar Arieta Moreira é advogada, assumidamente fã incondicional do Desmond e adora cada vez que ele diz “brothaaa”...

Fontes:

4 comentários:

Danielle Mistica disse...

Eu tb adoro o brothaaaa do sexy Desmond, criei ate comunidade pra ele no orkut: I want to be lost with desmond
eheheh
agora eu coloco o thaaa em tudo, sistaaaaa, brothaaa, spoilaaaa
Cara gato!

Jack torrance disse...

nada d mais..
apenas um rapaz de teatros em uma série de sucesso..oq..automaticamente o leva ao sucesso..

qualquer um faria o papel dele..desde q tivesse as mesmas caracteristicas fisicas..

Juliana Ramanzini disse...

Primeiro, quero parabenizar a Ester e agradecer pela colaboração e carinho que ela dedica a cada tarefa assumida no blog.
Segundo, não sou tãooo fã do Desmond, mas é óbvio que a participação dele traz elementos interessantes... anima mesmo!
Além de render muitos suspiros por aí... hehehehe

Expedito Paz disse...

O jeitão e o sotaque dele são diferenciais pro papel. Claro que há atores que poderiam fazer o papel, mas o Henry Ian ficou perfeito.

O mais interessante é que ele é peruano!